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Hospital da Mulher promove manhã de cuidado à gestação e ao pós-parto neste sábado

O Centro de Referência de Assistência Integral à Mulher (Craim), o Hospital da Mulher de Campinas, realiza a primeira edição do “Passos para uma Nova Vida”, uma manhã dedicada ao acolhimento, à informação e ao cuidado durante a gravidez e o período pós-parto neste sábado, 15 de agosto, das 9h às 12h.

A participação é gratuita e não exige inscrição nem agendamento. O evento é aberto a todas as gestantes e suas famílias, com um espaço de recreação para as crianças.

O evento acontece no Dia da Gestante e mês do Agosto Dourado, campanha nacional de incentivo ao aleitamento materno. A programação reserva espaço especial para orientações sobre amamentação e os primeiros cuidados com o bebê.

Confira algumas das atividades:

– Vacinação das gestantes, com os imunizantes indicados para o período, como os contra gripe (influenza), covid-19, dTpa (tríplice bacteriana), hepatite B e vírus sincicial respiratório (VSR);
– Oferta de ultrassonografia fetal a 20 gestantes, previamente agendados;
– Orientações sobre amamentação e os primeiros cuidados com o bebê;
– Orientações sobre os direitos da criança e ações do poder público e sociedade civil pela proteção à infância, e a entrega de um álbum do bebê que fortalece os vínculos familiares, com o Programa Primeira Infância Campinas (PIC);
– Orientação nutricional e degustação de lanche saudável, em parceria com a Ceasa;
– Atividade física e fisioterapia voltada às gestantes;
– Roda de conversa sobre saúde mental e atenção à depressão na gestação e no pós-parto;
– Orientações sobre os direitos das gestantes, com apoio da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social;
– Ações de enfrentamento à violência contra a mulher, em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres.

As atividades serão conduzidas por uma equipe multiprofissional formada por médicos, enfermeiros, nutricionista, assistente social, psicólogo e fisioterapeuta, também com a participação de estudantes das ligas acadêmicas da Faculdade São Leopoldo Mandic.

“Queremos acolher a gestante e a família em um só lugar, reunindo informação, orientação e cuidado. Cada mulher precisa se sentir segura e amparada em uma fase tão importante da vida”, afirma a coordenadora da Área de Saúde da Mulher de Campinas, Miriam Nobrega.

Serviço
Evento “Passos para uma Nova Vida”
Data: sábado, dia 15 de agosto
Horário: das 9h às 12h
Local: Craim – Hospital da Mulher de Campinas
Endereço: avenida das Amoreiras, 500 – Parque Itália

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A diferença para os cães de assistência e como o treinamento funciona

Especialista com 37 anos de profissão e mais de 1.800 animais treinados explica como cães preparados para detectar crises de diabetes, epilepsia e outras condições se diferenciam dos cães-guia e ganham espaço em diferentes tratamentos

Quando o assunto é cão de assistência, a primeira imagem que vem à cabeça costuma ser a de um animal guiando uma pessoa com deficiência visual pelas ruas. Essa associação, porém, deixa de fora uma categoria que cresce a cada dia dentro da medicina: a dos cães de alerta médico, treinados para identificar sinais do corpo humano antes que uma crise de saúde se manifeste.

O adestrador Glauco Lima, referência nacional no adestramento e especialista em cães de assistência médica e alerta médico, atua há 37 anos na área e já treinou cerca de 1.800 animais. Para ele, o cão deixou de ser apenas companhia para se tornar uma ferramenta real de prevenção e cuidado com a saúde humana. “Não falo de intuição nem de sensibilidade abstrata. Falo de protocolos, de repetição, de amostras e de resultados que já aparecem em publicações científicas sérias”, afirma.

Alerta médico 

A confusão entre as categorias é comum, segundo Glauco. Cães de assistência à mobilidade abrem portas, acendem luzes e ajudam em deslocamentos de pessoas com limitações físicas, entre elas os cães-guia para pessoas com deficiência visual. Já os cães de alerta médico cumprem outra função: identificam alterações químicas e comportamentais que antecedem uma crise. “O cão pode detectar alterações químicas no odor corporal, como o cheiro frutado que indica hipoglicemia”, explica o adestrador, ao descrever o funcionamento desse tipo de treinamento em pacientes com diabetes.

Essa atuação se estende a outras condições. Segundo Glauco, cães de alerta médico já são treinados para sinalizar crises de epilepsia antes que elas ocorram, auxiliar na regulação emocional de crianças no espectro do autismo e contribuir com o manejo de transtorno de estresse pós-traumático e depressão. “Isso é independência funcional”, pondera o adestrador, ao comentar sobre o impacto desses animais na rotina dos pacientes.

Cão percebe 

O olfato é a principal ferramenta desses animais. De acordo com Glauco, cães têm capacidade olfativa muito superior à do ser humano de perceber odores, o que permite identificar compostos liberados pelo organismo em situações de crise. Além do faro, os cães também são treinados para observar mudanças sutis na postura, na respiração e na frequência cardíaca do responsável pelo animal.

O adestrador relata o caso de uma responsável por um animal com diabetes tipo 1: “a cadela dela avisa com uma patada no joelho quando o quadro é de hipoglicemia, e no pé quando é de hiperglicemia, um sinal que se torna ainda mais importante durante a noite, enquanto ela dorme”, diz Glauco.

Trabalho pronto

O treinamento de um cão de alerta médico é um processo longo, que pode levar de 18 meses a dois anos. Segundo Glauco, tudo começa pela exposição do animal a amostras de suor ou saliva do responsável coletadas durante episódios de crise. Essas amostras são associadas a recompensas, até que o cão aprenda a sinalizar a detecção do odor com um comportamento específico, como tocar o responsável com a pata, cutucar com o focinho ou buscar um objeto, como um kit de emergência.

“Uma vez munidos dessas amostras, ensinamos o cão pareando o odor com recompensas. A seguir, ensinamos o cão a indicar a amostra correta, apresentando um comportamento de indicação específico”, orienta o adestrador, que também destaca a diferença entre as categorias de trabalho: “existe uma diferença entre cães de alerta médico, que avisam a pessoa sobre uma alteração química que pode gerar uma reação indesejada com antecedência, e o cão que é treinado para reagir de maneira específica para ajudar a pessoa uma vez que a reação acontece”, complementa.


Australian Cobberdog, Golden Retriever, Labrador e Standard Poodle estão entre as raças mais utilizadas, por características de equilíbrio emocional e capacidade de aprendizado, mas cães sem raça definida também podem atuar na função, desde que atendam aos critérios comportamentais necessários. Depois da fase olfativa, os animais ainda passam por socialização e aprendizado de comandos básicos, etapas que garantem seu desempenho em ambientes públicos.

Um cuidado que cresce a cada dia

Para Glauco, o horizonte para os próximos anos é o de cães trabalhando lado a lado com equipes multidisciplinares de saúde, não como substitutos de exames e acompanhamento médico, mas como uma camada adicional de prevenção e cuidado. “Chamo esses animais de guarda-costas da saúde humana, porque eles detectam crises, acalmam, previnem recaídas e resgatam o afeto”, afirma.

O adestrador reforça, no entanto, que o trabalho não dispensa acompanhamento profissional: cada caso deve ser avaliado individualmente por uma equipe de saúde antes da entrada de um cão de alerta médico na rotina de tratamento. Ainda assim, para ele, a relação entre humanos e cães já ocupa um espaço consolidado dentro da medicina contemporânea, com tendência de ganhar ainda mais força no Brasil e no mundo.

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Escola Comunitária de Campinas promove palestra com Daniel Becker

A Escola Comunitária de Campinas (ECC), em parceria com a Papirus Editora e apoio do shopping Iguatemi Campinas, promove palestra com o médico pediatra Daniel Becker — “A infância sequestrada pelas telas: O desafio de educar na era digital” —, tema e título de seu mais recente livro, escrito junto com o educador e autor Ilan Brenman, que debate os efeitos da hiperexposição às telas. A palestra acontecerá no dia 28 de maio, 19h30, no Teatro Oficina do Estudante Iguatemi, e as inscrições já podem ser feitas pelo Sympla ou pelo site da ECC. Cada inscrito terá direito a um exemplar da obra.

O evento é uma edição especial do “Diálogos ECC”, e convida pais, educadores e demais interessados para refletir sobre os impactos do excesso de telas no desenvolvimento infantil, apontando caminhos reais para garantir a integridade da infância e o direito de brincar.

Por meio de parceria com o programa Primeira Infância Campineira (PIC), parte dos ingressos será destinada a profissionais de instituições de ensino, creches, entidades e serviços que atuam com as infâncias em nossa cidade.

Serviço
Palestra: “A infância sequestrada pelas telas: O desafio de educar na era digital”, com Daniel Becker
Data: 28/05 (quinta-feira)
Horário: 19h30
Local: Teatro Oficina do Estudante Iguatemi – Shopping Iguatemi Campinas
Inscrições: Sympla ou ECC (condições especiais para famílias da Escola Comunitária e clientes Iguatemi One).

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Profissionais do Mário Gattinho passam por treinamentos em emergências

Cerca de 50 profissionais do Hospital Municipal Mário Gattinho, em Campinas, passaram por treinamentos com simulações de emergências pediátricas. As atividades tiveram a participação de médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem da unidade, que é referência em atendimento de pediatria em Campinas.

As capacitações foram ministradas por Alexandre Carvalho Nogueira, médico instrutor do Núcleo de Ensino e Pesquisa (NEP) da rede. Foram realizadas três simulações de casos clínicos baseados em situações reais.

“O primeiro foi uma simulação de atendimento a criança asmática grave com consequente parada cardiorrespiratória. O segundo foi um politrauma onde a criança apresentava-se em choque hipovolêmico após um trauma automobilístico. O último caso foi o atendimento de um lactente com quadro de bronquiolite e necessidade de suporte ventilatório”, detalhou Alexandre.

 

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Falta de acesso a mamógrafos limita prevenção do câncer de mama

No mês de conscientização sobre o câncer de mama, um relatório destaca a importância de acesso igualitário ao rastreamento e tratamento da doença. Segundo o Atlas da Radiologia no Brasil, do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), o acesso aos mamógrafos ainda é um desafio.

O país tem 6.826 equipamentos registrados, sendo 96% em funcionamento. Metade deles está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), responsável por atender 75% da população. Isso equivale a 2,13 mamógrafos por 100 mil habitantes dependentes do SUS.

Na saúde suplementar, que cobre 25% da população, o cenário é mais favorável: 6,54 aparelhos por 100 mil beneficiárias, quase o triplo da rede pública. O Acre exemplifica essa disparidade — são 35,38 mamógrafos por 100 mil habitantes na rede privada, contra 0,84 no SUS.

Há disparidades regionais. Roraima tem a menor proporção (1,53 por 100 mil), seguida do Ceará (2,23) e Pará (2,25). A Paraíba lidera o ranking (4,32), à frente do Distrito Federal (4,26) e do Rio de Janeiro (3,93).

Segundo a coordenadora da Comissão Nacional de Mamografia do CBR, Ivie Braga de Paula, todos os estados têm número suficiente de aparelhos para o exame. Mas um conjunto de gargalos dificultam o acesso e geram subutilização.

“Há problemas de informação, de comunicação, de acesso e logística, principalmente na Região Norte. Por exemplo, os mamógrafos ficam nas cidades mais centrais e a população ribeirinha não consegue chegar. Às vezes, tem que andar seis a sete horas de barco para fazer uma mamografia. Até nos grandes centros, as pacientes da periferia não têm informação suficiente e enfrentamdificuldades para marcar e chegar em um local com mamógrafo”, diz Ivie.

O Brasil tem uma cobertura muito baixa de mamografias: 24%. O ideal recomendado pela Organização Mundial da Saúde é de 70%. Mesmo em lugares como o estado de São Paulo, que tem a maior concentração de mamógrafos do país, a taxa gira em torno de 26%.

Em setembro, o Ministério da Saúde ampliou as diretrizes de rastreamento, recomendando que mulheres entre 40 e 49 anos realizem mamografias, mesmo sem sintomas. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Imca), mais de 73 mil mulheres recebem o diagnóstico de câncer de mama anualmente no Brasil.

“O que é efetivo na redução da mortalidade é você descobrir o tumor antes de ter sintoma clínico. Quanto menor o tumor, melhor para a gente descobrir o tratamento e maior a chance de cura. E a gente só consegue fazer isso com exames de imagem”, diz Ivie.

Ela explica que no caso de diagnóstico de um câncer de mama com menos de 1 cm, a chance de cura é de 95% em cinco anos, independentemente se ele é do tipo mais agressivo. “E esses tumores só vão ser detectados na mamografia. Essas pessoas que têm que ir fazer mamografia são mulheres saudáveis. Não são mulheres doentes”, acrescenta.

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COC realiza ação para detecção e conscientização de câncer de pele

O Centro de Oncologia Campinas promove no próxima segunda-feira, dia 16/6, uma campanha de conscientização sobre o câncer de pele. Médicos da instituição realizarão gratuitamente exames para detecção de lesões, das 9h às 16h, na sede em Barão Geraldo. A ação é aberta a pessoas de todas as idades e conta com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde de Campinas. Os casos suspeitos serão encaminhados pelo COC à rede municipal.

A prevenção ao câncer de pele é duplamente lembrada ao longo deste mês. Junho Preto destaca a importância da detecção precoce do câncer de pele do tipo melanoma, enquanto o Dia Global de Conscientização sobre o Câncer de Pele Não Melanoma é celebrado em 13 de junho para reforçar a atenção à neoplasia mais incidente no mundo.

Os participantes da ação devem levar um documento de identificação e comprovante de endereço. Todos serão examinados em consultório pela dermatologista Eliane Moreno e o atendimento será por ordem de chegada. Além da identificação visual, o exame ocorrerá com auxílio de dermatoscópios, pequenos microscópios médicos projetados com sistema de luz direcionado ao diagnóstico de lesões na pele.

“A prevenção é altamente eficaz e deve ser enfatizada em campanhas educativas, especialmente para populações de risco. O acompanhamento dermatológico regular é crucial para detecção precoce, reduzindo a morbidade e a necessidade de tratamentos agressivos”, detalha o oncologista Fernando Medina, do Centro de Oncologia Campinas.

O oncologista aponta a população mais suscetível ao câncer de pele: pessoas pele clara; idosos – a incidência aumenta com a idade devido ao dano cumulativo da exposição solar; imunossuprimidos; trabalhadores com ocupações ao ar livre; e indivíduos com lesões pré-existentes – pessoas com queratoses actínicas, cicatrizes crônicas ou infecções por HPV.

Tipos de câncer

O câncer de pele não melanoma é o tipo mais comum de câncer de pele, caracterizado por crescimento anormal de células cutâneas, geralmente associado à exposição solar crônica. No Brasil, representa cerca de 30% de todos os cânceres diagnosticados.

“O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima 220 mil novos casos de câncer de pele não melanoma por ano, no triênio 2023-2025. O Carcinoma Basocelular é o tipo mais comum e representa de 70% a 80% dos casos. Tem crescimento lento e raramente metastatiza”, detalha Medina. Metástase é quando o câncer se espalha para outros órgãos do corpo.

De 20% a 30% dos casos de câncer de pele não melanoma são Carcinomas Espinocelulares, que se originam nas células escamosas da epiderme, especifica Medina. “Esse é um tipo mais agressivo do que o Carcinoma Basocelular, com maior potencial de metástase, de 2% a 5%”, especifica.

O melanoma é agressivo e com alto risco de metástase. Por ano, são diagnosticados no Brasil 8.450 novos. Conforme o Inca, a doença responde por até 4% das neoplasias malignas de pele e tem origem nas células produtoras de melanina (substância que determina a cor da pele). O prognóstico positivo do melanoma está diretamente ligado à detecção precoce.

As lesões malignas de pele normalmente têm mais de 6mm de diâmetro. É motivo de alerta sinais como pequenas feridas que não cicatrizam; crescimento da mancha; ocorrência de vermelhidão, inchaço, coceira ou sensibilidade; e mudança do aspecto ou da cor.

Diagnóstico

A médica do Centro de Oncologia Campinas, Mary da Silva Thereza, explica que além da utilização do dermatoscópio nos exames que serão realizados nesta segunda-feira (16), a avaliação levará em consideração aspectos visuais das manchas e histórico do paciente. Para detecção de suspeita de melanoma, por exemplo, cinco questões são consideradas.

“Usamos a chamada regra ABCDE, que considera a assimetria (uma metade da mancha não é igual à outra); as bordas, se são regulares ou não; a cor das pintas, ou seja, se ela é uniforme ou tem cores diferentes; se existe coceira ou não; o diâmetro – lesões que passam de 6 mm são mais suspeitas – e a evolução relatada pelo paciente”, detalha. “Se a mancha apresentar um desses fatores não significa que pode ser câncer, o que prevalece é o conjunto, a combinação de todos”, esclarece a médica.

Não há áreas do corpo específicas para o surgimento do câncer de pele, explica a oncologista. As lesões podem aparecer em todas as partes, mas as regiões mais expostas ao sol, como rosto, orelhas, pescoço, couro cabeludo, ombros e costas, são mais suscetíveis à doença.

Serviço
Ação de Prevenção e Conscientização sobre o câncer de pele
Quando: Dia 16/6
Onde: Centro de Oncologia Campinas – Rua Alberto de Salvo, 311, Barão Geraldo
Horário: das 9h às 16h (atendimento por ordem de chegada)
O que levar: documento de identificação e comprovante de residência
Quanto: gratuito
Realização: Centro de Oncologia Campinas e Secretaria Municipal de Saúde de Campinas

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Num socorro, passar as informações certas podem salvar uma vida

Aconteceu um acidente e é preciso ligar para o serviço de emergência. Qual número acionar? Esta pode ser a primeira dúvida que surge no momento de pedir socorro. O Serviço Móvel de Urgência (Samu), que é acionado pelo telefone 192, atende ocorrências de emergência e urgência clínicas e traumáticas, como problemas cardiorrespiratórios, trabalhos de parto, crises hipertensivas, hipoglicemia, acidentes com múltiplas vítimas, entre outras. Atende desde as ocorrências menos graves até as gravíssimas, em todas faixas etárias.

Com equipamentos e tecnologias de ponta, o Samu de Campinas tem 250 profissionais, treinados e qualificados com excelência e em constante treinamento, para atender urgências e emergências.

Estrutura 

O Samu possui dois tipos de ambulâncias para atendimento: as Unidades de Suporte Avançado (USAs) ou viaturas UTI, que são equipadas para atendimentos complexos em situações de urgência e emergência, de pacientes em estado grave ou crítico, que necessitem de cuidados médicos intensivos, e as Unidades de Suporte Básico (USB) ou viaturas básicas, destinados ao atendimento e ao transporte de pacientes que não necessitam de intervenção médica no local ou durante o transporte.

Suporte Avançado

Essas ambulâncias contam com equipamentos supermodernos e funcionam como UTIs móveis, nas quais é possível realizar intubações orotraqueais, a manutenção do paciente em ventilação mecânica, e ofertar o suporte avançado de vida até chegar a uma unidade hospitalar. O Samu Campinas é pioneiro no oferecimento da medicação Tenecteplase, um trombolítico usado em casos de infarto do coração.* A USA é tripulada por uma equipe composta por médico intervencionista, enfermeiro e condutor.

 Suporte Básico

As viaturas Unidade de Suporte Básico (USB) ou viaturas básicas são veículos destinados ao atendimento e ao transporte de pacientes que não podem aguardar a intervenção médica no hospital, sem risco imediato de morte. Essas unidades são equipadas com materiais para imobilização, curativos, acesso venoso, entre outros. As USBs de Campinas possuem desfibrilador externo e automático (utilizado em casos de arritmia cardíaca) e são capazes de fazer atendimentos em pacientes com hipoglicemia (baixa taxa de açúcar no sangue) e até partos emergenciais, entre outros. A USB é tripulada por um técnico de enfermagem e o condutor.

Controle 

Outro ponto importante da chamada para o Samu é que a pessoa ao telefone mantenha a calma e responda a todas as perguntas feitas, porque isso pode impactar no tempo de chegada da ambulância ao local.

Ao ligar para o 192, o cidadão vai falar com o técnico auxiliar de Regulação Médica (TARM), um profissional que atua na Central de Regulação do Samu, responsável por receber as ligações de emergência, coletar informações e encaminhar os casos para o médico regulador. Esse profissional auxilia o médico e faz perguntas importantíssimas, além de registrar qual é a queixa.

Apesar de geralmente as pessoas estarem nervosas quando ligam, é muito importante responder com clareza e objetividade o que o TARM pergunta: nome do solicitante, confirmação do número do telefone que está realizando a ligação, o endereço, que é fundamental ser passado com as informações completas: rua, número, bairro e principalmente, um ponto de referência, porque isso vai dar assertividade e agilidade para a viatura chegar ao local.

Depois de conversar com o TARM, o solicitante fala com o médico, o profissional conversa com todas as ligações que são feitas. “O cidadão é o olho do médico na cena e por isso ele tem que estar calmo. Ele vai fazer perguntas mais específicas e, baseado nessas informações, o profissional vai definir qual a prioridade, com base na gravidade da vítima naquela ocorrência, e assim definir o tipo de recurso: se é suporte avançado ou suporte básico de vida”, explica  Ana Carolina Sichiroli, coordenadora de Urgência e Emergência do Samu e das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da rede Mário Gatti de Urgência, Emergência e Hospitalar.

Segundo ela, a classificação de prioridades também é realizada para os atendimentos de suporte básico e tem o objetivo de atender primeiro as pessoas com maior gravidade, semelhante às classificações nos hospitais e UPAs para o atendimento de emergência. Assim como toda a rede Mário Gatti, da qual o Samu faz parte, o serviço móvel é porta aberta e não nega atendimento. “Todos são atendidos, mas existe a prioridade por ordem de gravidade”, ressalta Ana Sichiroli.

Atendimento

O tempo de solicitação até a chegada da ambulância do Samu vai depender da gravidade e do local da ocorrência. “Às vezes conseguimos chegar em dois, cinco minutos. Outras vezes, existe a questão do trânsito e aí o tempo pode subir para uns 10 minutos”, explica a coordenadora do Samu.

Para chegar mais rápido até o local, as viaturas são descentralizadas. Existe a base do Centro, onde ficam uma ambulância avançada e cinco básicas. Dentro da UPA Anchieta ficam uma viatura avançada e três básicas. Já a UPA Campo Grande é a base de duas ambulâncias básicas. O Complexo Hospitalar Prefeito Edivaldo Orsi (Ouro Verde) é o local onde fica uma ambulância avançada e duas básicas.

O Samu de Campinas foi o primeiro no Brasil a ter o Tenecteplase, medicação usada para infarto do coração, que remove a obstrução de artérias coronárias. O fármaco, que salva vidas, está no Serviço Móvel de Urgência de Campinas desde 2012 e é um diferencial para o atendimento de urgência e emergência da população.

Bombeiros

O Corpo de Bombeiros é acionado pelo 193 e faz resgates e salvamentos, como por exemplo, atendimentos de afogamento, incêndios, cenários de acidentes em que veículos têm ferragens retorcidas e necessitam retirar as vítimas do interior dos carros, entre outros. São profissionais que passam pela academia dos Bombeiros e são altamente qualificados.  O Corpo de Bombeiros, em conjunto com o Grau (Grupo de Resgate e Atenção às Urgências), possui uma viatura de suporte avançado, assim como o Samu. Os dois serviços atuam em parceria para atender a população de Campinas.

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Rede Hospitalar Mário Gatti quer contratar 12 médicos pediatras

A procura pelo atendimento médico a crinaças com doenças respiratórias, fez a Rede Mário Gatti abrir um processo seletivo simplificado para a contratação emergencial e temporária de 12 médicos pediatras. As inscrições começaram hoje (5) e vão até amanhã. Os interessados devem se inscrever exclusivamente pelo site www.redemariogatti.sp.gov.br.

doenças respiratórias Os profissionais irão atuar principalmente na Unidade Pediátrica Mário Gatinho, mas também poderão trabalhar em outras unidades da Rede Mário Gatti, como as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Hospital Ouro Verde, caso houver necessidade. O contrato de trabalho terá duração de seis meses, prorrogáveis pelo mesmo período. Segundo o cronograma do processo seletivo, a previsão é de que os médicos comecem a atuar no dia 16 de maio.

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Reforma no Mário Gatti transfere cirurgias para o Hospital do Amor

A partir de hoje (25), as cirurgias ambulatoriais que seriam realizadas no Hospital Municipal Dr. Mário Gatti passarão a ser realizadas no Hospital do Amor, na avenida das Amoreiras 860. A unidade hospitalar fica a 500 metros de distância. A transferência ocorre para a realização de obras de reforma do anexo do Ambulatório de Especialidades onde está instalado o centro cirúrgico ambulatorial e o posto de coleta de sangue do Hemocentro da Unicamp.

As cirurgias ambulatoriais são procedimentos normalmente de menor complexidade, feitos sob anestesia local, podem ser realizados sem necessidade de internação e não requerem um pós-operatório intensivo e de longa duração.

 

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Procedimento feito no presidente Lula tem caráter preventivo

A equipe médica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na manhã desta quinta-feira (12), em coletiva de imprensa realizada no Hospital Sírio-Libanês, que ele está estável e que o procedimento realizado por volta das 7h para evitar um novo sangramento na cabeça foi um sucesso.

O médico Roberto Kalil disse que a previsão de alta está mantida para o início da semana que vem. “Ele está acordado, está comendo, está super estável. Isso não atrasou nem um pouco a programação dos próximos dias que, a depender da evolução do presidente, deverá ter alta no começo da semana”.

Lula foi submetido a uma cirurgia de emergência na última de terça-feira (10) para drenar um hematoma na cabeça, decorrente de uma queda que sofreu em outubro. Kalil garantiu que não houve novo sangramento, após a drenagem, e que o procedimento realizado hoje foi de caráter preventivo.

Os médicos afirmaram ainda que o exame neurológico de Lula está normal. A recomendação é de “repouso relativo” nas próximas semanas. Atividades físicas devem ser postergadas e o presidente deve evitar situações de estresse.

No hospital, apenas familiares de Lula estão liberados para visitá-lo. (Agência Brasil)

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