Gol

Volkswagen abre as portas para a visitação á fábrica e ao museu

Para quem curte automóveis e sua história, um passeio imperdível é proporcionado pela Volkswagen do Brasil. Mediante agendamento, o público em geral pode visitar à fábrica da Anchieta, em São Bernardo do Campo-SP, inaugurada em 18 de novembro de 1959 e que foi a primeira da marca alemã fora da Alemanha. Na planta já foram produzidos o Fusca, Kombi, Gol Passat, Santana, entre outros modelos icônicos. Atualmente, a fábrica Anchieta produz os modelos Nivus, Polo, Virtus e Saveiro.

É muito interessante acompanhar cada etapa do processo produtivo.
As visitas, que duram 2h30, são gratuitas, para maiores de 18 anos e realizadas todas as quintas-feiras, em dois períodos: manhã (8h30) ou tarde (13h30). O tour pode ser feito em duas modalidades: individual ou grupos entre 15 e 25 pessoas. As próximas turmas serão recebidas a partir de 22 de janeiro de 2026.

História

Além de conhecer a produção de um veículo, o passeio inclui a visita ao espetacular museu da Volkswagen, o Garagem VW, com modelos que contam a história da marca no Brasil.

“O Programa de Visitas Volkswagen é um grande sucesso e nos orgulha receber os fãs da marca para essa experiência única e fascinante, passando pela produção e a Garagem VW, o maior acervo de clássicos de uma montadora no Brasil, que conta a história da indústria automotiva”, afirma Cláudio Rawicz, diretor executivo de Comunicação e Sustentabilidade da Volkswagen do Brasil e LAM (América Latina).

Para agendar acessehttps://www.vw.com.br/pt/volkswagen/programa-de-visitas.html

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Brasil vai enfrentar Marrocos, Escócia e Haiti na primeira fase da Copa

O Brasil está ao lado de Marrocos, Escócia e Haiti no Grupo C da Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, no México e no Canadá. A chave da seleção brasileira na competição, que será realizada entre 11 de junho e 19 de julho de 2026, foi definida nesta sexta-feira (5) através de sorteio realizado no Kennedy Center, em Washington (Estados Unidos). A estreia do time comandado pelo técnico italiano Carlo Ancelotti será no dia 13 de junho, diante dos marroquinos, ainda em local a ser definido.

A equipe verde e amarela estava no pote 1 do sorteio, ao lado dos outros cabeças de chave da competição: Canadá, México, Estados Unidos, Espanha, Argentina, França, Inglaterra, Portugal, Holanda, Bélgica e Alemanha.

No sorteio, os países-sede – Canadá, México e Estados Unidos – foram alocados no pote 1. As outras 39 seleções classificadas foram distribuídas nos quatro potes de 12 equipes cada de acordo com o Ranking Mundial Masculino da Fifa publicado no dia 19 de novembro de 2025. Por fim, as duas vagas referentes ao torneio de repescagem da Copa do Mundo de 2026, assim como as quatro vagas da repescagem europeia, foram alocadas no pote 4. (Agência Brasil)

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Teste – VW Polo track impressiona muito pelo conjunto e economia

Uma das decisões mais difíceis da Volkswagen do Brasil foi substituir o campeão de vendas no Brasil. E o próprio Gol demorou para pegar quando surgiu para substituir o lendário Fusca. A dificuldade, fez a Volkswagen adiar muitas vezes o fim da produção do Fusca. E a decisão foi mais que acertada. O Polo é, nas últimas messes, o campeão de vendas do mercado brasileiro e em outros países da América do Sul. Muito superior ao Gol, o Polo é um modelo muito competente. Pela versão Tracck representar XX% das vendas da família Polo, decidimos testar essa versão. O que leva o Polo Trackser o queridinho do Brasil?

O modelo de entrada, o Track tem transmissão manual de cinco velocidades, interior mais despojado e motor de 1,0litro aspirado de 84 cavalos. Para quem quer um modelo de entrada e não se importar por ter que trocar de marchas, o Track é uma excelente opção. Ele concorrer diretamente com o Fiat Argo e os dois se equivalem.  Ao longo dos anos, a Volkswagen do Brasil vinha tentando substituir o valente Gol.

O modelo Track tem linhas muito bonitas, modernas e parece um modelo de categorias superiores. A versão de entrada não tem retrovisores com controle elétrico, painel mais simples, tela com poucos aplicativos e rádio simples. Logicamente que o modelo pode ser equipado com uma infinidade de opcionais. Apesar da simplicidade o interior do Track é muito agradável e confortável. O espaço para quatro passageiros é muito bom, mas para cinco, assim como nos demais automóveis, a situação complica. A versão testada, que não era a básica total, tinha ar condicionado, direção elétrica, vidros dianteiros, travamento das portas, porta-malas e bocal do tanque elétrico.

Usando a moderna plataforma MQB, o Polo é muito mais avançado em termos de rigidez estrutural, segurança e dinâmica de condução que o Gol. Em termos de segurança, O Polo tem de série quatro airbags, controles de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa e bloqueio eletrônico do diferencial e ABS

Motorização

O Polo Track está equipado com um motor 1,0 litro, aspirado, que desenvolve 84 cavalos de potência e 10,6 kgfm de torque quando abastecido com etanol, e 77 cavalos e 9,6 kgfm com gasolina. A transmissão é manual tem engates precisos, muito suaves (uma tradição dos modelos da marca alemã.), mas poderia ter seis marchas. Apesar de aumentar um pouco o preço, iria melhorar o consumo, principalmente nas estradas. O Polo tem um bom desempenho para a sua categoria. Em ultrapassagens, nas rodovias, necessita um pouco mais de planejamento. Se levando em conta ser uma motorização de um litro, o desempenho. Porém, muito coerente com a proposta.

O novo modelo acelera de 0 a 100 km/h em 14,7 segundos e atinge a velocidade máxima de 169 quilômetros por hora. Na estrada, apesar de ser competente, por ter motorização de um litro, é preciso planejar as ultrapassagens e retomadas. Já na cidade, o Track é ágil e muito gostoso de dirigir.

Outro ponto positivo é o consumo. Durante nossa avaliação, o modelo fez médias de 13,7 quilômetros por litro com gasolina e 9,9 com etanol no perímetro urbano. Já no ciclo rodoviário, o Track fez 15,6 com gasolina e 11,4 com etanol. São números bem razoáveis.

Andando

Ao rodar é que se percebe quanto o Volkswagen Polo Track e um veículo equilibrado. A suspensão, 1,7 centímetros mais elevada que a dos demais membros da família Polo, e os pneus 185/65 R15, com calotas pitadas de preto, absorvem bem as irregularidades do solo e tem uma ótima estabilidade. Isso mesmo com a maior altura do solo.

Os freios a disco na dianteira e a tambor na traseira (para baratear o modelo) param o carro em espaços razoáveis e sem desvios. Ou seja, o conjunto é agradável e passa segurança para quem o dirige. Apesar de o volante não ter regulagens nem de altura nem de profundidade, achar uma boa posição para dirigir não é uma tarefa muito difícil, graças ao banco do motorista, que tem regulagem de altura.

Preço
VW Polo Track R$ 94.340,00 (modelo avaliado)

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Garagem Volkswagen ganha novos modelos e abre para o público

As fabricantes nacionais não tinham um espaço e uma preocupação com a sua com a sua história. Aos poucos, a Volkswagen do Brasil está recuperando o acervo que vai contar a sua trajetória no futuro. A marca alemã ainda cria uma possibilidade dos apaixonados visitar a sua coleção de automóveis e utilitários. Para quem viveu a história da industria automotiva, é emocionante rever modelos que marcaram a vida de cada um.

A  Garagem Volkswagen, localizada na fábrica da Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), está ampliando seu acervo e o espaço fisico. Com 400 m² de área, o novo anexo foi projetado para abrigar um acervo ainda mais exclusivo, composto por 13 veículos entre protótipos, carros-conceito, esportivos e modelos que nunca chegaram a ser lançados.

A iniciativa foi viabilizada por meio das vendas do Certificado de Veículos Clássicos Volkswagen e reforça o compromisso da marca com a preservação da sua história, ao mesmo tempo em que celebra a engenharia, o design e a inovação que consolidaram a Volkswagen como referência no setor automotivo brasileiro. A marca, aliás, é a única fabricante do País a manter e preservar um acervo de veículos desta monta.

“A Garagem Volkswagen é um projeto vivo, que cresce e se transforma junto com a nossa marca. Desde a sua inauguração, em 2022, temos trazido novidades a cada ano: em 2023, o lançamento do Certificado de Veículos Clássicos; em 2024; e agora, em 2025, a inauguração da expansão. Mais do que preservar a nossa história, a Garagem reforça o vínculo emocional que o público tem com a Volkswagen e mostra como tradição e inovação caminham juntas”, afirma o CEO da Volkswagen do Brasil, Ciro Possobom.

A Garagem Volkswagen está aberta ao público geral atrelada ao Programa de Visitas Volkswagen. Basta se cadastrar gratuitamente no site para conhecer a fábrica Anchieta, da Volkswagen do Brasil, em São Bernardo do Campo (SP). O tour pela histórica fábrica da Anchieta tem duração aproximada de 2h30 e contempla os principais pontos do processo de fabricação dos veículos, como Estamparia, Armação e Montagem Final. No circuito, o visitante terá acesso à Garagem Volkswagen.

Agende sua visita: https://www.vw.com.br/pt/volkswagen/programa-de-visitas.html

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Novo VW Nivus GTS recupera a tradição de carros emocionantes

Diferente de algumas marcas, os modelos esportivos da Volkswagen, os GTS, sempre foram modelos com uma “pegada” mais esportiva. Ou seja, têm um verdadeiro trabalho de engenharia na suspensão, freios, transmissão e no acabamento. Assim, como já havíamos antecipado há quase um ano, o Nivus GTS chega também com um motor mais potente em relação as demais versões. O esportivo vem com uma motorização 1,4 litro, turbo, com 150 cavalos de potência e 25,5 kgfm de torque (daí a denominação 250). A transmissão recalibrada é automática de seis marchas.

Expectativa

Demorou mas chegou. O Nivus GTS é o primeiro de três modelos esportivos que a marca alemã vai lançar este ano no Brasil e que resgata muito bem a tradição do TS e GTS.

Desde a chegada do Nivus havia um “clamor” por uma versão mais esportiva. Além de ser um dos modelos mais bonitos, elegantes e equilibrados do mercado nacional, o modelo já tem por natureza um apelo esportivo. E a Volkswagen brasileira acertou em cheio.

Os freios, como convém a um esportivo, são a freio a disco nas quatro rodas e o sistema de direção também ganhou uma recalibração para deixar o GTS mais na mão de quem o vai dirigir.

E como não poderia ser diferente em uma versão esportiva, o novo esportivo tem quatro diferentes modos de condução: Eco, Normal, Sport e Individual. Neste último, é possível configurar diversos parâmetros para combinar características dos três modos de condução. As configurações podem ser programadas diretamente na tela central.

De série, o modelo conta com o pacote ADAS, que inclui o controle adaptativo de velocidade e distância (ACC), a frenagem autônoma de emergência (AEB), o assistente ativo de permanência de faixa (Lane Assist) e o assistente de condução ativa e permanência na faixa (Travel Assist). Há ainda seis airbags (2 frontais, 2 laterais nos bancos dianteiros e 2 de cortina), fixação de assento de criança com sistema ISOFIX/Top Tether, assistente para partida em subidas, controles de tração e estabilidade (ESC e ASR), além do bloqueio eletrônico (EDS).

Essência

Para marcar a personalidade tão característica dos modelos esportivos da Volkswagen do Brasil, o Nivus GTS tem vários detalhes importantes em vermelho. Os bancos dianteiros contam com um formato exclusivo do tipo (quase) concha, que “abraçam” o corpo do motorista e acompanhante. O revestimento de todos os bancos é exclusivo para a versão, com o logotipo GTS estampado nos bancos dianteiros. No painel, um aplique leva o icônico logotipo GTS no lado do carona, enquanto todo o revestimento do teto foi escurecido.


O painel de instrumentos 100% digital, oferece uma tela de 10,25 polegadas para completar o pacote tecnológico do modelo. Especialmente para a versão GTS, a tela recebeu detalhes exclusivos em vermelho, além de um novo grafismo.

A conectividade é destaque no esportivo. Com a central multimídia VW Play Connect, tem internet embarcada e permite o uso de aplicativos diretamente em sua tela, sem a necessidade do uso de smartphones. Entretanto, a central é compatível com espelhamento do Android Auto e Apple CarPlay sem fio, e há ainda carregador por indução para os celulares no painel e saída de ar para manter o aparelho resfriado.

Agressividade

A Volkswagen também se preocupou em dar um toque de esportividade parte inferior do para-choque. A icônica sigla GTS foi cravada na grade frontal, tampa traseira e nas laterais. Os retrovisores externos são pintados em preto.

A iluminação em full LED deixa o visual moderno e fornece uma assinatura exclusiva na dianteira e traseira. As rodas esportivas são exclusivas e têm duas opções.

História

Toda a família de esportivos da Volkswagen marcou época na memória do público brasileiro. O novo Nivus GTS chega para preencher mais um capítulo dessa história, que marca presença no Brasil desde o VW Passat GTS, que estreou em 1983, e passou a ser chamado de Passat Pointer GTS no ano seguinte. Antes, teve o saudoso Passat TS que foi produzido de 1976 a 1982, com quatro faróis redondos.

Alguns anos depois, ainda na década de 1980, o VW Gol ganha sua versão GTS, que ficou em linha entre 1987 e 1994, conquistando o coração dos brasileiros que já eram apaixonados pelo carro mais vendido da história do Brasil.

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Sucesso mundial, Polo comemora 50 anos de seu lançamento

A Volkswagen sempre tiveram modelos marcantes e campeões de vendas. O maior foi o Fusca. Mas o Golf, Passat e o Polo não ficam muito atrás.

Lançado em 1974 na Alemanha, começou a ser comercializado naquele País no início de 1975. Ao longo de seis gerações, o modelo já superou 20 milhões de unidades vendidas em todo o mundo. Sucesso de vendas em todo o mundo, chegou ao Brasil em 2002.

Com a difícil missão de substituir o Fusca no mercado europeu, o “irmão” menor do Golf, que havia sido lançado em março de 1974, chegou com inovações e design surpreendente para a época.

O Polo foi baseado no Audi 50. Com linhas modificadas, a produção era feita maior fábrica da Volkswagen da Alemanha, em Wolfsburg, e iniciou a comercialização para o mercado alemão em março de 1975 (exatamente um ano após o Golf).

Para o início da produção do Polo no Brasil, em 2002, a fábrica da Anchieta, em São Bernardo do Campo-SP passou por uma grande modernização. A planta fabril foi equipada com avançadas tecnologias e modernos processos de produção para a época, incluindo 400 robôs, solda a laser e pintura automatizada. O modelo exigia isso.

Em 2022 retorna ao mercado “substituindo” o Gol, que foi lançado em 1980, vendeu quase 7 milhões de unidades e foi líder de vendas por 27 anos.

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Coluna Histórias & Estórias – Por Chico Lelis

Carros e eu. Um começo diferente

 Minha carreira, extra oficial, como jornalista teve início na Revista da Orla, em 1968 e oficialmente em e centenária “A Tribuna”, de Santos,  no ano seguinte, na Sucursal do jornal, em São Vicente, a Célula Mater da Nacionalidade.

Mas o meu primeiro contato profissional com o automóvel, em 1973, não se deu da maneira normal, ou seja, ajustando o banco, espelhos, colocando o cinto de segurança, à época ainda só abdominal. Não, foi por intermédio de um texto via telex, enviado por uma fabricante, como título: GM trás caixa de câmbio para o Chevette de avião.

Acontece que o fabricante local teve algum problema e não estava conseguindo a demanda necessária para a fábrica produzir o carro que fora lançado meses antes. Como eu era o repórter da área de Economia, tendo como mestre o meu querido amigo José Rodrigues. que infelizmente já nos deixou. (Tem outro jornalista, Zé Rodrigues, querido amigo também, com quem, felizmente, ainda podemos brindar um bom vinho). E coloquei como título da pequena nota: “O Boeing da GM”. Pronto, entrei para o setor.

Minhas memórias levam-me logo mais adiante, deste feita presencialmente (uma prática pouco usada atualmente. Não? (Parece que hoje a presença humana incomoda quem promove eventos e a maioria prefere fazer lançamento pela Internet. Pena!). Fomos convidados para o lançamento da “pedra fundamental” da primeira fábrica da Fiat, fora da Itália.

Uma emoção forte. Iria para um evento que, pela minha primeira vez, exigia terno e gravata. E não era para menos, lá estariam, em Betim (MG), além do governador do estado, Rondon Pacheco, o il Gran Capo da Fiat, Giovanni Agnelli. Pela segunda vez, não tive que apertar o cinto (salvo no avião) ou ajustar espelhos e bancos.

Daí, veio o convite do meu amada o amigo Sérgio Aparecido (que também já nos deixou e que era o melhor cover do Elvis, a quem adorava, que eu já vi/ouvi) para substituí-lo na Assessoria de Imprensa da Ford, onde tive como chefe o mestre Luís Carlos Secco, a quem devo os melhores ensinamentos na área de assessoria. Eu já havia herdado do Sérginho sua máquina Remington no jornal e segui seu rastro no setor automobilístico. Da Ford ele foi para a Scania.

Ali sim, tive meus primeiros contatos com o automóvel, regulando cinto, bancos, espelhos da Belina II, da qual participei do lançamento; Maverick 4 portas e motor 6 cilindros (do Jeep, que equipou, entre outros, da Rural) de incalculável fracasso, ofuscado pelo sucesso do “Maverickão” V8.

Da Ford fui para a Goodyear, levado pelo meu querido amigo (que, infelizmente, também não está mais entre nós) Mathias Petrich, que saíra da Ford. Fiquei lá um ano e fui para o Globo (Sucursal São Paulo). Aí, sim, passei a “cobrir” a indústria automobilística e auxiliar o Fernando Mariano a fazer o caderno de veículos do jornal carioca.

Aí foi um festival de ajuste de cintos, espelhos e bancos. Dezenas de carros novos passaram pelas minhas mãos e conheceram o peso (sempre com responsabilidade, do meu pé direito) como o Gol, campeão de vendas no Brasil, que nenhum outro carro superou.

Dali, de O Globo, a convite do querido André Beer (outro que já se foi) fui para a GM. De 1983 a 2001 sendo um dos responsáveis, na área de Imprensa, por todos os lançamentos da fábrica. Monza 4 portas, Kadett, Vectra, Corsa, Astra, Zafira, Omega (não nesta ordem) e suas diversas versões foram todos eles. E nesses sim, andei muito e conheci a fundo cada um deles. Consegui que a Engenharia permitisse que nós, de Imprensa da fábrica, participássemos das viagens de avaliação que eram feitas pelo Brasil antecedendo os lançamentos. Na segunda viagem, até o pessoal da agência de propaganda (MacCann Erickson), além do Marketing, foi. A justificativa: era mais fácil, para eles e para nós, escrever e fazer a campanha, conhecendo melhor cada carro.

De todos eles, o de maior sucesso foi o Corsa, que obrigou o vice-presidente, André Beer,  ir para a TV, durante o Jornal Nacional (TV Globo) pedir para que as pessoas parassem de procurar pelo carro, pagando ágio para conseguir compra um, pois a GM estava aumentando sua produção para atender a demanda. Houve um erro nos estudos da fábrica que não esperava pela enorme procura do carro.

Lembro que em um daqueles anos, A GM disputava com a Volkswagen, e A Fiat, qual seria o fabricante a lançar o primeiro modelo com injeção eletrônica, uma cobrança do mercado para melhorar performance e diminuição da poluição causada pelos veículos. Ganhou a Fiat, com o Uno Mille. Os italianos sempre foram mais rápidos no quesito decisão, deixando os norte-americanos e alemães para trás.

Depois de 18 anos de GM, saí porque sentia mudanças no setor, onde o ser humano não mais seria tão necessário no relacionamento fabricante/Imprensa, como as coisas estão hoje, com um distanciamento inconcebível para quem, como eu, preza pelo relacionamento humano, como me ensinaram minha vó Eva e a minha mãe Olinda, amadas.

Fiz alguns frilas, inclusive como consultor da Portugal Telecom, onde realizei alguns trabalhos, com a supervisão, do querido amigo e compadre, Paulo Figueiredo (que encontro com regularidade) da agência A4.

Em 2004, a convite de outro querido amigo, Moisés Rabinovici, fui editar o DCarro, caderno de veículos do Diário do Comércio, da Associação Comercial de São Paulo, dirigida pelo estimado Guilherme Afif Domingos, hoje braço direito do governador de SP, Tarcísio de Freitas.

No DCarro continuei ajustando cintos, espelhos e bancos, com a ajuda da Alzira Rodrigues (ex O Globo e sucursal do Estadão no ABC) e do Anderson Cavalcante (recém-formado em Jornalismo e apresentado pela Márcia Rodrigues, colega na redação do Diário). Foram quatro anos de profissionalismo e de uma amizade que rende até hoje.

E como editor do DCarro pude participar de grandes lançamentos e destaco aqui o do Cinqüecento (Fiat 500), uma paixão de carro. O lançamento foi em Turim, terra natal da Fiat. Dois acontecimentos, além da festa de apresentação do carro, em pleno rio Pó, foi maravilhosa! A Fiat convidou todos os proprietários do modelo antigo do 500 para irem à festa em Turim. Milhares atenderam ao pedido, invadindo Turim, que obrigou a prefeitura liberar o estacionamento nas calçadas da cidade.

O outro acontecimento, que já contei em minhas colunas, foi que, no teste drive, pelas ruas da terra da Fiat, eu e meu amado amigo Antônio Fraga nos “perdemos”, claro que propositalmente e ignorando o mapa, rodamos pelas estrada ao redor da Turim e só chegamos de volta ao local de partida, quando o pessoal da organização já desmontava tudo e pensava em pedir ajuda da polícia para nos encontrar.

Foram anos daquilo que, estou certo , realizei um bom trabalho e que, principalmente, fiz muitos amigos e amigas, com quem faço questão de manter contato sempre, lamentando a ausência dos muitos que se foram. Por que acho que o que vale nesta nossa vida é a amizade, como me ensinaram minha avó e minha mãe.

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Comissão do governo vai definir regras para transporte aéreo de pets

O Ministério de Portos e Aeroportos e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) instalaram nesta quinta-feira (18) uma comissão sobre o transporte aéreo de pets. O colegiado deve consolidar regras mais específicas para a presença de animais em voos domésticos e internacionais. A comissão tem 30 dias de prazo para apresentar a conclusão dos trabalhos.

A iniciativa é um desdobramento decorrente do Caso Joca, amplamente divulgado no país. O cão, da raça golden retriever faleceu em 22 de abril após ser embarcado para um destino errado, no porão do avião, onde permaneceu por várias horas além do previsto.

Durante a cerimônia, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho lembrou a morte do cão e disse que ao final dos trabalhos o colegiado deverá se debruçar sobre um marco legal sobre o tema, que poderá ser implementado por meio de resoluções, portarias e, também iniciativas de projetos de lei a serem apresentadas no Congresso Nacional.

“A gente verificou que as legislações na Europa, Estados Unidos e em outros países têm um déficit real de normas que dialoguem com a agenda de proteção animal, de transporte aéreo, de segurança e o Brasil pode dar um exemplo para muitos países no mundo”, disse o ministro, que destacou que a pasta deve trabalhar para também definir regras para o transporte marítimo de pets.

A comissão será coordenada pela Anac e contará com a participação de representantes de empresas aéreas, do Conselho Federal de Medicina Veterinária, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) dos ministérios da Agricultura e Pecuária, da Saúde, de Direitos Humanos e da Cidadania e de Portos e Aeroportos.

“Essa legislação tem que ser feita, até porque as companhias aéreas não podem agir da forma como elas agem, elas fazem o que querem com a gente”, disse João Fantazzini, que era tutor de Joca e participou da cerimônia de lançamento da comissão. “Não dá para aceitar mais isso. A forma como o Joca foi levado, foi fora da realidade, foi muito grave, foi uma crueldade muito grande e isso precisa ser mudado. Elas [as companhias aéreas] têm que seguir uma legislação bem rígida de transporte de animais, até porque eles fazem parte da nossa família”, continuou.

Uma das ações prevista pela comissão é a análise das quase 3,4 mil contribuições encaminhadas pela sociedade durante consulta pública instaurada pela agência reguladora após o caso Joca. As colaborações, recebidas pela Anac, incluem sugestões de médicos veterinários, entidades da sociedade civil, associações, empresas aéreas e profissionais do setor de aviação.

Entre as sugestões apresentadas estão desde o rastreamento dos animais, presença obrigatória de veterinários em aeroportos, transporte dos animais nas cabines das aeronaves, prioridade para os animais no embarque e desembarque, entre outras.

O diretor-presidente da Anac, Tiago Pereira, afirmou que a construção da política regulatória vai contemplar o bem-estar dos animais. Segundo a Anac, mais de 80 mil pets são transportados em aeronaves no Brasil anualmente.

“A gente tem aproveitado o engajamento do João [Fantazzini] para tentar melhorar a nossa regulação, para tentar considerar todos os aspectos relativos ao transporte aéreo de animais, para garantir conforto, segurança, bem-estar para os animais e também garantir acessibilidade para quem pretende utilizar esse serviço”, frisou Pereira.

Caso Joca

No dia 22 de abril, Joca embarcou em São Paulo com destino a Sinop, em Mato Grosso, em uma viagem que duraria duas horas e meia. Mas, por um engano da companhia aérea, o animal foi levado para Fortaleza. Quando o erro foi percebido, Joca foi enviado de volta a São Paulo. Nesse trajeto, que durou cerca de oito horas, ele não resistiu e morreu.

A Polícia Civil de Guarulhos concluiu que o cachorro Joca morreu dentro do avião da Gol que o transportava de Fortaleza para São Paulo. O caso ocorreu em abril. O animal, da raça golden retriever, foi vítima de um erro no transporte aéreo. O inquérito foi entregue à justiça.

O laudo necroscópico constatou que as causas da morte do cão foram estresse e desidratação que provocaram problemas cardíacos.

Além de processar a empresa aérea Gol, responsável pelo transporte de Joca, pelo ocorrido, o tutor de Joca tem feito campanhas alertando as autoridades como a Anac e a Secretaria Nacional do Consumidor, para que regulamentem o transporte de animais pelas companhias aéreas.

As contribuições serão consolidadas para construção de uma politica regulatória para ter clareza daquilo que será necessário para garantir segurança, bem-estar, mas também o acesso das pessoas ao serviço de transporte aéreo de animais. (Agência Brasil)

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São Paulo vai ter a 1º feira de “carros voadores” da AL

A primeira feira de “carros voadores” da América Latina vai ser realizada em São Paulo entre os dias 21 e 23 de maio.  O evento vai mostrar os veículos elétricos de decolagem e pouso vertical, os eVTOLs. Além dos veículos, a mostra contará com um fórum com mais de 30 palestrantes do Brasil e do mundo para debater o atual momento e o futuro dos “carros voadores”.

Segundo especialistas, os eVTOLs devem revolucionar a Mobilidade Aérea Urbana, abrindo diversas possibilidades de negócios e benefícios para a sociedade, como uma integração a outros modais nas cidades, preços mais baixos dos que os voos de helicóptero e uma contribuição para a redução de ruído e de emissões de gases de efeito estufa. Esses motivos levaram grandes empresas a embarcarem nesse mercado, como as tradicionais fabricantes de aviões Embraer, Airbus e Boeing, além de startups que foram criadas exclusivamente para o desenvolvimento dessas aeronaves.
 A chinesa EHang, por exemplo, foi criada para esse fim, de fomentar o mercado de mobilidade aérea com eVTOLs autônomos. A empresa já teve a aeronave EH216-S certificada na China e agora está no Brasil em processo de certificação. Esse modelo para duas pessoas estará em exposição no Expo eVTOL 2024 por meio da Gohobby, representante da marca no Brasil.

Entre os expositores há ainda a brasileira Vertical Connect, que está desenvolvendo “carros voadores” não apenas para transporte de passageiros, mas para outras aplicações, como combate a incêndios, logística e emergência. A empresa cearense levará um mock-up do eVTOL. Já a também brasileira Moya Aero levará seu eVTOL para o evento. O modelo voltado para transporte de carga e mapeamento já está realizando voos de teste e estará no Expo Center Norte para ser apreciada pelos visitantes.

“Apesar de ser um mercado novo e com poucos desenvolvedores estruturados de eVTOLs, nós conseguimos reunir importantes players com suas aeronaves e mock-ups nesta primeira edição. Isso já é um marco no Brasil e sem dúvidas deixará os visitantes impressionados e certos de que se trata de uma tecnologia extremamente avançada e segura”, comenta o Emerson Granemann, CEO da MundoGEO, organizadora do evento.

Além da feira, o Expo eVTOL 2024 abrigará o 2º Fórum eVTOL – Mobilidade Aérea Avançada e Aeronaves Inovadoras, com uma extensa programação de debates e palestras durante dois dias. Até agora estão confirmados 34 palestrantes, incluindo representantes da Eve Air Mobility, empresa criada pela Embraer, e que recentemente apresentou as primeiras imagens de seu protótipo. A expectativa é que a aeronave voe ainda este ano e que entre em serviço em 2026.

“Essa é a primeira vez que tantos especialistas no mercado de eVTOLs e de Mobilidade Aérea Avançada estarão reunidos em um mesmo ambiente no Brasil. Todos estão totalmente engajados nesse setor e darão uma contribuição imensurável para que os ‘carros voadores’ saiam de fato do chão e tomem os céus das cidades brasileiras nos próximos anos”, complementa Granemann.

O fórum terá tradução simultânea em português, inglês e espanhol. De forma simultânea ao Expo eVTOL 2024, acontecem no mesmo local outros três eventos com grande sinergia: o MundoGEO Connect, sobre tecnologias de captura da realidade; a DroneShow Robotics, sobre drones; e o SpaceBR Show, sobre o mercado espacial.

Serviço
O quê: 1º Expo eVTOL
Quando: 21 a 23 de maio de 2024
Formato: Presencial
Onde: Expo Center Norte – Pavilhão Amarelo, em São Paulo
Inscrições e programação completa: www.expoevtol.com

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Neymar pega superesportivo e vai passear em Santos

Bons tempos da marca alemã Audi no Brasil. Durante o Salão do Automóvel de São Paulo de 2012, uma notícia se espalhou como um rastilho de pólvora: Neymar, jogador de futebol do Santos e garoto propaganda da Volkswagen, tinha ido à mostra no dia reservado para a imprensa, para apresentar uma nova geração do Gol.

Na saída, estava uma das sensações do evento para teste drive dos jornalistas credenciados e que depois seria disponibilizado para os clientes da marca que tinham sido convidados pra o Salão: um reluzente conversível Audi R8 Spyder, branco, com motor Lamborghini de 10 cilindros , 560 cavalos de potência e que chegava aos 320 quilômetros por hora.

O jogador, apaixonado por automóveis, quando viu o superesportivo pediu para dar uma volta no bólido e, junto com um parça, sumiu com ele. Depois de muito disse-me-disse e algumas horas de tensão, a marca alemã conseguiu localizar o carro na casa do craque em Santos.

Mas tudo não passou de uma grande armação. Chamar a atenção num Salão, com tantas atrações e supercarros, é muito difícil.

Então, o brilhante assessor de imprensa da marca, Charles Marzanasco, que já tinha aprontado várias ações geniais em outras oportunidades (como, para chamar a atenção sobre a participação da Audi no seu primeiro Salão, em 1994, convenceu os diretores da Senna Import a expor um caríssimo modelo conceito, que veio exclusivamente para o evento, o Audi Avus, no Vale do Anhangabaú, centro de SP, atraindo milhares de pessoas que passavam diariamente pelo local e conseguindo captar a mídia do mundo inteiro), sugeriu ao marketing o “sumiço”, aproveitando que o jogador estava no evento numa divulgação de uma marca irmã, já que a Volkswagen é dona da Audi desde 1960.

Para “agradar” o jogador, a Audi o deixou ficar um final de semana com o superesportivo em Santos. Logo virou piada: puxa, o Neymar é genial mesmo. Chegou ao Salão do Automóvel de São Paulo num Gol, que custava pouco mais de R$ 26 mil, e saiu num superesportivo de R$ 856.350,00 (preços da época-2012).

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