EUA

ICE prende o ex-deputado Alexandre Ramagem nos Estados Unidos

O ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) está sob custódia do serviço de imigração e alfândega dos EUA, conhecido pela sigla ICE (ICE U.S. Immigration and Customs Enforcement).

O nome de Ramagem aparece no site do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos com a situação “sob custódia do ICE”. O local de detenção não foi informado.

13/04/2026 - U.S. Immigration ad Customs Enforcement. Alexandre Ramagem Rodrigues. Foto: Print/U.S Immigration

Condenação

Em setembro do ano passado, Alexandre Ramagem fugiu do Brasil após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão por tentativa de golpe de Estado, organização criminosa e abolição do Estado Democrático de Direito.

Proibido de sair do país, o ex-deputado saiu pela fronteira com a Guiana e embarcou para os Estados Unidos com passaporte diplomático, que não estava apreendido.

O nome de Ramagem consta na lista de foragidos procurados da Interpol. O governo brasileiro, por meio da Embaixada do Brasil em Washington, solicitou aos Estados Unidos a extradição de Alexandre Ramagem, no final de dezembro de 2025. O pedido foi entregue ao Departamento de Estado.

Depoimento

Em fevereiro, Ramagem prestou depoimento, por videoconferência, ao STF na ação penal da trama golpista que estava suspensa e voltou a tramitar após ele perder o mandato.

Ramagem foi diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022) e perdeu o mandato parlamentar em dezembro de 2025, por ato da Mesa Câmara em razão de condenação no Supremo Tribunal Federal.

Alexandre Ramagem era delegado de carreira da Polícia Federal e foi demitido após a condenação. (Agência Brasil)

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Papa responde a Trump: “Não tenho medo do presidente dos EUA”

Durante o voo de ida para Argel, primeira etapa da viagem à África, o papa Leão XIV disse que não tem medo do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump. “Continuarei falando com voz forte sobre a mensagem do Evangelho, pela qual a Igreja trabalha. Não somos políticos, não olhamos para a política externa com a mesma perspectiva. Mas acreditamos na mensagem do Evangelho como construtores de paz”. 

Leão XIV respondeu às críticas de Trump, feitas na rede Truth Social, de que o papa é fraco em política externa e deve deixar de agradar a esquerda radical.

“Não quero um papa que ache que está bem o Irã ter arma nuclear. Não quero um papa que considere terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela. E não quero um papa que critique o presidente dos Estados Unidos quando estou fazendo exatamente aquilo para que fui eleito”, declarou.” Trump sugeriu que Leão XIV foi eleito porque era estadunidense, pensaram que seria a melhor forma de lidar com o republicano, e pediu que ele seja grato.

Leão XIV diz que não vê seu papel como o de um político e que não quer entrar em debate com o presidente dos EUA. “A minha mensagem é o Evangelho e continuo a falar com força contra a guerra”

Durante a viagem, o papa cumprimentou os cerca de 70 jornalistas que o acompanham: “É uma viagem especial, a primeira que eu queria fazer. Uma oportunidade muito importante para promover a reconciliação e o respeito pelos povos”. Ele visitará até a próxima quinta-feira (23) a Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial.

Contra a guerra

Segundo Leão XIV, a mensagem do Evangelho não deve ser deturpada como alguns estão fazendo. “Eu continuo a falar com força contra a guerra, buscando promover a paz, promovendo o diálogo e o multilateralismo com os Estados para encontrar soluções aos problemas. Muitas pessoas estão sofrendo hoje, muitos inocentes foram mortos e acredito que alguém deve se levantar e dizer que há um caminho melhor”.

Ele diz que sua mensagem é para todos os líderes do mundo, não apenas para Trump: “Tentemos acabar com as guerras e promover a paz e a reconciliação”.  (Agência Brasil)

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Chuck Norris, astro de filmes de ação, morre aos 86 anos

Chuck Norris, uma lenda dos filmes de ação de Hollywood, morreu nesta quinta-feira (19), no Havaí, segundo informou sua família num comunicado.

“É com grande tristeza que nossa família comunica a morte repentina do nosso amado Chuck Norris na manhã de ontem. Gostaríamos de manter as circunstâncias em sigilo. Por favor, saibam que ele estava ao lado de sua família e estava em paz”.

A família não quis revelar as causas da morte, mas o ator norte-americano foi internado ontem pela manhã após uma emergência médica. Não foi revelado ao público o que teria causado a internação.

Artista marcial e faixa preta em diversas modalidades, Norris teve uma longa e vitoriosa carreira que começou em 1968 com uma participação não creditada no filme Arma Secreta Contra Matt Helm. Em 1972 ele atuou em O Voo do Dragão, longa-metragem estrelado pelo também lendário Bruce Lee. Os dois têm uma das lutas corporais mais memoráveis do cinema de ação norte-americano, momento que é celebrado até hoje até mesmo no formato de memes nas redes sociais.

O ator ficou muito conhecido após este trabalho ao lado de Lee e passou a atuar em vários longas de ação nos anos 1970. Nessa lista estão produções como Massacre em São Francisco (1974), O Comboio da Carga Pesada (1977), Força Destruidora (1979), entre outros.

Nos anos 1980, com a explosão dos filmes de ação, Norris se tornou um dos maiores representantes desse tipo de produção ao lado de atores como Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger. Os filmes protagonizados por Chuck, geralmente, eram de menor orçamento que os dos dois colegas, mas também se tornaram clássicos para os fãs, principalmente nas antigas videolocadoras.

É desta safra longas como McQuade, o Lobo Solitário (1983), Braddock 1, 2 e 3 (1984, 1985 e 1988, respectivamente) e Invasão U.S.A. (1985).

Comprovando seu status de “lenda”, o ator entrou para o elenco de Os Mercenários 2 (2012), produção em que Stallone reuniu outros profissionais do gênero pancadaria como Jason Statham, Dolph Lundgren, Jet Li. Liam Hemsworth, Schwarzenegger, Bruce Willis, entre outros.

Com sua fama consolidada, Norris seguiu fazendo filmes e séries de TV em que mostrava suas habilidades em lutas e no manejo de armas de fogo.

Nos últimos anos, por conta da idade, Norris já não atuava mais com frequência. Em 2020 participou de um episódio do seriado Havaí Cinco-0, onde fez o papel do Sargento Major Phillips. Seu último trabalho foi no filme Agent Recon, de 2024, onde interpreta o capitão Alastair, que lidera uma força de segurança secreta da Terra. Norris deixa esposa Gena O’Kelley e cinco filhos.

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Lula zera imposto e subsidia diesel para conter alta do petróleo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto presidencial nesta quinta-feira (12) zerando as alíquotas do PIS e do Confins sobre a importação e comercialização do diesel. Além disso, assinou medida provisória (MP) com subvenção ao diesel para produtores e importadores.

“[As medidas são] para que a gente garanta que essa guerra não chegue ao bolso do motorista, ao bolso do caminhoneiro e, sobretudo, não chegando ao bolso do caminhoneiro não vai chegar ao prato de feijão, à salada do alface, da cebola e a comida que o povo mais come”, afirmou Lula em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília.

As medidas foram anunciadas em caráter temporário e justificadas por causa da alta do petróleo causada pela guerra no Irã, que vem obrigando países a liberarem estoques de emergência.

Brasília (DF), 12/03/2026 - Da esquerda para direita - Os ministros de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e da Casa Civil, Rui Costa, o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Elias Rosa durante entrevista coletiva sobre medidas para reduzir o impacto da oscilação do preço internacional do petróleo sobre o diesel no Brasil. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Preços
O corte dos impostos deve reduzir o valor do litro em R$ 0,32 na refinaria. Já a subvenção aos produtores e importadores deve ter impacto de R$ 0,32 por litro, chegando a R$ 0,64 de redução por litro do diesel, segundo cálculos do Ministério da Fazenda.

A subvenção aos produtores e importadores será condicionada a uma comprovação de que o valor foi transferido para os consumidores finais. O presidente Lula acrescentou que o imposto de exportação de petróleo terá alíquota elevada para compensar a subvenção ao diesel

O governo ainda desenhou medidas de fiscalização e transparência para combater o aumento abusivo dos preços dos combustíveis, por ações especuladoras. Segundo explicou o ministro da Fazenda Fernando Haddad, a definição da abusividade deve ser definida por critérios objetivos da Agência Nacional de Petróleo (ANP).

“Tanto no caso de um armazenamento de combustível injustificado, como aumento abusivo no preço que passa a ser fiscalizado pela ANP, com critérios objetivos, que serão produto de uma resolução da Agência”, comentou Haddad.

O ministro da Fazenda acrescentou que as medidas não alteram a política de preços da Petrobras, que segue operando como é hoje. (Agência Brasil)

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Dólar cai para o menor valor em 21 meses e bolsa bate recorde

Num dia de euforia no mercado financeiro, o dólar caiu para o menor nível em 21 meses e fechou abaixo de R$ 5,20. A bolsa de valores teve forte alta e bateu recorde, superando os 186 mil pontos.

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (9) vendido a R$ 5,188, com queda de R$ 0,032 (-0,62%). A cotação caiu durante toda a sessão, chegando a R$ 5,17 por volta das 13h. A partir daí, investidores aproveitaram para comprar moeda barata, mas a moeda não deixou de operar em baixa.

A moeda estadunidense está no menor nível desde 28 de maio de 2024, quando estava em R$ 5,15. A divisa acumula queda de 5,47% em 2026.

O mercado de ações teve um dia de ganhos. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 186.241 pontos, com alta de 1,8%. O indicador foi puxado por ações de bancos, de petroleiras e de mineradoras, setores com maior peso no índice.

A última vez em que o Ibovespa tinha batido recorde foi no último dia 3. A bolsa brasileira sobe 15,69% em 2026.

Recomendação da China

O dólar iniciou o pregão em queda frente ao real, acompanhando o movimento no mercado internacional. Possíveis intervenções para fortalecer o iene japonês e a repercussão de dados recentes da economia dos Estados Unidos contribuíram para a queda.

Os números do mercado de trabalho americano, divulgados na semana passada, vieram abaixo do esperado. Isso aumentou as chances de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense) volte a reduzir os juros. Além disso, a vitória eleitoral da primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi fez o dólar recuar diante do iene.

O principal fator, no entanto, que pesou no mercado foi a recomendação do governo da China de que bancos privados reduzam a compra de títulos do Tesouro dos Estados Unidos. O país asiático é o maior detentor de papéis estadunidenses e pretende diversificar as reservas internacionais.

Essa combinação de fatores fez o dólar cair e a bolsa subir. A moeda estadunidense também cedeu diante de divisas de outros países emergentes, como o rand sul-africano, o peso mexicano e o peso chileno. Esse ambiente mais favorável aos mercados emergentes, observado desde o início do ano, tende a persistir e pode continuar a beneficiar o câmbio brasileiro nos próximos meses. (Agência Brasil/Reuters)

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Ford Mustang ganha sua versão mais esportiva e refinada

No Salão de Detroit deste ano, que começou ontem e vai até ao dia 25 de janeiro, a Ford mostrou o Mustang Dark Horse SC. Com o objetivo de enfrentar os esportivos europeus, a nova versão desenvolvida pela Ford Racing, com motor V8 5.2 Supercharged, acumula engenharias desenvolvidas nas pistas com o Mustang GT3 e tecnologias de performance do Mustang GTD.

O Mustang Dark Horse SC estará disponível nos EUA para encomendas a partir do segundo trimestre de 2026.

Novo patamar

No desenvolvimento do Dark Horse SC os engenheiros e designers buscaram aprimorar cada aspecto do carro, desde o motor, caixa de câmbio, aerodinâmica, arrefecimento, frenagem, ajuste de suspensão, sensação de direção e compostos de pneus para elevar a sua performance a um nível inédito.

O motor V8 5.2 supercharged do Dark Horse SC é acoplado a uma transmissão de dupla embreagem de sete velocidades para trocas rápidas e precisas. O ronco fascinante desse V8 supercharged – atributo que muitos fabricantes de esportivos rivais abandonaram – é parte central da sua experiência de performance. Mas não é o único trunfo deste cavalo de corrida.

Ele vem com amortecedores MagneRide de nova geração, com hardware e software atualizados, além de molas revisadas de maior rigidez, novas barras estabilizadoras, mangas de eixo dianteiras e traseiras e braços de controle dianteiros modificados.

Ele traz ainda uma barra estrutural leve de magnésio e elos de suspensão forjados, em vez de componentes de aço, para reduzir ainda mais o peso. Os engenheiros da Ford Racing usaram o aprendizado adquirido nas competições e no desenvolvimento do Mustang GTD para tornar a sua condução mais próxima de um modelo de corrida.

O pacote opcional para pista (Track Pack) eleva ainda mais o impressionante desempenho dinâmico do Dark Horse SC. Ele inclui uma calibração especial da suspensão MagneRide, adaptada às rodas de fibra de carbono, e pneus Pilot Sport Cup 2 R personalizados, que a Ford Racing desenvolveu em parceria com a Michelin. Medindo 305/30R20 na frente e 315/30R20 na traseira, eles utilizam tecnologia do Mustang GTD para entregar níveis de tração próximos aos de um supercarro.

O controle variável de tração, também desenvolvido para o Mustang GTD com a experiência em corridas, permite ao motorista dosar a interferência da assistência de tração em até cinco níveis e desativar totalmente o controle de estabilidade.

O Mustang Dark Horse SC tem freios Brembo com pinças dianteiras de seis pistões e traseiras de quatro pistões com discos fundidos, iguais aos do Mustang Dark Horse 5.0, que garantem uma performance recorde de frenagem de 100 km/h a 0. Já o Track Pack adiciona os freios Brembo de carbono-cerâmica do Mustang GTD. Com discos dianteiros de 16,5 polegadas, eles são significativamente mais leves que os fundidos e, junto com as rodas de fibra de carbono de série e outras melhorias, contribuem para uma redução de peso de cerca de 68 kg.

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Ford Série F está há 49 anos na liderança do mercado dos EUA

A Ford Série F completou o 49º ano consecutivo como picape mais vendida da América do Norte – e 44 anos como veículo líder geral do mercado –, com mais de 800.000 unidades registradas no continente em 2025. Esse número sem paralelo na história da indústria automotiva mostra a força da picape que tornou-se um ícone global.

O processo contínuo de inovação com propósito é um dos pilares do sucesso da linha. E a Ford não pretende abrir mão da sua receita, encarando esse marco como mais um passo de uma longa jornada para continuar surpreendendo os clientes nos próximos anos.

2025 F-150 Powerboost Hybrid

Em todo o mundo, a Ford já vendeu mais de 41 milhões de unidades da Série F desde o lançamento em 1948. Se fossem enfileiradas para-choque a para-choque, elas somariam mais de 241.000 km, o suficiente para dar mais de seis voltas ao redor da Terra.

Diversificação

A carroceria de liga de alumínio de alta resistência, de nível militar, é uma das exclusividades introduzidas pela F-150 no segmento. E a versão off-road F-150 Tremor, lançada recentemente no Brasil, é um exemplo da diversificação da linha para atender diferentes perfis de clientes.

Nos Estados Unidos a linha oferece uma grande variedade de versões, como a F-150 Lobo, de perfil urbano, e a elétrica F-150 Lightning. Ouvindo os clientes, a Ford está desenvolvendo agora a F-150 Lightning Extended Range Electric Vehicle (EREV) de nova geração, que combina o torque instantâneo da propulsão elétrica e um gerador embarcado que garante autonomia de mais de 1.100 km.

 

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Lula se reúne com Trump na Malásia e discute relações entre Brasil-EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu neste domingo (26) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Kuala Lumpur, na Malásia. O encontro durou cerca de 50 minutos e ocorreu durante a realização da 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean).

Durante a reunião, Lula disse que não há razão para desavenças com os Estados Unidos e pediu a Trump a suspensão imediata do tarifaço contra as exportações brasileiras, enquanto os dois países estiverem em negociação. Em julho deste ano, Trump anunciou um tarifaço de 50% sobre todos os produtos brasileiros que são exportados para os Estados Unidos. Em seguida, ministros do governo brasileiro e do Supremo Tribunal Federal (STF) também foram alvo da revogação de vistos de viagem e outras sanções pela administração norte-americana.

“O Brasil tem interesse de ter uma relação extraordinária com os Estados Unidos. Não há nenhuma razão para que haja qualquer desavença entre Brasil e Estados Unidos, porque nós temos certeza que, na hora em que dois presidentes sentam em uma mesa, cada um coloca seu ponto de vista, cada um coloca seus problemas, a tendencia natural é encaminhar para um acordo”, afirmou o presidente.

Além dos presidentes, também participaram do encontro o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretario de Estado norte-americano, Marco Rubio.

Suspensão das tarifas

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, falou com a imprensa após o encontro e disse Trump autorizou sua equipe a iniciar as negociações para revisão do tarifaço ainda na noite deste domingo, no horário local da Malásia, 11 horas a frente do Brasil.

“A reunião foi muito positiva, o saldo final é ótimo. O presidente Trump declarou que dará instruções a sua equipe para que comece um processo, um período de negociação bilateral, que deve se iniciar hoje ainda, porque é para tudo ser resolvido em pouco tempo”, afirmou o chanceler.

Admiração

Segundo Vieira, os presidentes tiveram uma conversa descontraída e Trump disse que admira a trajetória política de Lula.

“Trump declarou admirar o perfil da carreira política do presidente Lula, já tendo sido duas vezes presidente da República, tendo sido perseguido no Brasil, se recuperado, provado sua inocência, voltado a se apresentar e, vitoriosamente, conquistando o terceiro mandato”, afirmou.

Visitas

O chanceler brasileiro também confirmou a intenção de Trump vir ao Brasil. A data ainda não está confirmada.

“O presidente Lula aceitou também e disse que irá, com prazer, aos Estados Unidos. Trump disse que admira o Brasil e que gosta imensamente do povo brasileiro”, comentou. (Agência Brasil)

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Coluna Fernando Calmon — SUV Boreal é aposta da Renault em segmento muito disputado

Coluna Fernando Calmon nº 1.373 — 14/10/2024

SUV Boreal é aposta da Renault em segmento muito disputado

Foi reservado ao Brasil a estreia do SUV médio-compacto Boreal, modelo que a Renault marca sua evolução no segmento com mais de 15 concorrentes entre eles Compass, Corolla Cross, Tiggo 7 e Taos. Na dianteira seu desenho elaborado destaca-se pela assinatura luminosa do emblema-logo, capô alto e módulos de LED. Laterais são marcadas por vincos, rodas de 19 pol. (só na versão de topo) e o desenho inusitado das colunas traseiras. Lanternas traseiras bem desenhadas não seguiram a moda de interligação luminosa. Pintura bitonal da carroceria é de série na versão mais cara e opcional nas duas outras.

As dimensões do Boreal: comprimento, 4.556 mm; entre-eixos, 2.702 mm; largura, 1.841 mm; altura, 1.652mm. Porta-malas tem 522 L (padrão VDA, o correto), maior do segmento. Motor é o conhecido turbo flex, 1,3 L, 163 cv (E)/156 cv (G), 27,5 kgf·m (E)/25,5 kgf·m (G). Câmbio sempre automatizado de seis marchas com dupla embreagem. Está prevista versão híbrida, porém a marca francesa ainda não estabeleceu data de lançamento.

Interior apresenta bom grau de refinamento com destaque para revestimento dos bancos (o do motorista com massageador) e o console central elevado. Quadro de instrumentos e tela multimídia têm 10 pol. e pela primeira vez no Brasil está disponível o Google Automotive Services de série. Há quatro modos de condução: Comfort, Eco, Sport e Smart. A partir da versão intermediária já oferece freio de estacionamento eletromecânico com imobilização e liberação automáticas nas paradas.

A Renault deu especial atenção aos sistemas ADAS de auxílio avançado ao motorista. O número destes importantes recursos de segurança aumenta conforme a versão: de entrada são 13, na intermediária, 19 e na de topo nada menos de 24 itens (inclui frenagem autônoma de emergência com detecção de pedestres e ciclistas).

Os preços estão bem situados frente aos concorrentes. Começam em R$ 179.990 e chegam a 214.990, mas haverá condições especiais com descontos no lançamento, em quatro de novembro.

BYD anuncia primeiro híbrido plugável flex

A oportunidade surgiu pela realização, de 10 a 21 de novembro próximos, em Belém (PA), da COP (Conferência das Partes, na sigla em inglês), um fórum da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. A BYD enviará para o evento 30 unidades dos protótipos do SUV médio Song Pro Híbrido Plugável com o primeiro motor flex que a marca vem desenvolvendo no Brasil. Lançamento previsto para abril de 2026. Até o momento apenas a Toyota comercializa um híbrido pleno (não plugável) cujo motor pode funcionar com etanol ou gasolina puros ou misturados em qualquer proporção.

O modelo chinês, na prática, teve seu peso institucional somado à segunda “inauguração” da nova fábrica da BYD, em Camaçari (BA), desta vez com presença do presidente da República. Na realidade a produção começa por juntar as primeiras peças importadas no regime SKD (sigla em inglês para unidades semidesmontadas). Numa segunda etapa passará ao regime de unidades desmontadas vindas da China e integração de alguns componentes produzidos no Brasil, prevista para 2026 (prensas, soldagens e pintura, talvez em meados do ano). A conterrânea GWM, em Iracemápolis (SP), já tem armação, pintura e montagem desde agosto último.

Nesta primeira fase, investiram-se R$ 5,5 bilhões e a capacidade de produção será de 150.000 unidades anuais que a empresa espera alcançar “em menos de três anos”. A área construída atual é de 270.000 m² e numa segunda etapa a capacidade será aumentada para produzir 300.000 unidades anuais. Em cinco anos espera vender 600.000 unidades/ano (nacionais e importadas) e assumir a liderança absoluta de vendas no Brasil.

Até agora a BYD errou em suas projeções. Pretendia vender 120.000 unidades no ano passado, depois revisou para 100.000 e no fechamento de 2024 foram 77.000 (23% a menos).

O Brasil tem uma fábrica fechada (CAOA Chery, em Jacareí-SP) e outra a ser desativada (Toyota, em Indaiatuba-SP) ainda sem data confirmada. Há uma subutilizada da JLR, em Itatiaia (RJ). E a fábrica da Stellantis, em Porto Real (RJ), também subutilizada, passará a produzir o Jeep Avenger já em 2026.

Incertezas sobre elétricos também nos EUA

Já abordei os problemas na Europa e outros específicos da Itália. Com o fim do crédito fiscal do governo americano para compra de carros elétricos, em 30 de setembro último, pairam dúvidas sobre como reagirá o mercado nos próximos anos. Análise do site Yahoo Finance, após ouvir várias fontes, aponta previsões otimistas demais feitas até o momento. Veículos elétricos (VEs) são cerca de US$ 9.000 (R$ 49.000) mais caros, em média, do que modelos a gasolina comparáveis. A diferença era quase toda coberta pelo subsídio federal agora cancelado.

Há quatro anos, Ford, GM e Stellantis afirmaram em comunicado conjunto que aspiravam atingir até 2030 uma participação de mercado de VEs de 40% a 50%, incluindo híbridos plugáveis (meu comentário: estes não são exatamente elétricos, contudo somados como se fossem, uma “invenção” da China que distorce os números de produção e vendas de VEs).

Jim Farley, CEO da Ford, afirmou agora: “Acredito que será uma indústria vibrante, porém muito menor do que pensávamos. Não me surpreenderia se as vendas de VEs caíssem para 5% do total da indústria já neste mês de outubro”. A consultoria J.D. Power projeta que VEs poderão alcançar até 20% das vendas em 2029. Já a Ernest & Young prevê atingir 50% em 2039, cinco anos depois do previsto anteriormente.

Outra consultoria, iSeeCars, foi incisiva. VEs vão bem em estados de clima quente, como Califórnia e Flórida, e em uso urbano. Todavia, só se consolidarão quando os preços forem iguais aos carros de motores a combustão, puderem rodar 800 km com apenas uma carga e recarregarem em menos de 10 minutos. Algumas marcas enfrentam pressões financeiras motivadas por investimentos fracassados ​​em veículos elétricos e foram forçadas a adiar ou cancelar projetos.

A agência de notícias Reuters relembrou um estudo conjunto de professores das universidades da Califórnia, Berkeley, Duke e Stanford: emplacamentos de VEs podem cair 27% sem o crédito fiscal federal. Alguns estados seguem a Califórnia e mantêm seus subsídios para sustentar a demanda. Até quando, ninguém sabe.

Taos 2026 vem agora do México

Para abrir espaço à nova Amarok (talvez até receba versão híbrida, a partir de 2027) na fábrica argentina de Gal. Pacheco, a VW traz agora do México (também isento de imposto de importação) o SUV médio-compacto Taos 2026. A frente segue a fórmula quase onipresente em todas as marcas de aumentar a área da grade em simbiose com o para-choque também novo. Lanternas traseiras são novas assim como a sua interligação iluminada e o emblema-logotipo agora também iluminado. Porta-malas de 498 L (padrão VDA) é o maior do seu segmento.

Internamente a novidade bem-vinda é a volta de botões de comando para os raios do volante multifuncional. Materiais de acabamento melhoraram, há iluminação ambiente com 10 opções, um novo painel que destaca a tela multimídia flutuante de 10,1 pol., além de internet 4G e carregador de celular por indução. Mecanicamente sem novidades: mantido motor flex 1.4-L, 150 cv, 25,5 kgf·m e câmbio sempre automático epicíclico de oito marchas.

Preço ainda não anunciado.

Entretanto, a VW informou que o sedã médio-compacto Jetta GLI 2026, também mexicano, estará nas concessionárias a partir de 8 de novembro por R$ 269.990. Motor 2-L turbo entrega 231 cv e 35,7 kgf·m. Câmbio DSG, robotizado, sete marchas.

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www.fernandocalmon.com.br

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Mais Médicos promoveu melhoria da saúde da população, afirma secretário

Após ter o visto revogado pelo governo dos Estados Unidos em razão de sua ligação com o Mais Médicos, o secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, defendeu nesta quinta-feira (14) o programa, citando impactos positivos e melhoria expressiva na saúde da população.

Em seu perfil no Instagram, o médico classificou o programa como “iniciativa primordial” para garantir atendimento a milhões de brasileiros. Lembrou que, no momento da criação do Mais Médicos, o governo brasileiro recorreu à possibilidade de cooperação com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), levando à contratação de profissionais cubanos.

“Médicos cubanos já prestavam esse atendimento em outros 58 países de diferentes orientações político-ideológicas, por meio de mecanismos de cooperação internacional. Graças a essa iniciativa, a presença de profissionais brasileiros, cubanos e de outras nacionalidades ofereceu atenção básica de saúde e mãos fraternas e quem mais precisava. Diminuiu dores, sofrimentos e mortes”, escreveu Mozart.

No post, o secretário citou ainda uma aprovação, logo no início do programa, de 87%, segundo dados do Datafolha divulgados em 2013. “Inúmeras publicações científicas comprovam os impactos positivos e a melhora expressiva na saúde da população”, escreveu.

“Essa sanção injusta não tira minha certeza de que o Mais Médicos é um programa que defende a vida e representa a essência do SUS [Sistema Único de Saúde], o maior sistema público de saúde do mundo – universal, integral e gratuito”, concluiu Mozart.

Entenda

O Departamento de Estado norte-americano anunciou nessa quarta-feira (13) a revogação dos vistos de funcionários do governo brasileiro, de ex-funcionários da Opas e de seus familiares.

A justificativa do governo de Donald Trump é que eles atuaram na implementação do Mais Médicos enquanto trabalhavam no Ministério da Saúde e que são cúmplices “do trabalho forçado do governo cubano”.

Foram revogados os vistos de Mozart e do ex-assessor de Relações Internacionais do Ministério da Saúde e atual coordenador-geral para COP30, Alberto Kleiman.

Após a sanção, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu o programa que, segundo ele, “sobreviverá aos ataques injustificáveis de quem quer que seja”.

“O programa salva vidas e é aprovado por quem mais importa: a população brasileira. Não nos curvaremos a quem persegue as vacinas, os pesquisadores, a ciência e, agora, duas das pessoas fundamentais para o Mais Médicos na minha primeira gestão como ministro da Saúde, Mozart Sales e Alberto Kleiman”, disse em postagem nas redes sociais. (Agência Brasil)

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