BYD

Prêmio Imprensa Automotiva 2025 será realizado dia 19 de novembro

Uma das principais premiações da indústria automobilística, o Prêmio Imprensa Automotiva 2025, realizado há 27 anos pela Abiauto – Associação Brasileira da Imprensa Automotiva, acontecerá neste mês de novembro, em São Paulo. Quarenta e cinco jornalistas de quase todos os Estados brasileiros, de meios de comunicação variados, como jornal, rádio, revista, TV, internet, escolherão os melhores veículos comercializados no Brasil.

“Somos um dos mais tradicionais prêmios do Brasil, com quase três décadas de realização ininterrupta, com um júri formado por jornalistas com décadas de experiência no setor automotivo. Nossa proposta com a premiação é que os nossos leitores, ouvintes ou telespectadores possam saber o que na opinião dos jornalistas especializados foi o lançamento mais representativo em cada segmento do setor automotivo. Um guia para auxiliar os consumidores na compra de modelos que se destacam pela tecnologia, design e inovação. A divulgação dos resultados em nível nacional contribui para uma visibilidade expressiva para os modelos vencedores dada a abrangência dos jornalistas que fazem parte de nossa Associação”, conta Antônio Fraga, presidente e fundador da Abiauto.

Os profissionais escolherão o Melhor Carro Nacional, o Melhor Carro Importado, a Melhor Picape Pequena/Média, a Melhor Picape Grande, o Melhor Carro Verde, o Melhor Utilitário Esportivo Nacional pequeno /médio, Melhor Utilitário Esportivo grande, o Executivo de 2025 e Assessor de Imprensa. Além dessas premiações, os profissionais elegerão ainda o Carro Abiauto 2025 (Prêmio José Roberto Nasser) e a Moto Abiauto 2025 (Prêmio Josias Silveira), entre os modelos testados durante o ano e que mais se destacaram. Até final de outubro os jornalistas escolherão cinco finalistas em cada uma das categorias. Em seguida, votarão em apenas um modelo nessas categorias.

No total, serão 16 premiações, que também incluem o melhor Assessor de Imprensa, o Homenageado do Ano (normalmente um piloto consagrado no automobilismo), Executivo do Ano (Prêmio José Rosemilton Silva) e o Homenageado Locutor Automotivo do Ano (Prêmio Luciano do Valle). Os ganhadores serão anunciados na cerimônia de premiação que será realizada no dia 19 de novembro, às 19 horas, no maior clube independente de automóveis do mundo, o P Talk, no bairro de Indianópolis, em São Paulo.

“ É com muito orgulho que nós do P Talk Brasil recebemos em nosso espaço o Prêmio Abiauto 2025 e seus convidados, para a eleição dos melhores existentes no mercado brasileiro”, disse Mauricio Billy.

 

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Prêmio Imprensa Automotiva 2025 vai eleger os melhores veículos do Brasil

Uma das principais premiações da indústria automobilística, o Prêmio Imprensa Automotiva 2025, realizado há 27 anos pela Abiauto – Associação Brasileira da Imprensa Automotiva, acontecerá neste mês de novembro, em São Paulo. Quarenta e cinco jornalistas de quase todos os Estados brasileiros, de meios de comunicação variados, como jornal, rádio, revista, TV, internet, escolherão os melhores veículos comercializados no Brasil.

“Somos um dos mais tradicionais prêmios do Brasil, com quase três décadas de realização ininterrupta, com um júri formado por jornalistas com décadas de experiência no setor automotivo. Nossa proposta com a premiação é que os nossos leitores, ouvintes ou telespectadores possam saber o que na opinião dos jornalistas especializados foi o lançamento mais representativo em cada segmento do setor automotivo. Um guia para auxiliar os consumidores na compra de modelos que se destacam pela tecnologia, design e inovação. A divulgação dos resultados em nível nacional contribui para uma visibilidade expressiva para os modelos vencedores dada a abrangência dos jornalistas que fazem parte de nossa Associação”, conta Antônio Fraga, presidente e fundador da Abiauto.

Os profissionais escolherão o Melhor Carro Nacional, o Melhor Carro Importado, a Melhor Picape Pequena/Média, a Melhor Picape Grande, o Melhor Carro Verde, o Melhor Utilitário Esportivo Nacional pequeno /médio, Melhor Utilitário Esportivo grande, o Executivo de 2025 e Assessor de Imprensa. Além dessas premiações, os profissionais elegerão ainda o Carro Abiauto 2025 (Prêmio José Roberto Nasser) e a Moto Abiauto 2025 (Prêmio Josias Silveira), entre os modelos testados durante o ano e que mais se destacaram. Até final de outubro os jornalistas escolherão cinco finalistas em cada uma das categorias. Em seguida, votarão em apenas um modelo nessas categorias.

No total, serão 16 premiações, que também incluem o melhor Assessor de Imprensa, o Homenageado do Ano (normalmente um piloto consagrado no automobilismo), Executivo do Ano (Prêmio José Rosemilton Silva) e o Homenageado Locutor Automotivo do Ano (Prêmio Luciano do Valle). Os ganhadores serão anunciados na cerimônia de premiação que será realizada no dia 19 de novembro, às 19 horas, no maior clube independente de automóveis do mundo, o P Talk, no bairro de Indianópolis, em São Paulo.

 

“ É com muito orgulho que nós do P Talk Brasil recebemos em nosso espaço o Prêmio Abiauto 2025 e seus convidados, para a eleição dos melhores existentes no mercado brasileiro”, disse Mauricio Billy.

 

 

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Renault Boreal chega para revolucionar o segmento de SUV médios

Com um design muito bonito e marcante, a Renault brasileira apresentou esta semana o SUV Boreal. A marca francesa já tinha feito uma pré-apresentação em julho e o modelo, que chega para brigar no segmento C, já está à venda. E antes de torcer o nariz ou falar a tradicional frase “mas é francês”, vá con hecer e andar num Renault Boreal. Com certeza vai m,order a lingua e terá que mudar de opinião.

O Boreal chega com a nova identidade de design da Renault, com elementos fluidos na carroceria, curvas generosas e linhas de tensão, que são equilibradas pela integração de elementos técnicos mais estruturados, expressando dinamismo.

O Renault Boreal surpreende, vem com uma tecnologia de última geração interativa e interface Google nativa. O SUV transforma a cabine em uma verdadeira extensão digital do dia a dia dos usuários. Destaque também, para o sistema de som Harman Kardon.

Imponente

Com o Boreal, a Renault vai se impor no segmento C-SUV. O modelo, que associa elegância e tecnologias, tem 4,56 m de comprimento, 1,84 m de largura entre-eixos de 2,70 m, o que proporciona um amplo espaço no habitáculo. O modelo tem muito conforto interno e ampla área envidraçada contínua.

Com design refinado, o Boreal chega com um capô alto e horizontal, a grade na cor da carroceria onde se destaca o logo da marca e a assinatura luminosa inédita, que é reconhecida graças aos exclusivos módulos de LED adicionais que recobrem e ampliam o veículo visualmente. A frente também se diferencia com os faróis de LED que se estendem até os para-lamas e os módulos adicionais, que reforçam a base visual do veículo.

As laterais são estruturadas por uma linha de carroceria marcada e curvas generosas nos para-lamas, reforçando a personalidade imponente do modelo. As caixas de rodas são destacadas por protetores com design clean e elegante, remetendo à solidez e sofisticação.

Interior

Do lado de dentro, o Boreal oferece uma experiência moderna e conectada, favorecida pelo design harmoniosamente sensorial. Assim como no design externo, o interior da cabine é moderno, muito confortável, equipamentos sofisticados e materiais de muita qualidade.

Com duas telas amplas, o SUV tem uma tela localizada bem à frente do motorista onde está disponível o painel de instrumentos digital que oferece ao motorista todas as informações relacionadas à condução. Do lado, se encontra a tela de 10 polegadas do sistema multimídia central, formando um layout tecnológico e fluido, que valoriza as funções conectadas.

Os controles estão distribuídos ergonomicamente: a alavanca da transmissão do tipo “e-shifter” é compacta, enquanto o volante multifunções é ao mesmo tempo sóbrio e elegante, com seus botões metálicos retro iluminados. O ambiente luminoso é totalmente personalizável graças à iluminação em LED de 48 cores.

Como já falamos, o SUV da Renault eleva o nível dos modelos desse segmento, graças aos revestimentos que produzem uma sensação de conforto e refinamento. Algumas partes da cabine contam com adornos gravados a laser que brincam com os reflexos da iluminação ambiente. Na versão iconic, os bancos são revestidos na cor azul Mercure, dando um toque a mais de exclusividade e sofisticação.

O Boreal vem com bancos dianteiros elétricos com memória de posição e massagem para o motorista (de série na versão iconic). Espaços de armazenagem estão distribuídos de forma inteligente por toda a cabine, para satisfazer as necessidades diárias no uso em família: porta-objetos, console central fechado e refrigerado, duas portas USB-C na frente, carregador por indução. Para proporcionar ainda mais conforto, o Boreal é equipado com ar-condicionado automático dual-zone.

Na parte de trás, o banco 40/60 conta com apoio de braço central e um sistema Easy Break, que agiliza o rebatimento dos bancos. Os passageiros do banco traseiro também se beneficiam com as saídas de ar dedicadas e duas portas USB-C.

O porta-malas é muito amplo, com um volume de carga de 522 litros (VDA) ou 1.279 litros (VDA) com os bancos rebatidos. A menor altura da base do porta-malas facilita a utilização.

Motor

Com um motor muito competente, o Boreal está equipado com o motor já utilizado em outros modelos da marca. A motorização é um 1,3 litro, turbo flex, com torque de 270 Nm e 163 cavalos de potência máxima. A transmissão muito eficiente é automática de dupla embreagem úmida de seis marchas.

A média do consumo, segundo a marca, é de 11,2 km/ na cidade e 13,6 km/l na estrada com gasolina e 7,8 km/l e 9,4 km/l, respectivamente, com etanol.

Segurança

O Renault Boreal é o mais bem equipado do segmento com até 24 sistemas de assistência ao motorista (ADAS).

Muita tecnologia

Uma das principais vantagens da versátil plataforma RGMP é a arquitetura elétrica e eletrônica de última geração. Projetada para ser totalmente compatível com as regulamentações atuais e futuras, ela abre caminho para a integração de tecnologias embarcadas com forte valor agregado.

O Renault Boreal é uma demonstração concreta desta estratégia, sendo o primeiro veículo da marca a oferecer o sistema de infoentretenimento Google Automotive Services fora da Europa e o primeiro a ser produzido no Brasil.

Baseado nos serviços embarcados do Google, o sistema multimídia OpenR Link está no centro desta estratégia. Por meio de uma interface unificada, o sistema permite um acesso simples e coerente com o uso que os clientes já fazem das ferramentas digitais. O Google Maps nativo é integrado e exibido nas duas telas, com informações sobre o trânsito em tempo real e atualizações automáticas.

Mais de 100 aplicativos estão disponíveis no Google Play, incluindo os onipresentes sistemas de navegação otimizados a exemplo do Waze, o melhor das rádios de todo o mundo com o Radioplayer for Renault, plataformas musicais de alta definição como o Amazon Music, o melhor das plataformas de vídeo em streaming como Prime Video ou HBO MAX, um game musical on-line único no mundo para todos os passageiros como SongPop for Renault e acesso à internet por meio do navegador Vivaldi.

O Boreal chega para redefinir a experiência ao volante, unindo inovação, praticidade e tecnologia. Com integração ao Google Assistant, você pode controlar o sistema de navegação, música, chamadas e até mesmo funções do carro como o ar-condicionado e, também, dispositivos da sua casa com comandos simples de voz, garantindo mais conforto e segurança sem tirar os olhos do trajeto.

Quer ajustar a climatização da sua casa? Basta dizer: “Ok Google, ativar casa verão/ inverno” podendo ligar o ar-condicionado e abrir as cortinas ou aquecer o ambiente, por exemplo. Precisa de mais segurança? Experimente: “Ok Google, ativar câmeras de segurança”, ligue a iluminação, abra o portão da garagem. E para deixar tudo ainda mais prático, também é possível acionar eletrodomésticos conectados à sua casa ou até preparar o café antes de chegar. E tudo isso apenas por um simples comando de voz. tudo por voz.  As funcionalidades do Google Home requerem dispositivos compatíveis instalados na casa do cliente.

Blindagem garantidaA Renault atenderá a demanda pelo serviço de blindagem, comum no segmento de SUVs médios, através da parceria com a Hi-Tech. O cliente que blindar o modelo na empresa credenciada manterá a garantia total da fábrica.o.

Preços
evolution turbo TCe – R$ 179.990
techno turbo TCe – R$ 199.990
iconic turbo TCe – R$ 214.990

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Coluna Fernando Calmon — SUV Boreal é aposta da Renault em segmento muito disputado

Coluna Fernando Calmon nº 1.373 — 14/10/2024

SUV Boreal é aposta da Renault em segmento muito disputado

Foi reservado ao Brasil a estreia do SUV médio-compacto Boreal, modelo que a Renault marca sua evolução no segmento com mais de 15 concorrentes entre eles Compass, Corolla Cross, Tiggo 7 e Taos. Na dianteira seu desenho elaborado destaca-se pela assinatura luminosa do emblema-logo, capô alto e módulos de LED. Laterais são marcadas por vincos, rodas de 19 pol. (só na versão de topo) e o desenho inusitado das colunas traseiras. Lanternas traseiras bem desenhadas não seguiram a moda de interligação luminosa. Pintura bitonal da carroceria é de série na versão mais cara e opcional nas duas outras.

As dimensões do Boreal: comprimento, 4.556 mm; entre-eixos, 2.702 mm; largura, 1.841 mm; altura, 1.652mm. Porta-malas tem 522 L (padrão VDA, o correto), maior do segmento. Motor é o conhecido turbo flex, 1,3 L, 163 cv (E)/156 cv (G), 27,5 kgf·m (E)/25,5 kgf·m (G). Câmbio sempre automatizado de seis marchas com dupla embreagem. Está prevista versão híbrida, porém a marca francesa ainda não estabeleceu data de lançamento.

Interior apresenta bom grau de refinamento com destaque para revestimento dos bancos (o do motorista com massageador) e o console central elevado. Quadro de instrumentos e tela multimídia têm 10 pol. e pela primeira vez no Brasil está disponível o Google Automotive Services de série. Há quatro modos de condução: Comfort, Eco, Sport e Smart. A partir da versão intermediária já oferece freio de estacionamento eletromecânico com imobilização e liberação automáticas nas paradas.

A Renault deu especial atenção aos sistemas ADAS de auxílio avançado ao motorista. O número destes importantes recursos de segurança aumenta conforme a versão: de entrada são 13, na intermediária, 19 e na de topo nada menos de 24 itens (inclui frenagem autônoma de emergência com detecção de pedestres e ciclistas).

Os preços estão bem situados frente aos concorrentes. Começam em R$ 179.990 e chegam a 214.990, mas haverá condições especiais com descontos no lançamento, em quatro de novembro.

BYD anuncia primeiro híbrido plugável flex

A oportunidade surgiu pela realização, de 10 a 21 de novembro próximos, em Belém (PA), da COP (Conferência das Partes, na sigla em inglês), um fórum da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. A BYD enviará para o evento 30 unidades dos protótipos do SUV médio Song Pro Híbrido Plugável com o primeiro motor flex que a marca vem desenvolvendo no Brasil. Lançamento previsto para abril de 2026. Até o momento apenas a Toyota comercializa um híbrido pleno (não plugável) cujo motor pode funcionar com etanol ou gasolina puros ou misturados em qualquer proporção.

O modelo chinês, na prática, teve seu peso institucional somado à segunda “inauguração” da nova fábrica da BYD, em Camaçari (BA), desta vez com presença do presidente da República. Na realidade a produção começa por juntar as primeiras peças importadas no regime SKD (sigla em inglês para unidades semidesmontadas). Numa segunda etapa passará ao regime de unidades desmontadas vindas da China e integração de alguns componentes produzidos no Brasil, prevista para 2026 (prensas, soldagens e pintura, talvez em meados do ano). A conterrânea GWM, em Iracemápolis (SP), já tem armação, pintura e montagem desde agosto último.

Nesta primeira fase, investiram-se R$ 5,5 bilhões e a capacidade de produção será de 150.000 unidades anuais que a empresa espera alcançar “em menos de três anos”. A área construída atual é de 270.000 m² e numa segunda etapa a capacidade será aumentada para produzir 300.000 unidades anuais. Em cinco anos espera vender 600.000 unidades/ano (nacionais e importadas) e assumir a liderança absoluta de vendas no Brasil.

Até agora a BYD errou em suas projeções. Pretendia vender 120.000 unidades no ano passado, depois revisou para 100.000 e no fechamento de 2024 foram 77.000 (23% a menos).

O Brasil tem uma fábrica fechada (CAOA Chery, em Jacareí-SP) e outra a ser desativada (Toyota, em Indaiatuba-SP) ainda sem data confirmada. Há uma subutilizada da JLR, em Itatiaia (RJ). E a fábrica da Stellantis, em Porto Real (RJ), também subutilizada, passará a produzir o Jeep Avenger já em 2026.

Incertezas sobre elétricos também nos EUA

Já abordei os problemas na Europa e outros específicos da Itália. Com o fim do crédito fiscal do governo americano para compra de carros elétricos, em 30 de setembro último, pairam dúvidas sobre como reagirá o mercado nos próximos anos. Análise do site Yahoo Finance, após ouvir várias fontes, aponta previsões otimistas demais feitas até o momento. Veículos elétricos (VEs) são cerca de US$ 9.000 (R$ 49.000) mais caros, em média, do que modelos a gasolina comparáveis. A diferença era quase toda coberta pelo subsídio federal agora cancelado.

Há quatro anos, Ford, GM e Stellantis afirmaram em comunicado conjunto que aspiravam atingir até 2030 uma participação de mercado de VEs de 40% a 50%, incluindo híbridos plugáveis (meu comentário: estes não são exatamente elétricos, contudo somados como se fossem, uma “invenção” da China que distorce os números de produção e vendas de VEs).

Jim Farley, CEO da Ford, afirmou agora: “Acredito que será uma indústria vibrante, porém muito menor do que pensávamos. Não me surpreenderia se as vendas de VEs caíssem para 5% do total da indústria já neste mês de outubro”. A consultoria J.D. Power projeta que VEs poderão alcançar até 20% das vendas em 2029. Já a Ernest & Young prevê atingir 50% em 2039, cinco anos depois do previsto anteriormente.

Outra consultoria, iSeeCars, foi incisiva. VEs vão bem em estados de clima quente, como Califórnia e Flórida, e em uso urbano. Todavia, só se consolidarão quando os preços forem iguais aos carros de motores a combustão, puderem rodar 800 km com apenas uma carga e recarregarem em menos de 10 minutos. Algumas marcas enfrentam pressões financeiras motivadas por investimentos fracassados ​​em veículos elétricos e foram forçadas a adiar ou cancelar projetos.

A agência de notícias Reuters relembrou um estudo conjunto de professores das universidades da Califórnia, Berkeley, Duke e Stanford: emplacamentos de VEs podem cair 27% sem o crédito fiscal federal. Alguns estados seguem a Califórnia e mantêm seus subsídios para sustentar a demanda. Até quando, ninguém sabe.

Taos 2026 vem agora do México

Para abrir espaço à nova Amarok (talvez até receba versão híbrida, a partir de 2027) na fábrica argentina de Gal. Pacheco, a VW traz agora do México (também isento de imposto de importação) o SUV médio-compacto Taos 2026. A frente segue a fórmula quase onipresente em todas as marcas de aumentar a área da grade em simbiose com o para-choque também novo. Lanternas traseiras são novas assim como a sua interligação iluminada e o emblema-logotipo agora também iluminado. Porta-malas de 498 L (padrão VDA) é o maior do seu segmento.

Internamente a novidade bem-vinda é a volta de botões de comando para os raios do volante multifuncional. Materiais de acabamento melhoraram, há iluminação ambiente com 10 opções, um novo painel que destaca a tela multimídia flutuante de 10,1 pol., além de internet 4G e carregador de celular por indução. Mecanicamente sem novidades: mantido motor flex 1.4-L, 150 cv, 25,5 kgf·m e câmbio sempre automático epicíclico de oito marchas.

Preço ainda não anunciado.

Entretanto, a VW informou que o sedã médio-compacto Jetta GLI 2026, também mexicano, estará nas concessionárias a partir de 8 de novembro por R$ 269.990. Motor 2-L turbo entrega 231 cv e 35,7 kgf·m. Câmbio DSG, robotizado, sete marchas.

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Coluna Fernando Calmon — Anfavea mantém previsão de crescimento de 5%

Coluna Fernando Calmon nº 1.372 — 7/10/2025

Anfavea mantém previsão de crescimento de vendas em 5%

Associação dos fabricantes reconhece que o mercado de veículos leves e pesados esfriou em relação aos trimestres anteriores. Emplacamentos tiveram alta de 7,2%, no primeiro trimestre e de 2,9%, no segundo. Contudo, recuaram 0,4% de julho a setembro. No acumulado dos nove primeiros meses de 2025 as vendas cresceram apenas 2,8%. O último trimestre costuma ser o melhor do ano e a Anfavea ainda vê possibilidade de o ano terminar com avanço de 5% sobre 2024.

Este ano as altas taxas de juros, para controle da inflação fora da meta, continuam em patamar elevado, encarecendo as prestações. Entretanto, Igor Calvet, presidente da entidade, prefere ser mais otimista, embora não descarte dificuldades crescentes. “Reconheço o desafio de recuperação considerável de vendas no último trimestre, diante de uma base comparativa muito boa do final do ano passado”, avaliou.

Os estoques estão em níveis normais (26 dias) para veículos produzidos no Brasil. Modelos importados representam 136 dias estocados. Anfavea nada comentou, mas este volume atípico é, em sua maioria, de modelos da BYD para fugir do aumento escalonado do imposto de importação sobre elétricos e híbridos. Haja capital de giro chinês…

Já a Fenabrave foi mais contida. Indicou, agora em outubro, um avanço de 2,6% sobre o ano passado, no fechamento de 2025. Até junho ainda manteve a previsão de 5% de crescimento. Automóveis e comerciais leves devem ter desempenho um pouco melhor (mais 3% sobre 2024). Arcélio Santos Jr, presidente da entidade, avaliou que a interrupção de produção da Toyota (ler adiante) poderá ser absorvida por outras marcas, apesar de lamentar o desfortúnio ocorrido.

Fábrica destruída: Toyota importará motores

A filial brasileira da marca japonesa reagiu de forma rápida, apesar dos prejuízos materiais de grande monta em sua fábrica de motores de Porto Feliz (SP) destruída por vendaval com intensidade nunca vista na região. Vai importar do Japão e de outros países motores para retomar a produção parcial nas fábricas de Indaiatuba e Sorocaba, porém ainda não sabe quando poderá normalizar a comercialização (possivelmente em fevereiro). Os estoques do Corolla na rede de concessionárias chegaram ao fim e restará apenas a picape Hilux importada da Argentina.

As versões híbridas flex do Corolla, que representam vendas bem menores, voltarão já em novembro. Todavia, só a partir janeiro de 2026 haverá motores importados suficientes para atender toda a demanda interna. A Toyota, entretanto, sofrerá ainda mais. Foi obrigada a adiar sine die o lançamento do Yaris Cross, um SUV compacto inédito, sua grande aposta para ganhar participação de mercado no Brasil e América do Sul. Alguns componentes do motor do novo carro são específicos (a exemplo do cabeçote) e estão sem previsão de normalização.

Yaris Cross é um produto para o segmento de maior demanda do mercado brasileiro e enfrentará entre outros o novo Honda WR-V previsto para novembro.

Kwid E-Tech, elétrico menos caro do País

Por R$ 99.990, o novo Kwid E-Tech 2026, fabricado na China, oferece um produto bem mais evoluído do que na sua estreia em 2022. O crossover subcompacto da Renault mantém o estilo que lembra um SUV. Foram retiradas as barras longitudinais no teto, modismo praticamente inútil, pois aumenta massa, preço e piora o coeficiente aerodinâmico. Quantos carros você já viu carregando tralhas no teto?

Trata-se de um modelo inteiramente novo e dimensões pouco maiores do que as do Mobi, porém é homologado para quatro lugares. O interior evoluiu bastante: quadro de instrumentos digital de 7 pol., tela multimídia de 10 pol., conexão sem fio Android Auto e Apple CarPlay e volante regulável (só em altura). Destaque maior fica por conta de 11 sistemas avançados de assistência à condução (ADAS, em inglês) que inclui até análise de cansaço do motorista. Além de câmera de ré, agrega sensores de estacionamento traseiro e dianteiro.

Motor elétrico é o mesmo: 65 cv e 11,2 kgf·m. Acelera de 0 a 100 km/h em 14,6 s (equivalente ao Mobi com gasolina) e alcance, padrão Inmetro, de até 180 km.

Leapmotor confirma vendas em novembro

Para atuar no mercado internacional, Stellantis e Leapmotor formaram, em maio de 2024, uma joint venture, com 51% do capital da primeira e 49% da segunda. A empresa foi fundada na China em 2015 e já produziu mais de um milhão de unidades. No Brasil contará com 36 pontos de vendas e assistência técnica das marcas da Stellantis, a partir do próximo mês e inicialmente importará dois modelos. Ocuparão, no entanto, salões de exposição independentes.

O C10 é um SUV elétrico de alcance estendido (como o já descontinuado BMW i3, lançado em 2013) de grande conveniência para um país de dimensões continentais e uma rede de recarga limitada. A grande vantagem é poder viajar sem preocupações sobre recarga e alcance. Trata-se de um SUV médio-grande com bom espaço interno graças ao entre-eixos de 2.825 mm (pouco maior que um Commander) e porta-malas de 475 L.

Se a bateria está próxima a esgotar, basta abastecer com gasolina para o motor-gerador de 95 cv fornecer energia necessária para o motor elétrico traseiro de 215 cv e 32,6 kgf·m. Também pode ser recarregado em tomada como todo elétrico. Alcance declarado na China é de até 1.000 km, mas o Inmetro deve homologar uma distância menor. Haverá também uma versão elétrica convencional.

O segundo modelo, B10, é também SUV elétrico de dimensões menores, com porte de um Compass. Distância entre eixos é um pouco inferior: 2.735 mm. Há duas opções de baterias e provavelmente a maior de 67,1 kW·h deve ser a escolhida para o Brasil. Motor, na especificação europeia, entrega 218 cv e 24,5 kgf·m.

Maverick Tremor: espaçosa e bom preço

Mercado de picapes médias oferece tantas alternativas que classificá-las é tarefa difícil, se consideradas as dimensões da Maverick: comprimento, 5.096 mm; entre-eixos, 3.075 mm; largura, 1.844 mm; altura, 1.758 mm. O entre-eixos, por exemplo, referência de espaço para pernas no banco traseiro, é apenas 10 mm menor que a Hilux; largura (sem espelhos) só 11 mm menos que a japonesa líder de mercado. Apenas no comprimento e na altura o modelo da Toyota se impõe. Contra sua adversária mais direta, Rampage, a comparação é equilibrada em tamanho. Embora a Maverick perca nos ângulos central e de saída, ganha no ângulo de entrada. Caçamba de 943 litros da picape da Ford é apenas 6% menor que da Ram.

Motor a gasolina 2-L, turbo, 253 cv, 38,7 kgf·m e o câmbio automático de oito marchas vão muito bem na Tremor, que se destaca pelo silêncio de marcha e o bom desempenho, tanto em uso urbano quanto em estrada. Consumo de combustível, obviamente, foi alto durante a avaliação em asfalto e terra, porém dentro do previsível para veículos deste porte: 7,7 km/l (cidade) e 10,7 km/l (em autoestrada). Uma de suas boas características é o diâmetro de giro que, embora não informado pelo fabricante, facilita manobras de retorno e de estacionamento (com ajuda de câmeras em visão de 360°).

Na parte interna, a central multimídia tem tela maior de 13,2 pol.  Sensores de proximidade ajudam ao estacionar. Boa posição de guiar, mais parecida com a de automóvel do que de picape. Espaço para os passageiros no banco traseiro rivaliza com modelos de maior porte. Acabamento explora diferentes materiais e texturas.

Maiores destaques da versão Tremor: elevação da suspensão em 22 mm e vão livre ao solo de 226 mm. Melhora toda a geometria off-road com ângulos de 30,9º de entrada, 21,3º de saída e 20º, central. Há ainda bloqueio do diferencial traseiro, botão 4WD que indica tração 4×4 constante, pneus do tipo todo-terreno 235/65R17, controle de velocidade e modo de condução fora-de-estrada. Ganchos de reboque na cor laranja diferenciam esta versão.

Importada sem imposto do México, preço é competitivo: R$ 239.990,00.
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H9 tem 7 lugares, excelente acabamento e é mais barato que o concorrente

Depois do lançamento do Tank 300, a GWM apresenta o surpreendente H9. Com um acabamento primoroso, baixo nível de ruídos e muito confortável, o modelo ainda tem a vantagem de ser quase 160 mil reais mais barato que eu concorrente direto, a Toyota SW4. Infelizmente, é impossível, por diversos motivos, colocar a Chevrolet Trailblazel como concorrente. Mesmo com o preço bem menor, o H9 leva vantagem no conjunto.

O modelo de sete lugares vem em versão única com motor de 2,4 litros, turbo diesel de 184 cavalos e torque máximo de 480 Nm entre 1.000 rpm e 100% a 1.500 rpm. A transmissão é automática de 9 marchas.
O modelo traz tração integral 4×4, bloqueio de diferenciais (dianteiro e traseiro), caixa de redução e sete modos de condução do Sistema Todo-Terreno (ATCS), que permitem enfrentar desde o asfalto até trilhas severas. Recursos exclusivos, como a função Tank Turn, que reduz o raio de giro em até 1,5 metro, e a visão panorâmica 540° com chassi transparente, tornam o SUV ainda mais versátil.

Sua capacidade off-road é reforçada por ângulo de ataque de 31°, saída de 25°, altura livre do solo de 224 mm e habilidade de vencer rampas de até 57% (29,7°) e a maior capacidade de imersão da categoria, de até 800 mm.
O Haval H9 é equipado com uma suspensão dianteira independente do tipo duplo A com molas helicoidais e barra estabilizadora com 221 mm de curso, e uma traseira com eixo rígido com cinco braços (five link) com molas helicoidais e barra estabilizadora de 235 mm de curso.

Conforto

Os bancos dianteiros em couro e muito confortáveis oferecem massagem (8 modos com 3 níveis de intensidade), aquecimento, ventilação, ajustes elétricos e memória de posição. A segunda fileira dispõe de ventilação e tomadas exclusivas (uma 12V, uma USB Tipo A e uma USB tipo C), enquanto a terceira fileira foi projetada para oferecer conforto real a adultos, com saídas de ar no teto e porta-objetos laterais. O Haval H9 ainda conta com teto solar panorâmico de série com acionamento elétrico.

Design

Como convém a um SUV aventureiro, ele tem linhas fortes e marcantes. E brutas. A dianteira ressalta a grade frontal reta, tridimensional de barras horizontais, com faróis matriciais e lanternas full LED. Se destacam os para-lamas tridimensionais, rodas de 19 polegadas, rack de teto com capacidade de até 75 kg e estribo retrátil automático, completa o interior o painel digital de 10,25” e a central multimídia de 14,6” Full HD com grande conectividade e integração sem fio para Apple CarPlay e Android Auto, além de comandos de voz em português desenvolvidos no Brasil. O carregador sem fio super rápido de 50W e as múltiplas entradas USB-C e USB-A oferecem praticidade, enquanto o sistema de som premium de 640 RMS com 10 alto-falantes.

Preço
GWM Haval H9 Exclusive
R$ 319 mil (para o lançamento a marca está dando R$ 10 mil de desconto).

H9 tem 7 lugares, excelente acabamento e é mais barato que o concorrente Read More »

Superesportivo chinês da BYD supera Ferrari, Lamborghini e McLaren

Estamos acostumados com os modelos chineses que normalmente são sedãs ou suvs. Agora um superesportivo que pode superar um Ferrari ou um Lamborghini, é uma novidade. Num evento em Interlagos, a BYD mostrou o Yangwang U9. O primeiro da superesportivo da marca chinesa foi produzido com materiais leves e sofisticados, como fibra de carbono T700 12K, utilizada na indústria aeroespacial e muita tecnologia.

O modelo tem, por exemplo, sensores para prever o que acontece nas ruas ou estradas de maneira antecipada, ajustar rapidamente a rigidez dos amortecedores para conseguir a melhor estabilidade e faróis de LED com mais de 66 lâmpadas que formam um desenho interestelar.

A familiaridade com outros esportivos é clara, como frente e os faróis muito parecidos com a do McLaren 750S. Além do design, o U9 se destaca pela potência. São 1324 cavalos produzidos por quatro motores elétricos, um em cada roda, formado assim a tração integral. Tão impressionante como a potência é o torque máximo: 171,3 kgfm. Essas usina de força levam o superesportivo a 309 quilômetros por hora e acelerar de zero a 100 km/h em apenas 2,3 segundos.

As baterias de 80 kWh estão integradas ao monocoque de fibra de carbono, com boa rigidez torcional. A autonomia é de 450 quilômetros. O interessante é que as baterias podem ser recarregadas, de 30% a 80%, em 10 minutos a uma velocidade de 500 kW (vale destacar que, no Brasil, não existem esses carregadores e nem a rede aguenta essa “velocidade”).
Os enormes freios a disco nas quatro rodas são de fibra de carbono e cerâmica.

A asa traseira pode ser regulada em quatro posições, podendo chegar a 200 quilos de pressão aerodinâmica, melhorando a já boa estabilidade. O superesportivo dispõe de seis modos de condução, ajustáveis através de um seletor meio do console. E que aliás, console esse que é muito semelhante também á McLaren 750s.

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Coluna Fernando Calmon — Embate entre Anfavea e BYD é resolvido

Coluna Fernando Calmon nº 1.362 — 29/7/2025

 

Embate entre Anfavea e BYD resolvido, afinal, pelo governo

O desentendimento entre fabricantes associados à Anfavea e a BYD mostrou que o mercado brasileiro tem relevância e desperta choques de interesse. Em termos de produção a OICA (Organização Internacionais dos Fabricantes de Autoveículos) apontou o Brasil como sétimo maior produtor mundial em 2024, com 2.549.595 automóveis e veículos comerciais. Na classificação por tamanho do mercado o País aparece em sexto (atrás de China, EUA, Japão, Índia e Alemanha): 2.634.904 unidades.

Portanto, não se devem estranhar os manifestos que pontuaram os dias anteriores à reunião do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex), em 30 de julho. Anfavea começou por relembrar que o setor automobilístico gera 1,3 milhão de empregos diretos e indiretos e representa um dos pilares da economia nacional. Teve impacto ainda maior a carta enviada ao presidente da República pelos presidentes de quatro fabricantes: Ciro Possobom, Volkswagen; Emanuele Cappellano, Stellantis; Evandro Maggio, Toyota e Santiago Chamorro, General Motors.

“A possível aprovação de incentivos à importação de veículos semidesmontados (SKD) ou desmontados (CKD) impacta a competitividade da produção local e reduz o valor agregado nacional, além de ameaçar empregos, inovação e a engenharia brasileira.”

BYD respondeu com a deselegância de sempre: “Porque se os dinossauros estão gritando, é sinal de que o meteoro está funcionando”. A empresa deve entender bem de dinossauros porque em pleno Século XXI foi flagrada com empregados trazidos da China e tratados com métodos análogos à escravidão, conforme o Ministério Público do Trabalho da Bahia.

A Gecex-Camex acabou por deliberar uma solução intermediária, mas se não atendeu totalmente o pleito da Anfavea, chegou perto. Quanto à BYD, ela terá que se limitar a uma cota (US$ 463 milhões/R$ 2,55 bilhões), até janeiro de 2026, de isenção do Imposto de Importação para CKD e SKD. Híbridos e elétricos CKD passam a recolher imposto de importação de 35% a partir de janeiro de 2027, não mais em julho de 2028. Portanto, 18 meses antes.

Incertezas sobre alternativas de propulsão

A Stellantis anunciou que desistiu do hidrogênio (H2) em substituição ao diesel em furgões de carga de porte grande e médio na Europa, como já acontecido com a Renault. As justificativas são óbvias: preço elevado, rede de abastecimento mínima, custos altos de desenvolvimento e desempenho baixo. Além disso, o H2 majoritariamente obtido de fontes fósseis não resolve a necessidade de desenvolver alternativas viáveis ao petróleo.

Honda descontinuou o Clarity a hidrogênio em 2022, porém tem planos para 2027. Resta o sedã Toyota Mirai elétrico abastecido a hidrogênio, lançado em 2012. Comenta-se que o modelo talvez seja discretamente abandonado, em algum momento. A pilha a hidrogênio (fuel cell, em inglês) em alternativa à bateria dos elétricos enfrenta previsões duvidosas, apesar de BMW, Hyundai e a própria Toyota não terem desistido.

Mesmo veículos 100% elétricos ainda se sujeitam a incógnitas. A Ferrari, por exemplo, deve lançar seu primeiro modelo desse tipo em 2026. Já programava outra opção em 2028, todavia adiou frente às incertezas. Um relatório recente da agência BloombergNEF destaca que elétricos de alcance estendido (com motor-gerador a gasolina para recarregar a bateria), conhecidos pela sigla em inglês EREV, apresentam alta taxa de crescimento impulsionadas pelo gigantesco mercado chinês, principalmente em cidades afastadas dos grandes centros urbanos.

No entanto BYD e GWM rechaçam a solução EREV. Ambas declaram que não desenvolverão soluções desse tipo, preferindo focar em elétricos e híbridos plenos ou plugáveis na estratégia de transição. Contudo a Academia Chinesa de Engenharia tem outra visão para 2030: EREV e híbridos plugáveis representariam 55% do mercado interno, elétricos convencionais, 45% e carros com motor a combustão, só 15%.

Neste cenário chama atenção a japonesa Mazda. Bateu recorde de vendas nos EUA apenas oferecendo automóveis e SUVs com MCI. Abraçou a I.A. em seus projetos e ainda vai decidir, aparentemente sem pressa, quando partirá para o primeiro elétrico. Toyota e Honda também acabam de desenvolver motores a combustão mais eficientes que os atuais.

Já o chanceler (presidente, na prática) alemão Friedrich Merz critica um projeto da União Europeia que obrigaria locadoras e grandes empresas a comprarem só modelos elétricos, a partir de 2030. Para ele contribuiria para destruir a importante indústria automobilística do bloco europeu.

Geely estreia elétrico EX5 de pegada futurista

A Geely Auto, dona da Volvo, Polestar, Lotus e Zeekr (entre outras), segue estratégia típica de marcas chinesas: SUV elétrico de porte médio e preços competitivos para as duas versões: EX5 Pro, R$ 205.800 e EX5 Max, R$ 225.800. Marca está de volta ao Brasil depois de nove anos, agora em parceria com a Renault e outro patamar tecnológico.

Seu estilo é discreto na traseira e visto de frente faz falta um pouco de audácia. As rodas de 18 ou 19 pol. têm desenho atraente. Dimensões próximas às de SUVs grandes: comprimento, 4.615 mm; entre-eixos, 2.750 mm; largura, 1.901 mm; altura, 1.670 mm. Porta-malas de 461 L, dentro da média do segmento; massa em ordem de marcha compatível com outros elétricos: 1.715 (Pro) e 1.765 kg (Max).

No interior, destaque para a grande tela multimídia de 15,4 pol. com conexão AppleCarPlay (AndroidAuto, só mais adiante). Versão de topo inclui projeção de dados no para-brisa (13,8 pol.), encostos dos bancos dianteiros podem inclinar completamente para trás e incluem massagem, ventilação, aquecimento e memória. O encosto bipartido do banco traseiro também é reclinável

Tração apenas na dianteira, motor com 218 cv e 32,6 kgf·m. Aceleração de 0 a 100 km/h em 7,1 s (Max) e 6,9 s (Pro, 50 kg mais leve). Bateria LFP de 60,2 kW·h suporta recarga rápida e pode fornecer energia para eletrodomésticos, outros veículos ou funcionar como gerador portátil. Alcance, padrão Inmetro (mais rigoroso para não surpreender ninguém), de 413 km (Pro) e 349 km (Max).

Em primeiro contato, de São Paulo ao Autódromo Capuava em Indaiatuba (SP), destacaram-se espaço interno, atmosfera a bordo e respostas imediatas e silêncio de rodagem (típicos de elétricos). Há quatro níveis de regeneração de energia. Suspensão oferece bom equilíbrio entre conforto e estabilidade, além de freios bem dimensionados.

EX5 vem com seis airbags e traz pacote de segurança ativa completo: alerta de colisão, assistente de faixa, controle de cruzeiro adaptativo e câmeras 360º, entre outros (13, no total).

Avaliação dinâmica: BMW M235 xDrive

Após apresentação estática nos boxes de Interlagos, a BMW levou para a pista de testes da Goodyear, em Americana (SP), para uma breve avaliação o sedã-cupê de quatro portas M235 xDrive. Não se trata de ambiente ideal: autódromo ou autoestradas e subida/descida de serras. Mas havia trechos de asfalto seco e molhado artificialmente.

No segundo caso, foi possível avaliar o comportamento em condições específicas no limiar da tração. O controle de tração do sistema XDrive funcionou muito bem. Manteve o carro no skid pad (círculo de derrapagem na pista molhada) sem sair do traçado, uma característica que só a eletrônica de bordo é capaz de garantir. Contudo, sempre há um limite e assim não dispensa atenção ao volante e ao acelerador para evitar abusos na utilização cotidiana.

O carro é bem projetado, agrada quem aprecia dirigir de forma esportiva (quando possível), acelera forte, freia impecavelmente e demonstra comportamento muito seguro em curvas. Tem motor transversal, de quatro cilindros, turbo, 2-L, 317 cv e 40,8 kgf·m, câmbio robotizado de sete marchas e dupla embreagem. Tração é integral e acelera de 0 a 100 km/h em apenas 4,9 s. Diferencia-se pelas quatro saídas de escapamento e um defletor bem pronunciado na tampa do porta-malas.

Preço: R$ 479.950,00
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www.fernandocalmon.com.br

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Geely, a maior fabricante chinesa, retorna ao mercado brasileiro

A maior fabricante de automóveis da China e proprietária de várias marcas, retorna ao Brasil numa parceria de distribuição com a Renault do Brasil. A marca chinesa lançou oficialmente esta semana o seu primeiro modelo: o Geely EX5. O retorno da marca também marca uma nova direção nos produtos, já que antes a marca apostava nos sedãs e agora, para atender a moda, é nos SUVs.

O anúncio da volta ao mercado brasileiro foi feita em abril deste ano e este mês a marca garante que já estarão em funcionamento 8 concessionárias. Até o final do ano serão 23, quase todas anexadas ás revendedoras da marca francesa.

Em duas versões, Pro e Max, o primeiro SUV á venda no Brasil e que é vendido em 90 países, tem um design típico dos modelos chineses, bom espaço interno, acabamento bem cuidado e motor 100% elétrico. A Geely conta hoje com quatro centros de design: Gotemburgo, Suécia; Xangai, China; Coventry, Inglaterra; e Milão, Itália.

Design

O design do Geely EX5 tem linhas elegantes e atraentes. A frente tem visual curvo envolvido por grandes ranhuras no para-choque. Os faróis de LED são ligeiramente curvados para cima e, já que não tem necessidade de refrigeração do motor a combustão, não tem grade dianteira.

Na lateral, dois vincos na parte de baixo das portas, a área envidraçada e rodas de até 19 polegadas dão um ar de modernidade ao modelo. Já a traseira, conta com um spoiler integrado e lanternas inteiriças com 274 lâmpadas de LEDs que exibem um animado efeito 3D. O conjunto é muito agradável. Segundo a marca, coeficiente aerodinâmico de apenas 0,269.

MotorO EX5 vem com um powertrain 100% elétrico que desenvolve 218 cavalos e 320 Nm (32,6 kgfm). Ainda segundo a marca, o SUV acelera de zero a 100 km/h em até 6,9 segundos e atinge a velocidade máxima é de 180 km/h. O EX5 tem três modos de condução: Eco, Normal e Sport.

A bateria é de Lítio Fosfato Ferro (LFP) tem 60.22 kWh de capacidade. Segundo o programa de certificação do INMETRO, a autonomia pode chegar até 413 km. São quatro níveis de regeneração de energia, cuja eficiência regenerativa chega a 94,18%.

Em um posto de carregamento com corrente contínua (DC) e 100 kW, o tempo de recarga de 30 a 80% é de 20 minutos. Em um carregador de corrente alternada (AC) tipo Wallbox de 11 kW, o carregamento de 10 a 100% demora 6 horas.

A Geely garante que o padrão de segurança da bateria Short Blade é superior aos parâmetros mais exigentes. Por ser integrada à plataforma, é completamente protegida em casos de impactos.

Segurança

O Geely EX5 conta com recursos de segurança passiva, ativa, bateria, pedestre e ativos de segurança cibernética, e na versão Max o modelo vem com sistemas avançados de auxílio para o motorista (ADAS). Como:

– Controle de Cruzeiro Adaptativo (ACC), que ajusta, de acordo com tráfego à frente a velocidade do veículo, garantindo a segurança de condução;
– Controle Inteligente de Cruzeiro (ICC), que controla a velocidade do veículo de maneira dinâmica e mantém a posição na faixa de forma automática, levando em consideração os veículos ao seu redor.
– Sistema de Alerta Colisão Frontal (CMSF), alerta com sinais luminosos e sonoros o risco de uma colisão frontal;
– Sistema de alerta de colisão traseira (CMSR), alerta com sinais luminosos e sonoros o risco de uma colisão traseira;
– Alerta de Tráfego Cruzado Traseiro (RCTA), alerta com sinais luminosos e sonoros o risco de uma colisão em manobras de marcha à ré;
– Frenagem de Tráfego Cruzado Traseiro (RCTB), que freia o veículo automaticamente na iminência de uma colisão em manobras de marcha à ré;
– Assistente de reconhecimento de placas de trânsito (TSI);
– Assistente de permanência em faixa (LKA), que mantém o veículo centralizado na via, conforme as linhas de sinalização.
– Assistente de emergência de permanência em faixa (ELKA), retorna o veículo à faixa de rodagem
– Assistente de ponto cego (BSD), alerta o condutor quando há um veículo em pontos cegos.
– Assistente de mudança de faixa (LCA), monitora os veículos nas faixas adjacentes e alerta o motorista sobre riscos ao trocar de faixa, atuando como uma extensão do alerta de ponto cego.
– Aviso de segurança para a abertura das portas (DOW). Alerta aos ocupantes se há algum veículo se aproximando pela lateral no momento de abertura das portas.

O sistema de Visão 360 graus é de série nas duas configurações. Bem como os faróis de LEDs, com alta capacidade, permitindo iluminar 177 metros de distância (quase dois campos de futebol) à frente e cobrir 23 m de largura de raio. A versão Max possui ainda controle inteligente do facho, adaptando a luz alta em relação aos veículos que vem no sentido contrário ou que estão à frente.

Espaço

Com 4,61 metros de comprimento, 1,90 m de largura, 1,67 m de altura e 2,75 m de distância entre-eixos, o EX5 tem um ótimo espaço interno e um generoso porta-malas com 461 litros com os bancos na configuração normal e de 1.877 litros com eles rebatidos.

Confortáveis, os bancos dianteiros são construídos em quatro camadas e mais uma, batizada de Zero Sensation. A camada extra tem função relaxante, ajudando a aliviar a pressão corporal, melhorar a absorção de choques e o apoio do corpo. O banco do motorista tem regulagem elétrica de série, sendo que na versão Max, é acrescentado ainda os ajustes elétricos para o carona, e função ventilação e massagem.

A atmosfera é completada por uma iluminação interna com até 256 opções de cores para criar um ambiente para cada estado de espírito, disponível na opção Max, que traz teto-solar panorâmico de 1,18 m2 de área envidraçada e abertura em 11 estágios.

O quadro de instrumentos digital tem 10,2 polegadas e é acompanhado da central multimídia Flyme Auto de 15,4”. A sua tela é de ultra alta definição e alto brilho, facilitando a visualização sob qualquer condição de luminosidade. A tecnologia de toque é a Incell, a mesma usada por celulares de última geração. Há conexão com Apple CarPlay, bem como 4G a bordo. É possível também usar o navegador GPS nativo por satélite. A versão Max oferta um head-up display (HUD) de 13,8”, oferecendo o maior contraste e brilho do mercado. O carregador de smartphone sem fio tem 15 watts de potência e dispõe de aviso de esquecimento do aparelho.

O sistema de áudio Flyme Sound, que integra 16 alto-falantes de alta qualidade, sendo eles cinco de médio alcance, quatro tweeters, quatro woofers e dois no encosto de cabeça do motorista. Com 1.000 watts de potência, o conjunto também possui subwoofer independente.

Preços
EX5 Pro – R$ 205.800,00
EX5 Max – R$ 225.800,00

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BYD lança serviço inteligente de AutoCarga para veículos da marca

A BYD do Brasil anunciou uma nova etapa da mobilidade elétrica no Brasil. Em parceria com a Tupi Mobilidade, a empresa passará a disponibilizar a AutoCarga, funcionalidade que permite que motoristas de carros da marca chinesa carregar os seus veículos de forma automatizada e inteligente, sem a necessidade de cartões ou aplicativos.

A novidade estará disponível de forma exclusiva para usuários do BYD Recharge a partir do dia 23 de junho e poderá ser feita em qualquer concessionária da marca que possua um eletroposto público e rápido da marca em todo o país.

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