automobilismo

Brasileiro vence pela terceira vez as 24 Horas de Daytona

Estar presente em Daytona durante todo o final de semana da Rolex 24 Horas é uma experiência que vai muito além da simples cobertura de uma corrida. Desde a quinta-feira, acompanhando treinos livres, classificação e toda a movimentação dos boxes e arquibancadas, fica claro que o evento é, antes de tudo, um grande encontro de apaixonados por automobilismo.

A cada edição, Daytona reafirma seu caráter único: não se trata apenas de uma prova de 24 horas, mas de um evento pensado para todos. Grupos de amigos dividem espaços no interior do Daytona International Speedway, famílias inteiras montam suas estruturas para acampar e acompanhar a corrida noite adentro e crianças crescem respirando o ambiente das provas de longa duração. A harmonia entre competição, lazer e convivência transforma o circuito em uma pequena cidade dedicada ao esporte a motor.

Do ponto de vista esportivo, a corrida começou com uma tendência que se confirmou ao longo das horas: os carros número 6 e 7 da equipe Porsche de Roger Penske, mesmo sem ter sido a mais rápida na classificação, mostrou desde as primeiras voltas que havia chegado preparada para vencer. A execução estratégica, o ritmo consistente e a leitura correta das neutralizações colocaram o Porsche número 7 de Felipe Nasr em posição de controle da corrida.

Nas demais categorias, o cenário foi de alternância constante de liderança e disputas intensas, típicas de uma prova em que ritmo, confiabilidade e tráfego pesam tanto quanto velocidade pura.

Na GTD Pro, o brasileiro Daniel Serra teve sua corrida interrompida de forma prematura. Após pouco mais de duas horas de prova, o Ferrari número 62 sofreu danos importantes na suspensão dianteira esquerda depois de um toque seguido de impacto, obrigando o abandono.

Já na GTD, a noite trouxe emoções distintas para os representantes do Brasil. Felipe Fraga, correndo com o Ford Mustang GT3 ao lado do ex-piloto de Fórmula 1 Romain Grosjean, abandonou no início do período noturno. Foi nesse momento que o protagonismo brasileiro passou para Dudu Barrichello, que estava entre os primeiros da categoria com o Aston Martin Vantage GT3 Evo número 27, dividindo o carro com Tom Gamble, Zach Robichon e Marco Drudi.

Na LMP2, os irmãos Enzo e Pietro Fittipaldi dividiram o cockpit do Oreca 07 número 73 com o canadense Chris Cumming e o português Manuel Espírito Santo, competindo pela Pratt Miller Motorsports. Um toque sofrido durante a prova danificou parcialmente a lateral esquerda da carenagem e o assoalho, comprometendo o desempenho aerodinâmico do protótipo e deixando-os fora da disputa de melhor colocação – terminaram em décimo-primeiro lugar.

O fator decisivo da edição 2026 foi climático. Durante a madrugada, uma densa neblina tomou conta do circuito, reduzindo drasticamente a visibilidade e forçando a direção de prova a manter o Safety Car por mais de quatro horas. A preocupação que havia sido levantada ainda na sexta-feira — temperaturas elevadas e degradação acentuada dos pneus — perdeu relevância. A longa neutralização permitiu que praticamente todas as equipes chegassem às horas finais com jogos de pneus novos disponíveis.

Isso transformou os últimos 80 minutos em uma verdadeira corrida sprint após quase 23 horas de prova. Sem restrição crítica de combustível e com pneus em boas condições, os líderes puderam atacar com tudo.

O duelo final entre o Porsche número 7, pilotado pelo brasileiro Felipe Nasr, e o Cadillac número 31, conduzido por Jack Aitken, foi eletrizante. O contexto tornava esse confronto ainda mais simbólico: o Cadillac havia sido o carro mais rápido na classificação, mas perdeu o direito de largar na pole position após uma discrepância dimensional detectada no assoalho durante a vistoria técnica, sendo obrigado a largar da última posição da classe GTP. Chegar ao segundo lugar após 24 horas de prova reforçou que era, provavelmente, o carro mais veloz do final de semana — e valorizou ainda mais a defesa firme de Nasr na liderança.

O tráfego não permitia negociação: as ultrapassagens precisavam ser decididas imediatamente. Aitken tentou um ataque decisivo na freada da curva 1, chegando a colocar o carro abaixo da linha amarela dupla, mas Nasr conseguiu se defender e levar o Porsche até a linha de chegada, garantindo a vitória ao lado de seus companheiros de equipe, o francês J. Andlauer e o alemão L. Heinrich.

A conquista teve peso histórico. Foi a terceira vitória consecutiva de Felipe Nasr na categoria principal da Rolex 24 Horas de Daytona e a quarta vitória do brasileiro na prova, considerando também seu triunfo anterior na categoria GT. Mais do que um feito individual, o resultado prolongou uma marca impressionante: esta foi a sexta vitória consecutiva de um piloto brasileiro em Daytona, confirmando a força do país nas corridas de longa duração.

Talvez não seja coincidência. Enfrentar diariamente o trânsito caótico das grandes cidades brasileiras pode ser uma forma particular de treinamento para o endurance: leitura constante de tráfego, tomada rápida de decisão e capacidade de manter a concentração por longos períodos sob pressão são habilidades tão úteis nas ruas quanto em uma corrida de 24 horas.

Na GTD, o resultado também foi motivo de comemoração brasileira. Dudu Barrichello concluiu a prova na terceira posição da categoria, coroando sua participação em sua primeira Rolex 24 Horas de Daytona com um pódio importante para sua trajetória internacional e também em sua estreia em competições do campeonato americano, o IMSA.

Um dado simbólico marcou esta edição: nas três categorias com múltiplas marcas, todas as vitórias ficaram com fabricantes alemães — Porsche na GTP, BMW na GTD Pro e Mercedes na GTD. Uma verdadeira “festa alemã” em Daytona, realizada sob condições que levaram muitos a rebatizar o evento informalmente como “Fogtona”, em referência à neblina que dominou a madrugada.

Ao final, fica a certeza de que a Rolex 24 Horas de Daytona segue sendo um dos maiores espetáculos do automobilismo mundial. Não apenas pela qualidade técnica dos carros e pilotos, mas pela capacidade de reunir pessoas, histórias e gerações em torno de uma corrida que dura 24 horas no relógio, uma semana inteira de convivência familiar e deixa memórias para muito mais tempo. (Fotos e texto Gerson Borini)

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100 Milhas Piracicaba movimenta a cidade no final de semana

A cidade de Piracicaba se prepara para receber uma das mais tradicionais provas do automobilismo nacional no fim de semana: as 100 Milhas Piracicaba chega esse ano a sua 36ª edição com cerca de 60 pilotos confirmados.

As disputas acontecerão no autódromo do ECPA (Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo), com a programação tendo início na sexta-feira (22) e se estendendo até o domingo (24). O ingresso é um quilo de alimento não perecível a ser destinado ao Fundo Social de Solidariedade do município.

Além da prova principal, que reúne carros da categoria Marcas e Pilotos e das gaiolas tubulares, esse ano o evento contará com corridas preliminares das categorias Fórmula Inter, Fórmula Vee e Fórmula 1600.

A movimentação começa já na sexta-feira (22) quando os carros entram na pista a partir das 8h da manhã para os primeiros treinos livres. No sábado (23) acontecem mais sessões de treinos livres e as tomadas de classificatórias que definirá o grid de largada para a prova.

A largada – mais uma tradição – acontece no domingo (24) pontualmente às 15h, e pouco antes acontece a execução do Hino Nacional Brasileiro. A prova das 100 Milhas Piracicaba terá duração de 78 voltas, pelos 2.100 metros do circuito, para completar as 100 milhas, o que deve durar cerca de duas horas.

As 100 Milhas Piracicaba têm realização do ECPA, com o apoio da Prefeitura de Piracicaba e patrocínio da Ritec e AVT.

O ECPA fica localizado na Rodovia SP 135 Km 13,5 – Tupi – Piracicaba/SP. Mais informações pelo whatsapp (19) 974037683, Instagram e Facebook @ecpabrasil

 Serviço
36ª edição do 100 Milhas Piracicaba
Dias 22, 23 e 24 de agosto
Local: ECPA (Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo)
Endereço: Rodovia SP-135 Km 13,5 – Piracicaba
Ingresso: 1 kg de alimento não perecível
Estacionamento: R$ 30
Informações: pelo whatsapp (19) 974037683 e @ecpa.com.br

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Ford reune as SuperVans no Velocidade de Goodwood 2025

O mais importante encontro de automobilismo do mundo, que é realizado anualmente na Inglaterra, reuniu centenas de bólidos e milhares de fãs. O Festival da Velocidade de Goodwood 2025, que durou quatro dias e foi realizado numa aristocrática propriedade rural de mais de 300 anos, reuniu, entre outros, diversos modelos desenvolvidos pela Ford Performance: a Raptor T1+, a picape elétrica F-150 Lightning SuperTruck e o Mustang GTD. Mas a maior curiosidade foram as cinco gerações da SuperVan juntas, dando início ás comemorações dos 60 anos da Transit.

SuperVan Generations

Laboratório 

A primeira SuperVan foi criada em 1971 como veículo de demonstração. Baseada na primeira geração da Transit, ela era equipada com o mesmo motor central V8 do Ford GT40, que conquistou vitórias lendárias em Le Mans e atingia mais de 240 km/h.

SuperVan 1

A SuperVan 2, apresentada em 1983, usava um motor Cosworth V8 de mais de 590 cv do modelo de corrida C100 e chegava a 280 km/h. A SuperVan 3, criada em 1994, era movida por um motor Cosworth de 650 cv, compartilhado com os carros de F1 da época.

A SuperVan 3, desenvolvida pela Ford Performance em parceria com a Stard sobre a Transit de quarta geração, foi a primeira totalmente elétrica. Com quatro motores, cerca de 2.000 cv de potência e aceleração de 0 a 100 km/h em menos de 2 segundos, foi apresentada no Festival de Goodwood de 2022.

Em 2023, a SuperVan 4 foi reconstruída como SuperVan 4.2, projetada especialmente para a subida de montanha Pikes Peak International Hill Climb, a qual venceu na categoria Open. A SuperVan 4.2 também venceu em 2024 a Hillclimb Shoot-Out, prova mais emocionante do Goodwood Festival, pilotada por Romain Dumas.

Este ano o piloto repetiu o feito, agora com a Ford F-150 Lightning SuperTruck, superando todos os veículos elétricos e a combustão na subida da montanha com o tempo de 43,23 segundos. A picape possui três motores elétricos que geram impressionantes 1.400 cavalos de potência e aerodinâmica avançada para maximizar o downforce e desempenho em curvas.

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Brasileiro Gabriel Bortoleto chega em 14º lugar no GP do Canadá

Gabriel Bortoleto fechou sua participação no Grande Prêmio do Canadá, décima etapa do Campeonato Mundial de Fórmula 1, na 14ª posição após um fim de semana que evidenciou sua capacidade de adaptação e crescimento constante na principal categoria do automobilismo mundial.

O jovem brasileiro de 20 anos enfrentou o desafio de conhecer o icônico Circuito Gilles Villeneuve, em Montreal, onde as margens mínimas entre os competidores tornaram cada milésimo crucial para o resultado final.

Bortoleto iniciou o fim de semana com performance sólida nos treinos livres, registrando o 16º tempo no TL1 (1:14.324) e melhorando para a 13ª posição no TL2 (1:12.896), demonstrando rápida adaptação ao traçado canadense em que ele percorreu por 62 voltas.

“Foi um início muito positivo para o nosso fim de semana. Sendo minha primeira vez nesta pista, estava realmente focado em entender como Montreal funciona, e estou satisfeito com a sessão muito sólida que tivemos”, destacou o piloto após os treinos de sexta-feira.

Gosto amargo

No sábado Bortoleto, acabou ficando de fora do Q2 por apenas sete milésimos de segundo – uma margem ínfima que ilustra a competitividade extrema do grid atual. O brasileiro terminou o Q1 na 16ª posição com o tempo de 1:12.385.

“Estou desapontado por não conseguir chegar ao Q2 hoje, especialmente por uma diferença tão pequena. Perdemos a chance por apenas sete milésimos e, em uma pista como esta, isso não é nada”, analisou Bortoleto. “Ainda não temos o carro para estar confortavelmente lá toda vez, mas estamos construindo isso, chegando mais perto a cada fim de semana.”

Bom ritmo


Largando da 15ª posição, Bortoleto enfrentou uma corrida desafiadora, sendo pressionado por carros teoricamente mais rápidos logo nas primeiras voltas. A equipe optou por uma estratégia ousada com um stint longo no pneu duro, buscando se beneficiar de uma possível entrada do Safety Car. Gabriel ficou 48 voltas na pista com o mesmo jogo de pneus com que largou mostrando, sobretudo, um exímio controle sobre o desgaste dos pneus. Isso, sem contar, o grande número de voltas em que esteve à frente de carros notoriamente mais velozes como Red Bull, Williams e Alpine. Ao final das 70 voltas o brasileiro recebeu a bandeirada de chegada na 14ª colocação.

“Foi um fim de semana difícil para mim, mas fico satisfeito em ver a equipe pontuar novamente”, declarou Bortoleto após a prova. “Sinto que havia mais potencial, mas precisamos entender o que mais podemos fazer para começar a pontuar. Fizemos progresso desde Barcelona, mesmo que a pista não nos favorecesse tanto, e estou confiante de que estamos indo na direção certa”, concluiu o piloto brasileiro, já de olho nos próximos desafios do calendário.”

Mesmo com um resultado aquém das expectativas pessoais, Bortoleto mantém o foco na evolução contínua que tem demonstrado ao longo de sua temporada de estreia. O Grande Prêmio do Canadá reforçou que Gabriel segue em curva ascendente de aprendizado, acumulando experiência valiosa em cada etapa enquanto consolida sua posição como a principal estrela do automobilismo brasileiro na elite mundial.

O Campeonato Mundial de F1 retorna na próxima etapa pra a a Europa. Entre os dias 27 a 29 de junho será disputada a 11ª etapa do ano – Grande Prêmio da Áustria, no Autódromo de Red Bull Ring, em Spielberg.

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Américo Teixeira Jr. resgata a história do primeiro F1 da McLaren

A Racer Books, selo editorial da Gulliver Editora, abriu oficialmente a pré-venda do livro “Bruce McLaren e a história do M2B na Fórmula 1”, obra assinada pelo jornalista Américo Teixeira Junior, que apresenta um mergulho fascinante na gênese de uma das equipes mais icônicas da história da F1.

Diferente das narrativas que exaltam os títulos de Ayrton Senna, Alain Prost ou Lewis Hamilton, este livro resgata os bastidores da temporada de 1966, quando Bruce McLaren ousou colocar na pista o M2B, o primeiro monoposto construído por sua equipe para a Fórmula 1.

Embora o M2B nunca tenha vencido uma corrida, ele representou o ponto de partida para décadas de glórias. Com texto envolvente e pesquisa minuciosa, Américo reconstrói os desafios técnicos, os bastidores conturbados, os personagens marcantes e as decisões improváveis que marcaram aquela ousada empreitada.

“Mais do que contar a história de um carro, o livro revela o espírito de uma época em que ousar era tão importante quanto vencer — e homenageia a genialidade de Bruce McLaren”, diz Américo.

Pré-venda com preço promocional e brinde exclusivo

O livro já está disponível para pré-venda até o dia 11 de maio por R$ 50,00 + frete (preço regular após esse período será de R$ 69,90). Quem adquirir neste período ainda concorrerá ao sorteio de uma miniatura da McLaren MCL38 – GP de Mônaco 2024 em escala 1:43, oferecida pela Formula Collection.

Os exemplares adquiridos na pré-venda serão enviados a partir do dia 12 de maio para os compradores.
Link de compra: https://gullivereditora.com.br/produto/bruce-mclaren-e-a-historia-do-m2b-na-formula-1/

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Piastri vence GP da Arábia Saudita e assume ponta da tabela na F1

Pela terceira vez em cinco corridas, o lugar mais alto do pódio na temporada 2025 da Fórmula 1 foi dele, Oscar Piastri. Neste domingo (20), o piloto australiano da McLaren sagrou-se vencedor do GP da Arábia Saudita, em Jedá e, de quebra, recuperou a liderança na tabela de pilotos. 

O holandês Max Verstappen, da Red Bull, que largou na ponta, terminou em segundo, enquanto o monegasco Charles Leclerc, da Ferrari, completou o pódio.

Verstappen perdeu a primeira posição após sofrer uma punição por uma manobra não permitida, tendo que acrescentar 5 segundos em sua parada nos boxes. Por um instante, o britânico Lando Norris, da McLaren, que chegou como líder a este fim de semana e iniciou a prova na 10ª posição, ocupou a ponta, mas após todos os pilotos fazerem seus pit stops, o primeiro lugar ficou com Piastri, que havia largado em segundo.

A corrida seguiu até o fim disputada e Piastri cruzou a linha de chegada 2s8 antes de Verstappen. Lando Norris terminou em quarto. O brasileiro Gabriel Bortoleto, da Sauber, que largou em 20º e último lugar, terminou em 18º, à frente de Yuki Tsunoda, da Red Bull e Pierre Gasly, da Alpine, que não completaram a prova.

Agora, na tabela de classificação dos pilotos, Piastri – que já havia vencido os GPs da China e do Bahrein – soma 99 pontos, 10 à frente de Norris e 12 à frente de Verstappen.

A próxima corrida no calendário da Fórmula 1 é o GP de Miami, nos Estados Unidos, marcado para o dia 4 de maio. (Agência Brasil)

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Um brilhante jornalista foi decisivo para inauguração do Autódromo de Goiânia

Se hoje Goiânia pode se orgulhar por ter um autódromo internacional, que é exemplo de segurança e estrutura, muito desse legado se deve a apaixonados e entusiastas que há mais de meio século idealizaram a construção de um espaço dedicado às competições do automobilismo e motociclismo. Um dos principais personagens dessa história é o jornalista Fernando Campos, (diretor da primeira corrida disputada no circuito e  fundador de escola de kart)referência regional e nacional na profissão.

Atualmente, aos 84 anos de idade, ele se orgulha que o projeto que ajudou a acalentar tornou-se uma das principais praças esportivas do Brasil, já recebeu o Mundial de Motovelocidade em três oportunidades (de 1987 a 1989) e completa 50 anos de inauguração neste domingo, 28 de julho, na disputa do GP Chevrolet Stock Car, sexta etapa da temporada 2024.

Nascido em maio de 1940 em Coimbra, Portugal, Fernando Campos veio com sua família para o Brasil em 1953, desembarcando primeiramente em São Paulo, mas oito anos depois veio a mudança em definitivo para Goiânia. Jornalista por influência da mãe, Campos uniu a profissão à paixão e começou a escrever notas e colunas sobre automobilismo no jornal O Popular, convertendo-se rapidamente em importante tribuna e elemento fundamental na popularização do esporte a motor na capital e no estado de Goiás como um todo.

Fundador do programa Rodas&Motores, que está na televisão e no rádio há mais de três décadas, Fernando tem uma história de amor pelo esporte e por Goiânia. Com 54 anos dedicados ao jornalismo, Campos recorda com carinho o período que antecedeu a construção do autódromo no Planalto Central.

“Houve um crescimento decisivo dos esportes a motor regionais. Lembre-se que estávamos em 1974, e um pouco antes disso já havia um automobilismo desenvolvido e bem instituído em Brasília. Embora não tanto como em Brasília, também tínhamos um esporte a motor bom naquela época, não apenas no automobilismo, mas também no motociclismo: éramos muito fortes na preparação e nas corridas de lambretas. Então, com o esporte em franco desenvolvimento no Centro-Oeste e estando a 200 km de Brasília, faria todo o sentido ter um autódromo em Goiânia”, explica.

O jornalista destaca outro fator importante para incentivar Goiânia a ter um autódromo. “Sem dúvida, foram os títulos de Emerson Fittipaldi na Fórmula 1, em 1972 e 1974. Todos queriam ser Emerson Fittipaldi. Foi a mola propulsora que fez multiplicar o desejo das cidades em ter autódromos. E foi por conta disso que ele foi convidado para inaugurar a pedra fundamental do Autódromo de Goiânia, no início de 1972.”

Até antes da existência do autódromo goiano, as corridas na cidade aconteciam nas ruas, sobretudo em razão do aniversário da capital, em 24 de outubro, nas mais variedades modalidades, muito além dos karts e dos carros habituais. “Tinha corrida de tudo: até de triciclos, lambretas, motocicletas…”, relembra Campos. “E o interesse por um autódromo foi crescendo”.

Fernando Campos fala com reverência de alguém que considera fundamental para que o Autódromo de Goiânia saísse do papel para virar realidade. “Tudo aconteceu depois que o Leonino Caiado foi nomeado governador. Goiânia era uma cidade muito jovem e, naquele período, quase não havia diversão para a população. Leonino entendeu isso e resolveu construir três insumos esportivos: o Estádio Serra Dourada, o Ginásio Rio Vermelho — hoje centro de excelência dos esportes aqui em Goiás — e o Autódromo de Goiânia”, destaca.

Fernando se orgulha de também ter contribuído de forma importante para a concretização do sonho de muitos goianos. “A minha maior participação em meio a tudo isso foi justamente pelo meu jornalismo. Nunca deixei de fazer jornalismo. Em 2023, completei 54 anos de carreira, e isso significa alguma coisa, claro.  Tenho o orgulho de ajudar a tornar o automobilismo e o esporte a motor, de forma geral, mais popular graças ao jornalismo”, comenta.

Muito além do trabalho nas redações e nas pistas do Brasil, Fernando Campos se envolveu diretamente com o universo das competições. Com o aprendizado adquirido nas suas idas a Interlagos, fundou a primeira equipe de cronometragem de Goiânia e criou, ao lado do também jornalista e advogado Luiz Fernando Rocha Lima — presidente da Federação Goiana de Automobilismo à época — uma escola de kart. “Essa escola formou centenas de pilotos”, relembra Campos.

50 anos de história

Uma trajetória tão rica e importante como a do hoje batizado como Autódromo Internacional de Goiânia Ayrton Senna traz muitos momentos marcantes e inesquecíveis. Alguns deles foram considerados decisivos por Fernando Campos:

O começo de tudo

“Tenho de valorizar a própria inauguração do autódromo. O Luiz Fernando Rocha Lima defendia que a ocasião deveria ser um grande festival de corridas. E foi maravilhoso, lindo, com mais de 60 mil pessoas. A primeira corrida, as 12 Horas de Goiânia, teve a mim como diretor de prova, nomeado pelo L.uiz Fernando a apenas cinco dias da prova. Encarei de frente”.

Superação da crise

“Aquelas 12 Horas de Goiânia correram o risco de não acontecer por conta da crise do petróleo. Goiânia foi palco de todas as discussões a respeito do que seria o esporte a motor brasileiro em razão dos efeitos daquela situação. Acredito que todos os pilotos se recordam do drama que foi, do risco de estar tudo pronto para correr e não ter a largada. Foi dramático e, de certa forma, inesquecível. Mas largamos e seguimos adiante”.

“Explosão de liberdade” com Mundial

“Foi a primeira vez que percebemos o que é um evento tão grande como foi com o Mundial de Motociclismo, com as três categorias na pista. A população recebeu muito bem o evento e abraçou o Mundial. A Praça Tamandaré, que já era um ponto de reunião da moçada, virou um frenesi. Todo mundo foi lá para andar de motocicleta. Foi uma explosão de alegria e de liberdade em uma cidade realmente jovem”.

Renovar é preciso

“Na década de 2010, o governo da época percebeu a necessidade de modernizar e atualizar as estruturas do autódromo. Se essa reforma não tivesse acontecido, não haveria o padrão de qualidade em todos os níveis, tanto esportivo como o promocional. O esporte a motor mudou muito desde a inauguração do autódromo. E a Vicar se posicionou e alertou que, se os autódromos não se atualizassem, não receberiam mais corridas. O governo se mexeu e investiu muito para mudar a estrutura do autódromo, construir novos boxes, uma nova entrada para os boxes, bases importantes de cronometragem, restaurante e uma sala de imprensa grande, muito melhor, com toda a estrutura necessária. E tive a honra de ser homenageado e ter meu nome designado para batizar a sala de imprensa do autódromo. Sem essa tão importante reforma, não estaríamos falando do nosso autódromo como ele é hoje”.

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Campinas já teve um papel muito importante no automobilismo nacional

Mesmo sem nunca ter abrigado um autódromo, Campinas sempre teve um papel muito importante no automobilismo nacional. No início do século passado, em vários pontos da cidade, eram disputadas provas que contavam com pilotos muito importantes daqueles tempos. Aliás, a cidade era tão representativa no cenário automotivo, que foi aqui que o tricampeão de Fórmula 1, Ayrton Senna da Silva, teve a primeira vitória na sua carreira.

No kartódromo do Taquaral, que criminosamente foi destruído pela administração municipal e que marcou o início da carreira de muitos pilotos, aos 9 anos, Ayrton conquistou sua primeira vitória no kart. Aqui também surgiram grandes pilotos: Antonio Jorge Neto, o Netinho, foi vitorioso em duas e quatro rodas. Nas quatro rodas também surgiram várias estrelas, como a família Negrão (Xandy, Guto e Xandinho) e Benedicto Moreira Lopes, que tinha o simbólico apelido de “Campineiro Voador”.

Tradicional

No próximo domingo (28), essa longa história da cidade no automobilismo será relembrada mais uma vez. A partir das 9h, será disputada a 8ª Volta do Chapadão, na Torre do Castelo. A corrida reunirá modelos da época pós 1ª guerra mundial e marcará os 89 anos da primeira prova disputada na cidade. Os organizadores, entre eles o apaixonado por automóveis antigos Ronaldo “Topete” Lopes,  também vão homenagear a carreira do campineiro Benedicto Lopes.

 

A prova terá largada na rua João Erbolato, na região da Torre do Castelo, e contará com dez bólidos que simularão uma disputa. Também haverá uma exposição de vários modelos de carros de corrida da época e de modelos antigos de passeio. O evento contará com a taça conquistada por Benedicto Lopes no Circuito do Chapadão de 1937.

História

A “Volta do Chapadão” teve sua primeira edição em 1935, antes mesmo da inauguração do Autódromo José Carlos Pace, Interlagos-SP, que foi em 12 de maio de 1940. A corrida ganhou prestígio internacional, atraindo pilotos da Europa, incluindo Itália e Inglaterra.

A vitória na primeira competição foi do piloto brasileiro Chico Landi. Landi foi o primeiro piloto brasileiro na Fórmula 1 e chegou a pilotar para a equipe de Enzo Ferrari. Em 1936, a corrida não ocorreu e em 1937, Benedicto Lopes sagrou-se campeão, ganhando o apelido de “Campineiro Voador”.

Nascido em Campinas, em 11 de novembro de 1904, Benedicto Moreira Lopes era filho de um maestro e uma dona de casa. Desenvolveu seu talento em mecânica e restauração de automóveis, iniciando sua carreira no automobilismo em 1934, no 2º Grande Prêmio do Rio de Janeiro, na Gávea.

Em 1935, Lopes adaptou um Ford V8 para corridas, participando do 3º GP do Rio e da 1ª Volta do Chapadão, em Campinas. Sua consagração veio em 1937, quando, pilotando um Alfa Romeo, venceu o GP de São Paulo e a 2ª Volta do Chapadão e participou de duas provas em Portugal. Sua última prova foi em 1954 quando saiu vitorioso no “3º Circuito do Maracanã”, no Rio de Janeiro.

O piloto faleceu em 8 de agosto de 1989. Atualmente, lei municipal define o último domingo de julho como o “Dia do Antigomobilista Benedicto Lopes”. Mais uma curiosidade, a palavra antigomobilismo, que hoje está oficialmente nos dicionários brasileiros, é de autoria do colecionador, advogado e jornalista automotivo José Roberto Nasser.

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No próximo domingo tem mundial de Endurance em Interlagos

Ao mesmo tempo em que reúne montadoras icônicas como Ferrari, Porsche, Lamborghini, BMW e Aston Martin, o Campeonato Mundial de Endurance tem outra característica bastante importante e que o torna singular no universo do automobilismo: a alta representatividade em seu grid, com pilotos oriundos dos cinco continentes. A Rolex 6 Horas de São Paulo reúne um contingente diverso, com bandeiras de 29 países diferentes neste fim de semana em Interlagos.

Palco do FIA WEC nesta quinta etapa da temporada 2024, depois de dez anos sem receber a competição, o Brasil estará na pista com dois pilotos na classe LMGT3: o curitibano Augusto Farfus, que corre pelo Team WRT com a BMW M4 LMGT3 #31; e o carioca Nicolas Costa, competidor da United Autosports a bordo da McLaren 720S Evo LMGT3 #59.

A América do Sul terá outros dois pilotos no grid em Interlagos. José María ‘Pechito’ López, vencedor das 24 Horas de Le Mans e campeão do FIA WEC em 2021 com a Toyota Gazoo Racing, volta ao volante do Lexus RC F LMGT3 #87 da Akkodis ASP Team, enquanto o chileno Nicolás Pino, de somente 19 anos, faz sua temporada de estreia no Mundial de Endurance como piloto da United Autosports a bordo da McLaren 720S Evo #95.O continente americano traz ainda dois pilotos canadenses — Antonio Serravalle, da Isotta Fraschini, na classe Hypercar, e Zacharie Robichon, da Proton Competition, na LMGT3. São três norte-americanos: Ian James, da Heart of Racing Team; Simon Mann, da Vista AF Corse; e Ryan Hardwick, da Proton Competition e companheiro de equipe de Robichon. Por fim, Aliaksandr Malykhin (Manthey Pure Rxcing, classe LMGT3) corre com a bandeira de São Cristóvão e Nevis e licença do país insular caribenho.

Pilotos

O FIA WEC abrange também três competidores africanos: os sul-africanos Sheldon Van der Linde (BMW M Team WRT, na Hypercar) e o irmão, Kelvin Van der Linde (Akkodis ASP Team), além do angolano Rui Andrade (TF Sport), os dois últimos inscritos na LMGT3.

Nação de enorme tradição no automobilismo, o Japão terá cinco pilotos em Interlagos, com destaque para Kamui Kobayashi e Ryo Hirakawa, campeões do FIA WEC com a Toyota Gazoo Racing na classe Hypercar. A China é representada pelo jovem Yifei Ye, que compõe o trio da AF Corse com a Ferrari 499P da principal categoria do campeonato.

A Ásia ainda tem no grid Ahmad Al Harthy, de Omã, no Oriente Médio. O piloto é um dos companheiros de equipe de Valentino Rossi na BMW M4 LMGT3 #46. O outro carro da equipe belga, que tem Augusto Farfus como um dos competidores, traz mais um asiático: Sean Gelael, da Indonésia. E Carl Wattana Bennett, piloto da Isotta Fraschini, tem dupla nacionalidade: norte-americano de nascimento, o competidor defende a bandeira tailandesa no FIA WEC, enquanto Robert Shwartzman estampa o pavilhão de Israel na Ferrari 499P #83 da AF Corse na Hypercar.

A Oceania é bem representada no grid da Rolex 6 Horas de São Paulo. A Nova Zelândia tem os campeões mundiais Earl Bamber (Cadillac Racing) e Brendon Hartley (Toyota Gazoo  Racing), enquanto a Austrália acelera com Matt Campbell (Porsche Penske Motorsport) e Yasser Shahin (Manthey EMA), um dos líderes do campeonato na LMGT3.

O maior contingente

Berço do automobilismo e também do FIA WEC, a Europa é o continente que reúne o maior número de pilotos e também de países neste fim de semana da Rolex 6 Horas de São Paulo.

Estarão alinhadas em Interlagos as bandeiras de Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Grã-Bretanha, Países Baixos, Irlanda, Itália, Noruega, Polônia e Suíça.

A França é o país com maior representatividade no Campeonato Mundial de Endurance. Em São Paulo, 18 gauleses vão correr pela vitória. Outra nação com muitos pilotos em ação é a Itália, com 13, enquanto a Grã-Bretanha terá 12 competidores na pista.

Programação
Sexta-feira, 12 de julho

10h45 – Treino Livre 1 (90 minutos)
13h45 – Entrevista coletiva oficial FIA WEC
15h15 – Treino Livre 2 (90 minutos)
17h00 – Pit Walk

Sábado, 13 de julho
10h30 – Treino Livre 3 (60 minutos)
12h00 – Pit Walk
12h05 – Sessão de autógrafos
14h30 – Classificação GT3
14h50 – Hyperpole GT3
15h10 – Classificação Hypercar
15h30 – Hyperpole Hypercar
16h00 – Entrevista coletiva pós-classificação FIA WEC

Domingo, 14 de julho
08h40 – Pit Walk
08h45 – Sessão de autógrafos
08h55 – Desfile de Ferrari
09h20 – Desfile de Porsche
09h45 – Desfile dos pilotos FIA WEC
11h30 – Rolex 6 Horas de São Paulo – largada
18h25 – Entrevista coletiva pós-corrida

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Max Verstappen não vai sair da Red Bull no ano que vem

Líder do campeonato de Fórmula 1 e tricampeão mundial Max Verstappen, afirmou em entrevista na Áustria, que vai continuar na Red Bull em 2025.
A equipe Mercedes fez várias tentativas de o contratar para substituir o Lewis Hamilton, que vai para a Ferrari.

Durante a coletiva, o piloto holandês cansou de responder as mesmas perguntas e questionou os jornalistas. “Vocês não entenderam minha resposta antes?”, respondeu ele. “OK. Sim”.

E confirmou que já está até desenvolvendo o carro do próximo ano. Este final de semana tem o GP da Áustria.

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