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Escola Comunitária de Campinas promove palestra com Daniel Becker

A Escola Comunitária de Campinas (ECC), em parceria com a Papirus Editora e apoio do shopping Iguatemi Campinas, promove palestra com o médico pediatra Daniel Becker — “A infância sequestrada pelas telas: O desafio de educar na era digital” —, tema e título de seu mais recente livro, escrito junto com o educador e autor Ilan Brenman, que debate os efeitos da hiperexposição às telas. A palestra acontecerá no dia 28 de maio, 19h30, no Teatro Oficina do Estudante Iguatemi, e as inscrições já podem ser feitas pelo Sympla ou pelo site da ECC. Cada inscrito terá direito a um exemplar da obra.

O evento é uma edição especial do “Diálogos ECC”, e convida pais, educadores e demais interessados para refletir sobre os impactos do excesso de telas no desenvolvimento infantil, apontando caminhos reais para garantir a integridade da infância e o direito de brincar.

Por meio de parceria com o programa Primeira Infância Campineira (PIC), parte dos ingressos será destinada a profissionais de instituições de ensino, creches, entidades e serviços que atuam com as infâncias em nossa cidade.

Serviço
Palestra: “A infância sequestrada pelas telas: O desafio de educar na era digital”, com Daniel Becker
Data: 28/05 (quinta-feira)
Horário: 19h30
Local: Teatro Oficina do Estudante Iguatemi – Shopping Iguatemi Campinas
Inscrições: Sympla ou ECC (condições especiais para famílias da Escola Comunitária e clientes Iguatemi One).

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Pesquisa indica que empresas têm dificuldade para contratar talentos

O mercado de tecnologia no Brasil enfrenta um cenário desafiador: 98% das empresas têm dificuldade para encontrar profissionais qualificados, uma realidade que freia o crescimento e a inovação. Esse dado é um dos destaques da pesquisa “Mercado de Trabalho Tech: Raio-X e Tendências”, desenvolvida pela Ford em parceria com o Datafolha, um dos mais renomados institutos de pesquisa do Brasil.

No estudo, foram entrevistados 250 líderes de RH e Tecnologia da Informação de médias e grandes empresas para compreender os principais desafios e tendências do setor. A amostra abrange profissionais responsáveis por contratações em todas as regiões do país, em segmentos como tecnologia, varejo, serviços, educação, finanças e saúde.

“Os dados revelados por este estudo inédito com o Datafolha reforçam que o descompasso entre a velocidade da inovação e a disponibilidade de profissionais qualificados é um dos grandes desafios do mercado hoje. Na Ford, acreditamos que enfrentar esse cenário exige democratizar o acesso ao conhecimento tecnológico conectado às demandas do mercado”, comenta Pamela Paiffer, diretora de Comunicação e Responsabilidade Social da Ford América do Sul.

Para enfrentar esse desafio, a Ford criou o Ford <Enter>, programa social de capacitação em tecnologia que já soma mais de 1.000 alunos formados desde 2022. “O programa foi desenhado para servir como uma ponte, capacitando talentos em situação de vulnerabilidade com as habilidades que as empresas buscam. O propósito dessa pesquisa é justamente identificar as lacunas de competências que o mercado apresenta e aprimorar o conteúdo do curso para acompanhar essa evolução”, completa Pamela.

Lacunas de qualificação 

A pesquisa revela que a dificuldade em encontrar profissionais na área de tecnologia é quase unânime no Brasil. Para 72% das empresas, a falta de conhecimento técnico é um dos principais desafios enfrentados, seguido pela ausência de experiência (54%), o que acende um alerta sobre a formação e o desenvolvimento de talentos no país.

Consequentemente, o tempo para preencher vagas se estende. Apenas 14% das empresas conseguem fazer a contratação em menos de um mês, enquanto 50% levam entre um e dois meses, 24% demoram de dois a três meses e 11% chegam a exceder quatro meses de busca. O LinkedIn consolida-se como a principal ferramenta de recrutamento para 60% das organizações.

Competência técnica

Quando o assunto são as habilidades técnicas, a pesquisa aponta que as posições mais difíceis de preencher são as de especialistas em IA (35%) e engenheiros de software (31%). Em linha com essa demanda, conhecimentos em Segurança da Informação (30%) e Inteligência Artificial e Machine Learning (29%) são os mais escassos.

Porém, ter competência técnica já não é suficiente. A pesquisa destaca que 37% das empresas frequentemente, ou sempre, rejeitam candidatos tecnicamente aptos devido à falta de “soft skills”. As habilidades comportamentais mais difíceis de encontrar são Inteligência Emocional (36%) e Pensamento Crítico e Capacidade de Resolver Problemas (33%). Outro ponto crítico é o idioma: 78% das empresas desclassificam candidatos que não possuem domínio do inglês.

“A pesquisa mostra que precisamos ir além da qualificação técnica. A demanda por habilidades como inteligência emocional e pensamento crítico é imensa e continuará crescendo. Com o Ford <Enter>, focamos em uma formação abrangente que prepara o indivíduo não apenas para a atuação técnica, mas para os desafios de um mercado em constante evolução”, diz Fernanda Ramos, diretora de Recursos Humanos da Ford América do Sul.

Geração Z 

O estudo também revela as prioridades da Geração Z e os desafios da diversidade. Segundo as empresas entrevistadas, para esses jovens talentos o salário (53%), a flexibilidade na jornada de trabalho (49%) e equilíbrio entre vida pessoal e profissional (39%) são os principais fatores na hora de decidir onde trabalhar. Paralelamente, 93% das companhias admitem ter dificuldades em encontrar candidatos de grupos sub-representados, o que reforça a relevância de programas como o Ford <Enter>, que oferece oportunidades de qualificação para pessoas em condição de vulnerabilidade.

O futuro do trabalho 

Projetando os próximos dois anos, a Inteligência Artificial é citada por 46% das empresas como o principal motor de mudança no mercado de tecnologia. A necessidade de qualificação profissional aparece em segundo lugar (29%), seguida por inovações tecnológicas (17%). A pesquisa prevê ainda que as “soft skills” serão as habilidades mais difíceis de encontrar no futuro (citadas por 50% das empresas), superando as “hard skills” (44%).

“A pesquisa mostra que a Inteligência Artificial já está mudando o mercado, mas para que ela entregue valor real é preciso ter dados organizados, contexto e profissionais preparados para transformar informação em decisão. Quando vemos que IA, Machine Learning e Segurança da Informação estão entre as áreas mais difíceis de contratar, fica claro que o desafio das empresas é duplo: investir em tecnologia e, ao mesmo tempo, desenvolver talentos e fortalecer sua base de dados”, diz Djalma Brighenti, diretor de TI da Ford América do Sul.

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Campinas amplia luta contra o analfabetismo no Fevereiro Violeta

A Prefeitura de Campinas lançou na tarde desta segunda-feira, 9 de fevereiro, a 13ª edição da campanha “Fevereiro Violeta” para intensificar a luta contra o analfabetismo. A cerimônia foi realizada na sede da regional sudoeste da Fundação Municipal para Educação Comunitária (Fumec), localizada no bairro DIC 4, distrito do Ouro Verde.

Neste ano, o tema da campanha é: “Os exercícios da cidadania e os desafios da superação do analfabetismo de Campinas na Educação de Jovens e Adultos”. A abertura teve peça teatral para retratar a importância da educação no combate à invisibilidade social e apresentação musical.

“A alfabetização significa garantir dignidade, prosperidade e inclusão no trabalho. Muita gente que não teve no passado a oportunidade de aprender a ler e a escrever sente vergonha. Precisou trabalhar, cuidar da casa e isso não pode ser motivo de vergonha. Quem conhece alguém assim precisa conversar e incentivar esta pessoa a procurar pela Fumec para ingressar na educação de jovens e adultos [EJA]”, ressaltou o prefeito Dário Saadi.

Como será a campanha?

A mobilização deste ano terá divulgação nos meios de comunicação tradicionais e nas redes sociais. Além disso, haverá carros de som circulando por todas as regiões do município para incentivar a volta às salas de aula durante 18 ações por semana.

Também estão previstas a distribuição de mais de 2 mil panfletos e a fixação de pelo menos 700 cartazes em ônibus municipais e em estabelecimentos comerciais da cidade.

Cerca de 1,6% da população campineira com mais de 16 anos é analfabeta, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O percentual equivale a 14 mil pessoas e os dados deste levantamento foram coletados em dezembro de 2025.

2022 – IBGE (pesquisa)
Campinas – 22.881 pessoas não alfabetizadas (2,41% da população à época)
2025 – TSE (autodeclaração)
Campinas – 14.015 pessoas não alfabetizadas (1,64% da população total)

A secretária de Educação de Campinas e presidente da Fumec, Patrícia Adolf Lutz, explicou que as medidas reforçam as “buscas ativas” realizadas pela Prefeitura para tentar identificar possíveis candidatos às turmas da educação de jovens e adultos. ​​​​​​

“É muito importante lembrar que os interessados podem se matricular nos anos iniciais da EJA durante o ano todo. É gratuito e são necessários apenas o documento de identidade e o comprovante de residência para realização de cadastro”, afirmou a secretária. Na campanha do ano passado foram mais de 200 abordagens que resultaram em 112 novas matrículas na EJA No período da ação.

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Campinas realiza o Fevereiro Violeta pela superação do analfabetismo

A Fundação Municipal para Educação Comunitária de Campinas (Fumec) realiza a partir do mês que vem a 13ª edição da campanha “Fevereiro Violeta – Pela superação do analfabetismo em Campinas”. O objetivo é reforçar a importância da alfabetização na vida das pessoas e estimular jovens e adultos que não terminaram os estudos a se matricular na Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Neste ano, o tema da campanha é: “Os exercícios da cidadania e os desafios da superação do analfabetismo de Campinas na Educação de Jovens e Adultos”. As atividades acontecerão entre os dias 9 de fevereiro e 6 de março.

Uma das principais ações é a busca ativa, que é quando os agentes vão até os bairros e residências realizar abordagens com entrevistas e levantamento de dados para identificar possíveis candidatos à EJA. Para ampliar o alcance, a campanha terá divulgação nos meios de comunicação tradicionais e nas redes sociais, além da circulação de carros de som por várias regiões do município. Estão previstas também a distribuição de panfletos e a colocação de cartazes em ônibus e em estabelecimentos comerciais.

A abertura oficial será no dia 9 de fevereiro, às 15h, na Fumec Cambará, localizada na rua Izaura Aparecida Contareli, n° 60, no DIC IV.

Matrículas EJA

Durante todo o ano, os interessados podem se matricular no módulo Anos Iniciais da Educação de Jovens e Adultos. Neste período de férias, as matrículas para a EJA devem ser realizadas nas 5 regionais da Fumec, que atendem ao público de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h. Durante o ano letivo, além das regionais, as inscrições também podem ser realizadas diretamente nas salas de aula da EJA. São necessários apenas o documento de identidade e o comprovante de residência para o cadastro. Mais informações em fumec.sp.gov.br.

Serviço
Fevereiro Violeta – Pela Superação do Analfabetismo em Campinas
De 9 de fevereiro a 6 de março
Abertura: 9/02/2026
Horário: 15h
Local: Fumec Cambará
Endereço: rua Izaura Aparecida Contareli, n° 60, no DIC IV.

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Professora Patrícia Adolf Lutz é a nova secretária da Educação de Campinas

O prefeito Dário Saadi nomeou mais uma mulher para o secretariado campineiro. A professora Patrícia Adolf Lutz é a nova secretária de Educação de Campinas, depois que José Tadeu Jorge  pediu exoneração. O professor deixou o cargo para se dedicar a questões familiares.

José Tadeu Jorge assumiu a secretaria em 2021, no início do primeiro governo de Dário Saadi. Ele já havia comandado a pasta entre 2009 e 2011.

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Estudantes do ensino integral têm notas maiores no Enem, diz estudo

Uma pesquisa do Instituto Sonho Grande aponta que estudantes de escolas estaduais com oferta de ensino médio integral (EMI) tiveram desempenho geral no Exame Nacional do ensino Médio (Enem) de 2024 mais alto do que o de alunos de unidades de turno parcial. Para ser considerada como escola com EMI, a carga horária deve ser igual ou superior a sete horas diárias ou 35 horas semanais. 

A partir da análise dos microdados da edição de 2024 do exame, que é aplicado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o levantamento revelou que a maior diferença está entre as notas da prova de redação do Enem. Em média, estudantes de escolas que oferecem tempo integral tiveram 12 pontos a mais na prova discursiva, que vai de 0 a 1.000 pontos. A diferença sobe para 27 pontos, quando consideradas as escolas em que 100% das matrículas são na modalidade integral. O desempenho também foi superior na área de matemática e suas tecnologias: cinco pontos a mais em relação a escolas regulares.

Brasília (DF) 27/08/2025 - Diretora-executiva do Instituto Sonho Grande, Ana Paula Pereira. Foto: Ana Paula Pereira/Arquivo Pessoal

A diretora-executiva do Instituto Sonho Grande, Ana Paula Pereira, defendeu que a maior oferta de educação integral implica em melhores resultados e gera mais oportunidades.“Esses dados vão ao encontro ao que já vínhamos observando em outras pesquisas: estudantes do ensino médio integral aprendem mais, quando comparados aos de tempo parcial”, afirmou em entrevista. A entidade atua, em parceria com estados, para melhorar a qualidade de aprendizagem de jovens do ensino médio público brasileiro.

Força no Nordeste

Censo Escolar 2024 indica que as cinco maiores proporções de alunos em tempo integral matriculados na rede pública de ensino médio estão no Nordeste: Pernambuco (69,6%); Ceará (54,6%); Paraíba (54,5%); Piauí (54,1%) e Sergipe (35,2%). Na outra ponta, o Distrito Federal (6,4%) e Roraima (8,1%) têm as menores proporções.

Na região Nordeste, as escolas que ofertam o integral têm médias mais altas na prova de redação e nas quatro áreas do conhecimento avaliadas no Enem: linguagens, códigos e suas tecnologias, ciências humanas e suas tecnologias, ciências da natureza e suas tecnologias e matemática e suas tecnologias.

A média da nota geral dos estudantes de ensino integral no Enem na região supera a de estudantes de turno parcial em 18 pontos. Na prova de redação, essa diferença é de 48 pontos.

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Educação de Campinas ganha frentes para enfrentar o racismo

A Secretaria Municipal de Educação de Campinas instituiu o ProErer – Programa de Educação para as Relações Étnicos-Raciais. Por meio dele, será possível promover as formações continuadas para os profissionais da rede municipal, assim como fazer a curadoria de livros e materiais didáticos sobre o assunto e promover cursos, entre outras ações.

“Pelo fato de a questão racial ser muito complexa, envolver muitos atores, o MIPID (Memória e Identidade: Promoção da Igualdade na Diversidade) ficou grande em atividades para ser um programa, e essas duas áreas, com a criação do Observatório MIPID, chegam para potencializar as ações”, explicou a coordenadora do MIPID – Memória e Identidade: Promoção da Igualdade na Diversidade, Valéria Olímpio.

O MIPID atuará por meio da implantação de um observatório para pensar e fomentar as políticas públicas educacionais na área étnico-racial, produzir por meio de dados estatísticos diagnósticos e ações intersetoriais. “Ele vem para a gente perceber e compreender a população negra para além de um tema e sim pessoas que são sujeitos de direitos”, afirmou Valéria.

Protocolo Antirracista

No dia 13 de junho, a Secretaria de Educação de Campinas publicou no Diário Oficial o Protocolo Antirracista para ser adotado pelas escolas e áreas administrativas da Educação Municipal.

O objetivo é apresentar as medidas que devem ser adotadas para a prevenção, formação, acolhimento e encaminhamentos às suspeitas ou práticas racistas sofridas por alunos(as), familiares ou profissionais que sejam negros(as), indígenas, quilombolas, ribeirinhos(as), ciganos(as) e migrantes.

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Aluna se inspira em ativista durante projeto de educação antirracista

A Educação das Relações Étnico-Raciais (ERER) está sendo trabalhada de forma prática e sensível no Centro Educacional Irmã Maria Ângela, localizado na Vila Georgina, em Campinas. Desde abril, os alunos têm participado de atividades voltadas à representatividade negra e inclusão de pessoas com deficiência, com foco no combate ao racismo e ao capacitismo no ambiente escolar.

A iniciativa, que integra o currículo da Secretaria Municipal de Educação de Campinas, busca promover a valorização da diversidade e o reconhecimento da identidade racial desde a infância.

A professora de Educação Especial, Jennifer Moreira, destacou a importância do projeto para os alunos em sala de aula. “Desde abril nós trazemos a questão da representatividade para dentro da sala de aula, fazendo uma conexão entre deficiência e raça, sabendo que são dois grupos mais excluídos.”

Aluna com TEA 

Um dos momentos mais marcantes do projeto aconteceu com a estudante Laura Ventura, de 6 anos, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Laura se identificou com a professora e ativista Luciana Viegas, uma mulher preta e autista que luta pelos direitos das crianças negras com TEA. “Eu gosto da Luciana porque a minha pele é parecida com a dela. Me sinto bem com isso, e quero ser igual a ela”, afirmou Laura.

O encontro entre as duas foi possível graças a uma publicação nas redes sociais feita por Jennifer, que mostrava Laura segurando uma imagem de Luciana.

“Assim que eu vi aquela foto eu soube que teria de vir conhecer a Laura e sua turma”, disse a ativista, que participou de um bate-papo com os alunos sobre inclusão, antirracismo e direitos das crianças com deficiência.

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Carreta da Fumec está no Oziel e as inscrições estão abertas

Jovens, adultos e idosos têm uma oportunidades de concluirem os estudos. A carreta da Fumec – Fundação Municipal para Educação Comunitária está no Parque Oziel com as inscrições abertas. São 36 vagas disponíveis com previsão de início das aulas na primeira quinzena de abril.

A carreta da Fumec no Parque Oziel é uma parceria entre a Prefeitura de Campinas e a Associação Douglas Andreani, que cede o espaço para a instalação do compartimento. A sala de aula móvel consiste num espaço projetado para o conforto e aprendizado, equipada com ar-condicionado e notebook para uso dos estudantes. Com 18 carteiras, cada uma acomodando dois estudantes, o local é totalmente acessível para pessoas com deficiência, incluindo acesso por elevador.

As aulas serão realizadas de segunda a sexta-feira, das 19h às 21h30, na carreta da Fumec, localizada na rua Wadhi Abdalla Gnatos, n° 7, Jardim Monte Cristo, região do Parque Oziel.

A inscrição deve ser feita pelo Whatsapp (19) 99658-0691 ou direto no telefone da Fumec (19) 3273-1000. Para se matricular, os interessados devem apresentar comprovante de identidade e comprovante de endereço. Os candidatos passarão por uma entrevista e avaliação diagnóstica, garantindo que sejam matriculados na fase e ciclo adequados para seu aprendizado.

A Fumec oferece gratuitamente a todos os estudantes material escolar completo, kit de livros de alfabetização, uniforme, alimentação, passe escolar e óculos para aqueles com dificuldades ou deficiência visual.

 

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Volta às aulas sem celular: saiba como vai funcionar a nova lei

O ano letivo começa com a restrição do uso de celulares nas escolas públicas e privadas do país. A determinação é da Lei Federal 15.100, sancionada no início de janeiro deste ano, e que procura limitar o uso de dispositivos eletrônicos portáteis nas escolas públicas e privadas, tanto nas salas de aula quanto no recreio e intervalos, mas permite o uso pedagógico, ou seja, quando autorizado pelos professores.

A nova medida tem como meta proteger as crianças e adolescentes dos impactos negativos das telas na saúde mental, física e psíquica, segundo o Ministério da Educação (MEC) e já foi adotada em outros países, como França, Espanha e Dinamarca. Porém, por ser uma novidade no Brasil, a nova lei tem gerado dúvidas na comunidade escolar. Para tentar esclarecer, a reportagem preparou uma série de perguntas e respostas sobre o que a nova lei libera ou proíbe, com base em informações do MEC, do Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (SinproRio) e do Instituto Alana.

Quando começa a valer a restrição dos celular nas escolas?

Já está em vigor a Lei Federal 15.100, que proibiu o uso de celulares durante as aulas, recreios ou intervalos no ensino básico (infantil, fundamental e médio). A medida foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 13 de janeiro de 2025. Para que a lei seja aplicada corretamente, o MEC prepara uma regulamentação que deve ser divulgada até o fim de fevereiro. Até lá, cabe às instituições de ensino definirem as próprias estratégias de implementação. Para isso, o ministério divulgou manuais para escolas e redes de ensino, citando casos onde a proibição já está em vigor e dados para embasar a medida.

Quais as razões para proibir o celular?

Segundo o Ministério da Educação, a medida foi tomada diante das fartas evidências sobre o impacto negativo dos dispositivos no aprendizado, na concentração e na saúde mental dos jovens. O objetivo é permitir que os alunos participem das atividades e interajam. Estudos avaliados pelo MEC apontam que o uso excessivo de telas prejudica o desempenho acadêmico, reduz a interação social e aumenta as chances de depressão e ansiedade entre os jovens.

Dados do Programa de Avaliação de Estudantes (Pisa), uma avaliação internacional, concluiu que oito em cada dez estudantes brasileiros de 15 anos assumiram ter se distraído com o celular nas aulas de matemática.

“Sabemos que o mundo digital é importante e o quanto a educação digital é também uma dimensão fundamental”, disse, em nota, a secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt. “Queremos otimizar o uso [dos dispositivos] e potencializar os benefícios, mas mitigando os efeitos nocivos”, completou.

A escola vai liberar tablets, no lugar dos celulares?

Não. A nova lei restringe também o uso aparelhos eletrônicos portáteis pessoais, como tablets, relógios inteligentes conectados à internet ou não nas escolas.

Como devem ser guardados os aparelhos nas escolas?

As escolas têm autonomia para definir como vai funcionar a nova lei em cada instituição e as escolas devem definir as regras junto com pais, professores e alunos. Algumas escolas do Rio de Janeiro e de São Paulo já orientam estudantes a manter os aparelhos desligados nas mochilas, mas pode haver a opção de colocar em armários individuais ou caixas coletivas.

Qual a punição para quem ligar o celular fora de hora?

O MEC explicou que cada escola deve determinar como fazer valer a lei em sala de aula em parceria com a comunidade escolar e como fiscalizar. Essa orientação também está no guia disponível na página da internet do Ministério.

Haverá multa às escolas que não cumprirem a lei?

A fiscalização do cumprimento da nova lei é uma atribuição das secretarias municipais e estaduais de educação, mas a lei não determina multas.

Quando o celular pode ser usado?

A lei permite o uso pedagógico da ferramenta. Em determinadas situações, o celular pode enriquecer as práticas de ensino, especialmente em contextos de desigualdade, onde há necessidade de desenvolver educação digital e midiática. Em muitas escolas, o celular é uma ferramenta pedagógica e o material didático é eletrônico.

Como os alunos poderão se comunicar com as famílias?

Para questões de acessibilidade, inclusão, de saúde ou emergências, o celular não foi proibido. Aqueles que precisam se comunicar com os pais para organizar a rotina familiar devem fazê-lo sob orientação e conhecimento da escola.

Qual o papel dos pais?

Nas orientações às escolas, o MEC reforça a atribuição dos pais, de modo que sejam informados sobre as regras e reforcem as medidas em casa, esclarecendo também sobre os impactos negativos do uso das telas.

“Estamos fazendo uma ação na escola, mas é importante conscientizar os pais para limitar e controlar o uso desses aparelhos fora de sala de aula, fora da escola”, disse o ministro da Educação, Camilo Santana.

O material do ministério destaca ainda como efeitos negativos do uso inadequado das telas atrasos no desenvolvimento e na linguagem, miopia, problemas no sono e sobrepeso, citando pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Quais os benefícios esperados com a medida?

Segundo o presidente do Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (SinproRio), Elson Simões de Paiva, a medida favorece a socialização dos jovens. “A socialização deles está sendo feita através de celular, mais de pessoa com pessoa. Então, é importante o uso do celular ser mais controlado dentro das escolas”, disse ele, cobrando também mais esclarecimentos por parte das redes públicas de ensino sobre como as novas medidas serão aplicadas.

Há recomendações para as crianças pequenas?

Na infância, há uma preocupação extra, depois do anúncio de afrouxamento da moderação de conteúdos por plataformas. O pesquisador Pedro Hartung, diretor de Políticas e Direitos das Crianças do Instituto Alana disse que os menores estão mais suscetíveis agora a crimes no ambiente digital.

“Estamos falando, por exemplo, de um crescimento de imagens advindas de violência contra a criança, que podem ser utilizadas, inclusive, para ameaçá-las”, destacou. “Um crescimento, por exemplo, de cyberbullying, e da exposição não autorizada da imagem e informações pessoais, ou a conteúdos que ou representam ou são mesmo tratamento cruel e degradante, discurso de ódio, incitação e apologia a crimes”.

Para creche e pré-escola, o MEC recomenda atividades desplugadas, priorizando experiências que estimulem a criatividade, a interação e o desenvolvimento motor das crianças. Nos ensinos fundamental e médio, a recomendação é sempre priorizar, quando possível, o uso de dispositivos digitais da própria escola. (Texto e fotos Agência Brasil)

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