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Coluna Fernando Calmon – Pela primeira vez, Brasil importa mais da China do que da Argentina

Coluna Fernando Calmon nº 1.368 — 9/9/2025

Pela primeira vez, Brasil importa mais da China do que da Argentina

Esse aumento de importação refere-se ao mês passado e deve ser revertido nos próximos meses. Argentina é o maior cliente das exportações brasileiras, enquanto obviamente o Brasil nada exporta em veículos para a China. No entanto, o cenário mudará com a produção no País da GWM, BYD e GM (em novembro, no Ceará, com a Comexport que iniciará a montagem do chinês Spark, onde já se fabricou o SUV Troller). A fabricação de modelos chineses no Brasil começa no regime SKD, veículos semidesmontados e praticamente sem conteúdo nacional, porém este crescerá de forma paulatina.

Enquanto isso, o mercado de veículos novos continua sinalizando crescimento menor do que o previsto no início do ano. O presidente da Anfavea, Igor Calvet, atribuiu às taxas de juros altas que impactam nas prestações dos financiamentos. Nos oito primeiros meses deste ano emplacaram-se 1,668 milhão de unidades de veículos leves e pesados resultado apenas 2,8% acima deste mesmo período do ano passado.

A associação ainda não mudou a estimativa de aumento de 5% nas vendas de 2025 frente a 2024. Historicamente o segundo semestre costuma ser mais positivo que o primeiro. O mercado de caminhões já engatou a marcha à ré, contudo o programa Carro Sustentável tem apresentado bons resultados: os seis modelos habilitados de cinco marcas cresceram 26% em relação ao mesmo período do ano passado. No entanto, são carros que deixam baixa margem aos fabricantes e tendem a perder um pouco de fôlego nas vendas. Aquele programa se encerra no final de 2026, quando começa a reforma tributária e o IPI será extinto.

Participação de mercado nos primeiros oito meses deste ano de automóveis e comercias leves: gasolina, 4,6%; híbridos, 4%; híbridos plugáveis, 3,5%; elétricos, 2,9%; diesel, 10,2% e flex, 74,8%. Chama atenção a baixa taxa de aceitação de elétricos que terminaram o ano passado com 2,5% de penetração e este ano subiram para apenas 2,9%, mesmo com imposto de importação como subsídio direto. Espera-se uma melhora, quando avançar a sua produção nacional.

Linha 2026 chega para Citroën e Peugeot

Novidade é a versão XTR para o C3 e o Aircross. Têm um apelo levemente aventureiro e, de acordo com o fabricante, chegam mais robustos. Os pneus de uso misto são Pirelli Scorpion de 15 e 17 pol., respectivamente, para os dois modelos. Ambos receberam filetes verdes nas laterais. Em relação com a natureza a costura dos bancos que também é verde.

O C3 XTR manteve o motor atual 1-L Firefly de três cilindros sem alterações: 75 cv (E)/71 cv (G); 10,7 kgf·m (E) e 9,8 kgf·m (G). Preço: R$ 88.990. Em avaliação inicial, no Rio de Janeiro (RJ), pouco se notou em relação aos pneus, mas um detalhe foi reformulado: a posição dos acionadores dos vidros traseiros, no console central, e que agora também ficam na porta do motorista.

Aircross XTR está disponível apenas na versão de 7 lugares (R$ 129.990). Motor 1-L turbo de três cilindros manteve 130 cv (E)/125 cv (G) e 20,4 kgf·m (E/G). Câmbio automático CVT, sete marchas. No percurso de teste, por ser maior e mais pesado, inclina mais em curvas e assim um pouco menos dinamicamente confortável.

O Basalt estreia a versão Dark Edition com acabamentos escurecidos e detalhes em vermelho no defletor e na costura dos bancos. Motor é o mesmo do Aircross e o preço R$ 114.990.

Novidade nos Peugeot 208 GT T200 Hybrid e 2008 GT T200 Hybrid (mesmo motor do Citroën) é o sistema híbrido básico (semi-híbrido) que estreou nos Fiat Pulse e Fastback em novembro de 2024. Há redução de até 10% no consumo de combustível no ciclo urbano e até 8% a menos em emissões. Trata-se de um alternador/motor de arranque de 3 kW (4 cv), que alimenta a bateria comum de chumbo-ácido e a bateria de íon de lítio de 11 A·h do sistema híbrido básico. Motor é desligado em paradas e religado automaticamente de forma suave e silenciosa. O sistema só não entra em funcionamento se o ar-condicionado estiver em processo de climatizar a cabine.

Em ambos os modelos há novos faróis de LED e DRL verticais, além de grades específicas.

Preços: 208, de 91.990 a 126.990 e 2008, de 133.390 a 162.990.

Golf GTI só por encomenda para março 2026

Volkswagen montou uma estratégia diferente para comercializar a versão mais potente do Golf, depois de seis anos de ausência do modelo. O GTI Experience Club vai abrigar os compradores que terão de ser ex-proprietários de versões GTS, GLI e GTI ou já possuam qualquer outra marca de modelos esportivos do grupo alemão. Os futuros proprietários devem dar uma entrada de 10%, a partir de agora, e as entregas serão em março de 2026. O GTI de oitava geração e meia (com pequenas alterações) custa R$ 430.000 com o clássico estofamento xadrez e R$ 445.000 com estofamento em couro especial, além de bancos dianteiros com resfriamento e aquecimento.

Essa versão será oferecida com as devidas modificações para estradas e ruas do País. Pelo menos de início a Volkswagen pede direito de recompra, quando o proprietário for vendê-lo. Motor 2-L entrega 245 cv e 37,7 kgf·m. O GR Corolla, também importado, custa entre R$ 416.990 (versão Core) e R$ 461.880 (versão Circuit). Diferença de potência é grande, 304 cv, mas o torque exatamente igual 37,7 kgf·m e a tração 4×4. O japonês tem câmbio manual de seis marchas, enquanto o alemão dispõe de um automatizado de sete marchas e dupla embreagem. Outro japonês é o Civic Type R: 297 cv, 42,8 kgf·m, também com câmbio manual de seis marchas, R$ 434.900.

Primeiro contato com o Golf GTI foi muito breve, na pista do aeroporto de São Joaquim da Barra (SP). Mas a essência esportiva do modelo está presente, além da robustez do conjunto que sempre o marcou. Posição ao volante muito boa e o banco bem firme sem causar desconforto. A tela multimídia de 12,9 pol. tem ótima definição, apoio perfeito para o pé esquerdo e alavanca seletora de câmbio do tipo joystick, além de carregador de celular por indução. Motor apresenta ronco discreto e respostas imediatas, embora inferior aos dois concorrentes orientais. Aceleração 0 a 100 km/h em 6,1 s.

Picape média Poer da GWM estreia com bom preço

Objetivo é tornar-se alternativa viável dentro de um dos segmentos mais disputados do mercado. Poer P30 estreia com motor 2,4 L, turbodiesel, 184 cv, 48,9 kgf·m, câmbio automático de nove marchas, além de tração configurável em 4×2, 4×4 High e 4×4 Low. A cabine tem central multimídia de 14,6 pol., câmeras 360° e bancos dianteiros climatizados. Destaque para condução semiautônoma nível 2+. Dimensões um pouco maiores que as da Toyota Hilux: comprimento, 5.416 mm; entre-eixos, 3.230 mm; largura, 2.107 mm; altura, 1.884 mm; vão livre do solo, 227 mm, caçamba, 1.135 L; massa em ordem de marcha, 2.050 kg.

Primeiras impressões da picape média chinesa foram em um percurso de aproximadamente 50 km nos arredores de São Francisco do Sul (RS). O teste off-road mesclou trechos de lama, subidas íngremes e passagens estreitas, o que exigiu robustez mecânica e recursos de tração eficientes.

No terreno mais difícil, surpreendeu pela facilidade em superar obstáculos. O motor entregou desempenho bom (embora abaixo de concorrentes com mais de 200 cv) desde baixas rotações e nível baixo de ruído. Com modos High e Low, o conjunto de tração 4×4 mostrou disposição em condições críticas. As suspensões filtraram bem os impactos, mesmo em situações de maior exigência.

O sistema de câmeras ajudou na visualização em espaços estreitos, enquanto os modos de condução facilitaram a adaptação da picape ao tipo de piso. Dentro da cabine com bom acabamento, o conforto não ficou em segundo plano, particularmente o isolamento acústico. No geral proporcionou uma experiência adaptada ao uso severo no Brasil e pronta para uma concorrência de mercado desabrida.
Preço: R$ 240.000 a R$ 260.000.
www.fernandocalmon.com.br

 

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Chegam em outubro os esportivos da Volkswagen Golf e Jetta

A Volkswagen do Brasil promete para outubro deste ano a chegada de dois esportivos muito desejados: o Golf GTI e o Jetta GLI. Em sua oitava geração, o Golf GTI faz retorno histórico ao Brasil com motor mais potente.

Desde 1993, o Golf GTI ganhou o coração dos brasileiros com um conjunto que encanta os entusiastas por carros, uma representação fiel a sigla “Gran Turismo Injection”: um hatch espaçoso, potente e com ótima dirigibilidade. O modelo chega com motor de dois litros, turbo de quatro cilindros e com 245 cavalos de potência e 37,7 kfgm de torque. O câmbio de dupla embreagem DSG de 7 velocidades, que permite a função de Launch Control no modo Sport, tem tempo de resposta 13% menor, levando o GTI de 0 a 100 km/h em 6,1 segundos, nove centésimos abaixo da geração anterior.

Já o sedã Jetta GLI é um modelo familiar, mas com um desempenho de esportivo. Ele vem com um motor 2,0 litros turbo que oferece 231 cavalos de potência e 35,7 kgfm de torque, isso já adaptado ao Proconve L8. Acoplado ao conjunto está a transmissão de dupla embreagem DSG de 7 marchas. Na configuração, o GLI alcança os 100 km/h em apenas 6,6 segundos, com opção de Launch Control.

Os preços só serão divulgados no lançamento.

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Novo esportivo Volkswagen GTI 2026 é mais rápido que um avião

A Volkswagen se prepara para lançar no mercado nacional uma lenda da esportividade: o novo Golf GTI.  E para promover o modelo, a marca alemã fez uma competição muito interessante no Aeroporto de São Joaquim da Barra, no interior de São Paulo. O esportivo “enfrentou” numa pista de decolagem de 1.320 metros, simplesmente um avião Beechcraft Bonanza G36.

Com o Launch Control acionado, o Golf GTI com os 245 cavalos produzidos pelo motor EA888 de quatro cilindros, 2.0l turbo, larga próximo do Bonzana G36 com seu motor seis cilindros aspirado gerando 300 cavalos. Após 6,1 segundos, o GTI rompe a barreira dos 100 km/h e abre distância do Beechcraft. Um pouco antes da linha de chegada, seu “rival” surge no retrovisor, prestes a decolar. Vitória do Golf GTI!

No comando dos “aviões”, Ciro Possobom, CEO e presidente da Volkswagen do Brasil conduziu o Golf GTI, enquanto o empresário Luiz Gustavo Junqueira Figueiredo pilotou seu Bonanza.

O Golf GTI ganhou a corrida em solo, enquanto o Beechcraft G36, logo atrás do carro, começa a decolar, contorna a pista novamente e se aproxima do aeroporto para um rasante incrível sobrevoando o cenário da disputa.

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Sucesso mundial, Polo comemora 50 anos de seu lançamento

A Volkswagen sempre tiveram modelos marcantes e campeões de vendas. O maior foi o Fusca. Mas o Golf, Passat e o Polo não ficam muito atrás.

Lançado em 1974 na Alemanha, começou a ser comercializado naquele País no início de 1975. Ao longo de seis gerações, o modelo já superou 20 milhões de unidades vendidas em todo o mundo. Sucesso de vendas em todo o mundo, chegou ao Brasil em 2002.

Com a difícil missão de substituir o Fusca no mercado europeu, o “irmão” menor do Golf, que havia sido lançado em março de 1974, chegou com inovações e design surpreendente para a época.

O Polo foi baseado no Audi 50. Com linhas modificadas, a produção era feita maior fábrica da Volkswagen da Alemanha, em Wolfsburg, e iniciou a comercialização para o mercado alemão em março de 1975 (exatamente um ano após o Golf).

Para o início da produção do Polo no Brasil, em 2002, a fábrica da Anchieta, em São Bernardo do Campo-SP passou por uma grande modernização. A planta fabril foi equipada com avançadas tecnologias e modernos processos de produção para a época, incluindo 400 robôs, solda a laser e pintura automatizada. O modelo exigia isso.

Em 2022 retorna ao mercado “substituindo” o Gol, que foi lançado em 1980, vendeu quase 7 milhões de unidades e foi líder de vendas por 27 anos.

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Volkswagen comemora os 50 anos da inovadora Brasília

A menos de um mês para comemorar os seus 70 anos de sucesso no Brasil, a Volkswagen já está em festa por conta de outra data importante: os 50 anos do lançamento da Brasília.

O modelo, que homenageava a Capital Federal, chegou ao mercado como uma revolução graças ao espaço interno, design moderno e motor resistente.

Com a mensagem publicitaria, “Uma nova tendência estilística para o automóvel brasileiro”, nascia a Brasília em junho de 1953. Nascia também um modelo icônico para a indústria nacional e que popularizou o segmento de hatches por aqui.
No bonito museu que a marca alemã guardada algumas preciosidades no interior da fábrica da Anchieta, em São Bernardo do Campo, a Brasília tem um lugar de destaque.

1982 a última

No museu, onde tem modelos raros e valiosos, a Volkswagen do Brasil mantém uma unidade: uma Brasília 1982. A unidade foi uma das últimas produzidas antes do fim do modelo, saiu diretamente da linha de produção para as salas da engenharia da Volkswagen. Nunca emplacado, o modelo mantém toda sua originalidade e tem exatos 460 quilômetros marcados em seu hodômetro. Seu motor é um 1,6 litro a gasolina e carburação dupla.

Entre os destaques da unidade, pintada na cor metalizada Verde Mármore, estão o interior com revestimento vinílico nas portas e laterais de bancos, os detalhes em madeira no painel e até um simpático relógio do lado esquerdo do quadro de instrumentos. A versão LS também ostenta acendedor, bancos dianteiros com encosto para a cabeça e desembaçador traseiro.

Primeiro hatch

Em quase 10 anos de produção, o Brasília atingiu a marca de 1 milhão de unidades fabricadas em seu sétimo ano de mercado. Foi o segundo veículo a conquistar tal feito – o primeiro foi o Fusca.

Seu projeto começou ainda no início da década de 1970, com estudos e testes. O ponto de partida foi a plataforma mecânica da linha VW-1600, mas sua diretriz era clara: o mercado precisava de um veículo totalmente novo em estilo, em desempenho e de preço competitivo.

O primeiro passo foi a definição preliminar do estilo do veículo, sendo aprovado pelo então presidente da Volkswagen, Rudolf Leiding, e fruto do traço do designer Marcio Piancastelli.

O veículo concebido tinha o seu ponto marcante no tamanho do para-brisa dianteiro, de dimensões realmente incomuns para a época. Fato curioso é que os técnicos chegaram às primeiras medidas visando o estabelecimento das dimensões aproximadas que o veículo teria, adotando como padrão de medida um boneco com o tamanho exato de um brasileiro médio.

Vale ressaltar também que, absolutamente todo o processo de desenvolvimento do veículo, desde o projeto de estilo da carroçaria aos protótipos, esteve a cargo de engenheiros e técnicos brasileiros.

De linhas retas e equilibradas, a Brasília inaugurava uma nova tendência estilística para o automóvel brasileiro. Sua concepção obedeceu ao mais atualizado e racional design da indústria automobilística europeia da época.

Ainda seduzia amantes das viagens pelo grande porta-malas dianteiro de 135 litros e pelo bagageiro interno, que possuía 273 litros com a possibilidade de alcançar até 970 litros.

O responsável por fazer mover a Brasília era o motor 1.600 cm³ de 60 cavalos. Em 1975 veio a versão com dois carburadores, elevando a potência para 65 cavalos.

O modelo já trazia recursos de segurança como painel acolchoado, freios a disco na dianteira, trava especial no capô dianteiro e estrutura já desenvolvida para absorver a energia cinética em caso de colisão, preservando o habitáculo e a segurança dos ocupantes.

Foi exportado para mais de 25 países, incluindo México, Venezuela, Portugal e Nigéria, seus principais mercados. Saiu de cena em março de 1982.

 

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