Minas Gerais

Avião de bimotor cai e bate em prédio em Belo Horizonte

Um avião bimotor de pequeno porte caiu e atingiu um prédio no Bairro Silveira, região nordeste de Belo Horizonte, no fim desta manhã de segunda-feira (4).Segundo informações do corpo de bombeiros, o piloto e o copiloto morreram no local. Três passageiros que estavam a bordo da aeronave foram resgatos com vida e encaminhados a um hospital nas proximidades.

O avião decolou do Aeroporto da Pampulha e caiu poucos minutos após iniciar o voo. O prédio de três andares que foi atingido fica na Rua Ilacir Pereira Lima. Ninguém que estava dentro do edifício se feriu. Os bombeiros e a Polícia Militar estão no local. Até o momento não se sabe o que provocou a queda. (Agência Brasil)

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Stellantis arrecada doações para as famílias afetadas em Minas Gerais

As fortes chuvas que atingiram as cidades de Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata de Minas Gerais, causaram muitas mortes, desabrigados e destruição. Com o objetivo de ajudar essas pessoas, a Stellantis mobilizou uma ação emergencial de ajuda humanitária. Em parceria com a Organização Humanitária Visão Mundial, a companhia irá distribuir kits de higiene pessoal, alimentos e material escolar, através do Kit Ternura Volta às Aulas, para mais de mil famílias em situação de vulnerabilidade social na região.

Para reforçar as operações em campo, a Stellantis disponibilizará três picapes Titano e uma Toro para apoiar as atividades logísticas da Visão Mundial. Os veículos serão utilizados no transporte de suprimentos, deslocamento das equipes humanitárias e demais ações necessárias nas áreas afetadas. A organização também atua na proteção de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, com a criação de Espaços Seguros e a distribuição de Kits de Ternura, voltados ao apoio psicossocial durante o período de emergência.

Como parte da mobilização, a Stellantis, por meio do programa Fiat Comunità, também lançou uma campanha de arrecadação que envolve toda a rede de concessionárias Fiat em Minas Gerais. A ação acontece entre até o dia 31 de março.

Durante esse período, a população poderá realizar doações em qualquer concessionária Fiat do estado, contribuindo com itens como água, alimentos não perecíveis, produtos de higiene pessoal e materiais de limpeza. Todas as arrecadações serão destinadas às comunidades em parceria com o Sesc Mesa Brasil da Zona da Mata.

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Fiat vai comemorar 50 anos de Brasil e lançar um carro totalmente novo

A Fiat, uma das empresas automotivas mais antigas e com um legado espetacular na história da humanidade, foi fundada na Itália em 1899. Chegou ao Brasil em 1973 com o início da fábrica em Minas Gerais, onde seria a partir de 1976 produzido o 147. Denominado hoje de Polo Automotivo Stellantis de Betim, em Minas Gerais, vai comemorar 50 anos em 9 de julho de 2026.

Para marcar essa comemoração a marca vai lançar um modelo completamente novo e mais cinco novos produtos até 2030. Segundo a empresa italiana, é um ponto de virada no portfólio da Fiat no mercado nacional.

“Temos muito orgulho da história construída pela Fiat do Brasil. Nos próximos anos, vivenciaremos uma transformação com a oferta de novas tecnologias”, celebra Frederico Battaglia, Vice-Presidente das marcas Fiat e Abarth para a América do Sul.

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Lançado há 40 anos, o Prêmio foi muito importante para o brasileiro

Projetado pelo estúdio italiano de Giorgetto Giugiaro foi criado em parceria com o time do engenheiro Robson Cotta da Fiat brasileira, em Betim-MG, o sedã Prêmio está completando 40 anos de seu lançamento. Derivado do Uno, modelo foi apresentado em março de 1985, chegou com a missão de dividir mercado com o Volkswagen Voyage, outro sucesso de vendas nos 80 e 90. O modelo foi o sedã da Fiat no Brasil e foi produzido no Brasil de 1985 a 1994 no Polo Automotivo de Betim, em Minas Gerais.

A sua chegada, assim como o Uno, marcou a indústria automotiva brasileira, não só pela modernidade e design, mas o primeiro veículo nacional a oferecer o computador de bordo. O pioneiro equipamento dava ao motorista informações das médias de consumo, velocidade, autonomia e outras informações no espaço que seria do conta-giros. Com bom desempenho para a época, o Prêmio desenvolvia uma potência máxima de 74,1 cavalos e 12,3 kgfm, na sua versão 1.5 litros, mantendo a mesma performance do Uno SX, embora o sedã fosse 134 kg mais pesado. Outro ponto forte do carro era o porta-malas:  muito espaçoso, tinha capacidade para até 530 litros.

Naquela época, o consumidor brasileiro gostava de modelo sedã de duas portas, como era o caso do Chevrolet Monza e o Volkswagen Santana. Esses modelos fizeram, junto com o Prêmio, o consumidor mudar de preferência.

E essa preferência fez o modelo da Fiat chegar ao mercado com duas portas e em duas versões: a S, com motor 1.3 litro, opção de entrada, e a CS, opção mais completa com motor 1.5 litro. Em 1987, dois anos após o lançamento, o Fiat Prêmio passou por mudanças e ganhou quatro portas na versão CLS, além de itens adicionais de conforto como ar-condicionado, vidros e travas elétricas. Em 1989, recebeu um upgrade com novo painel e motor Sevel de 1,6 litro. Já em 1991, atualizou o design frontal e, em 1992, começou a ser equipado com injeção eletrônica na versão com motor 1,5 litro.

Por uma opção de estratégica, a Fiat passou a fabricação do Prêmio para a Argentina e que mudou de nome para Duna. Além de sucesso de vendas no Brasil e na Argentina, o Prêmio/Duna passou a ser vendido em outros países da América Latina e até para a Europa.

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Coluna Fernando Calmon — Novembro foi melhor mês do ano em vendas por dia

Coluna Fernando Calmon nº 1.330 — 3/12/2024

Novembro foi melhor mês do ano em vendas por dia

O mercado reagiu bem no mês passado e as previsões para o fechamento de 2024 foram até revisadas para cima pela consultoria Bright (Anfavea, só na próxima semana). Com 12.674 emplacamentos por dia, 16,9% superior aos 10.843 de outubro, maior ritmo até então, o fechamento do ano deve totalizar em torno de 2,5 milhões de unidades entre veículos leves e pesados. Fenabrave acredita em um pouco além isso.

As vendas diretas representaram até agora 51,81% do total nos 11 primeiros meses deste ano. É preciso observar que, além das locadoras, muitos profissionais liberais ajudam nessa estatística. Trata-se de pessoas físicas optantes por um preço mais favorável ao usar seu CNPJ. Fabricantes costumam oferecer descontos maiores para este segmento, em particular quando o mercado permanece longe do auge de 2013.

Outra observação é quanto ao crescimento dos registros em Minas Gerais. Este Estado responde por 24,7% dos emplacamentos totais em razão de grandes locadoras receberem incentivos para tal. São Paulo representa 27,6%, ainda maior, porém aquela ressalva segue como referência.

Curiosamente as diversas marcas da China juntas detinham 6,7% de participação total em outubro e caíram para 4,6% em novembro. Elas estão concentradas em elétricos e híbridos e têm pouca presença nos híbridos básicos (semi-híbridos). Previsões apontam que as chinesas devem fechar com 7% este ano e 11% em 2027, cresceriam cerca de 1,3 ponto percentual por ano, abaixo do que se estimava.

Já a cidade de São Paulo deve aprovar a ampliação até 2030 da isenção do rodízio e devolução de sua quota-parte (50%) do IPVA para proprietários de modelos híbridos, elétricos e a hidrogênio. Um estímulo especialmente aos semi-híbridos que conseguem em média até 7% de economia de combustível apenas no uso urbano.

Panorama confuso no exterior traz até renúncia

Na coluna anterior pontuei as várias notícias que assolam a indústria automobilística mundial em uma tumultuada e hesitante migração de tecnologia de motores térmicos para elétricos. Agora o impacto foi a renúncia de Carlos Tavares do comando mundial da Stellantis. O cenário geral internacional já era confuso quando a empresa franco-ítalo-germano-americana, com antecedência de um ano, anunciou estar em busca em busca de um sucessor para o executivo português. Ele veio algumas vezes ao Brasil e sempre demonstrou firmeza de posições e ideias.

No Brasil, Grupo Stellantis vai bem. São cinco marcas – Fiat (líder de mercado), Jeep, Citroën, Peugeot e Ram – que somadas representam 30% da comercialização de veículos leves. Atritos com fornecedores, concessionárias e sindicatos na Europa e nos EUA foram a causa principal da saída prematura de Tavares.

Porém, continuam notícias preocupantes ao redor do mundo. Greves agravam ainda mais a situação muito em razão de açodamento dos governos de países centrais que planejaram e ainda planejam mal a transição energética ou motivadas por divergências e dúvidas sobre a velocidade das mudanças.

Sindicatos paralisaram nove fábricas da VW na Alemanha por algumas horas em protesto contra possível fechamento de três unidades fabris. Vendas da Tesla na China caíram pelo segundo mês consecutivo, apesar de aumento nos subsídios do governo a elétricos (VE). GM aliena uma de suas quatro unidades de produção de baterias por fraca demanda de VE. BYD teve crescimento quase zero na China em outubro, apesar de sua posição altamente dominante.

Fabricante sul-coreana de baterias, LG, pede energia mais barata na União Europeia para enfrentar concorrência chinesa. A transformação para VE na Alemanha pode custar 186.000 empregos até 2035. Avanço chinês parcialmente culpado pela perda imediata de 50.000 empregos de fabricantes de autopeças na Europa e há planos de fechamento ou venda de fábricas. Diretor financeiro da Nissan deixa o cargo, enquanto a empresa enfrenta uma série de desafios.

No momento sem previsão de melhoras neste quadro bem difícil, embora uma guinada em direção aos híbridos já esteja em curso.

Equinox 2025: mais desempenho e agora conexão 5G

Em sua quarta geração, vem do México (isento de imposto de importação) e estreia nova plataforma um pouco mais larga, além de visual renovado. O SUV médio-grande Equinox tem coincidentemente a mesma distância entre eixos (2.730 mm) do venerável sedã Omega. Outras dimensões: comprimento, 4.667 mm; largura, 1.902 mm; altura, 1.713 mm; porta-malas, 469 litros. Assoalho traseiro plano garante conforto para as pernas e pés de quem ocupa o banco traseiro.

Há versões Active e RS, esta com teto preto e para-choque dianteiro diferenciado. Motor 1,5 turbo, gasolina, 177 cv (ganhou 5 cv) e 28,8 kgf·m. Novidade é o câmbio automático de oito marchas (antes, seis), mantida tração 4×4. Aceleração de 0 a 100 km/h em 9,5 s. Segundo a Chevrolet, ficou mais econômico: 9 km/l, cidade; 10,7 km/l, estrada.

No interior destaque para a tela multimídia de 11,3 pol. e sistema Google nativo, com Android Auto e Apple CarPlay, além de carregador sem fio para celular. Primeiro modelo da marca no Brasil com conectividade 5G (até 100 vezes mais rápida a depender da infraestrutura), além da assistência remota OnStar. Segurança dentro do padrão do segmento, entre outros, controle de velocidade de cruzeiro adaptativo e frenagem autônoma de emergência.

Primeiro contato em viagem a Campos do Jordão (SP) e um pequeno trecho de terra. No asfalto, suspensões calibradas para o conforto, embora ainda permita boa sensação de segurança em curvas. Desempenho limitado, em razão da massa de 1.678 kg, todavia considerado correto para uso comedido e familiar. Sistema de permanência em faixa de rodagem bem calibrado. Estranho é o comando do limpador na alavanca à esquerda do volante. Bom apoio lateral do banco do motorista. No uso off-road, fora da vocação do carro, visibilidade boa ajuda e a reação 4×4 é rápida.

Preço, em ambas as versões, é o mesmo: R$ 267.000.

Picape Hunter, da JAC, atrai pelo preço e robustez

A marca chinesa está no Brasil desde 2011, representada pelo Grupo SHC, agora focado exclusivamente na importação de elétricos. Decidiu estrear na ampla oferta de picapes médias a diesel ao trazer a Hunter de dimensões acima da Hilux e todos os seus concorrentes. Mede (mm): 5.330 de comprimento, 3.110 de entre-eixos, 1.995 de largura e 1.920 de altura. Pode carregar 1.400 kg, 40% superior à média do segmento, com massa em ordem de marcha de nada menos que 2.040 kg. Motor entrega 191 cv e 46 kgf·m, algo desproporcional à capacidade de carga. Câmbio automático ZF de oito marchas

Contudo, dificilmente seria utilizada nessa condição utilitária e o importador decidiu apostar no preço e na garantia inédita: R$ 259.000 e oito anos, respectivamente. Na primeira avaliação de São Paulo a Atibaia (SP) deixou impressão imediata de robustez, embora, como se espera, à custa de algum conforto de marcha. Motor responde bem, mas não se trata de uma picape que surpreende em agilidade. Exige certo nível de planejamento nas ultrapassagens em estrada.

A direção, apesar da assistência elétrica, é uma pouco pesada nas manobras, porém reforça a sensação de controle em terrenos difíceis. No off-road, tanto em 4×4 convencional quanto em reduzida, mostra eficiência e confiança em subidas e descidas íngremes. Distância elevada do solo e robustez do chassi reforçam essa experiência de segurança.

A cabine, espaçosa e bem pensada, é desprovida de luxo ou pormenores refinados. Materiais mais simples reforçam o foco utilitário do veículo. O layout funcional apresenta comandos fáceis de usar e uma posição de dirigir confortável. Apesar de o som do motor ser bastante perceptível dentro da cabine, fica dentro do esperado para picapes a diesel deste porte e massa.

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Valor de produção da pecuária tem recorde, com marca de R$ 122,5 bi

O valor de produção na PPM – Pesquisa da Pecuária Municipal 2023 atingiu novo recorde ao chegar à marca de R$ 122,5 bilhões, alta de 5,4% em relação ao ano anterior. Os produtos de origem animal da pesquisa atingiram R$ 112,3 bilhões, alta de 4,5% em relação a 2022, e os itens da aquicultura foram responsáveis por R$ 10,2 bilhões, aumento de 16,7%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (19) pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Apesar do crescimento no valor de produção total ser positivo, a marca de 5,4% a mais que o ano anterior é o menor acréscimo percentual dos últimos cinco anos. O principal item a elevar o valor de produção em 2023 foi “ovos de galinha”, com alta de 17,3% e total de R$ 30,4 bilhões (R$ 4,5 bilhões a mais que no ano anterior). A aquicultura também teve significativo acréscimo, totalizando R$ 1,5 bilhão a mais em relação ao ano de 2022.

O ano de 2023 foi marcado por exportações recordes de carnes in natura bovina, de frango e suína, segundo resultados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O principal destino da carne bovina foi a China, que adquiriu 59,6% de toda carne in natura exportada. Entretanto, o volume foi 3,4% menor quando comparado com 2022. Já no mercado leiteiro, houve alta na importação do produto que, aliado à demanda interna mais baixa, causou uma redução no preço médio pago ao produtor. Foram importadas 199,2 mil toneladas de leite, alta de 87% em relação ao ano de 2022. Essa entrada maciça do produto, aliada à fraca demanda interna, forçou a redução do preço interno do leite que passou de R$ 2,31/litro, em 2022, para R$ 2,27/litro, em 2023.

A pecuária bovina brasileira entrou em um novo ciclo de seu processo produtivo. A tendência dos últimos anos de retenção de fêmeas para reprodução e consequente venda de bezerros e/ou aumento de rebanho tem mostrado arrefecimento. No ano de 2023 foi possível observar aumento de abate de fêmeas após o preço da arroba do boi ter caído. Porém, mesmo com este cenário, o rebanho bovino atingiu novo recorde e chegou a 238,6 milhões de cabeças, alta de 1,6%.

Tecnologia

A produção de leite foi recorde em 2023 ao atingir 35,4 bilhões de litros. Enquanto a produção de leite subiu, o número de vacas ordenhadas decresceu. Foram contabilizadas 15,7 milhões de vacas ordenhadas, 0,1% a menos que em 2022, sendo esse total de vacas ordenhadas o menor já registrado desde 1979. A maior produção de leite com um menor número de vacas ordenhadas é resultado de incremento na tecnologia do setor leiteiro, que tem investido cada vez mais em genética e manejo do rebanho. (Agência Brasil)

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Porto de São Sebastião fez a primeira exportação de café para a Alemanha

Depois de sessenta anos, o Porto de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, realizou a primeira operação de café para exportação. Por meio da Seaforte, a Companhia Docas de São Sebastião voltou a ter café na lista de produtos.

Mais de 8.000 toneladas de café verde produzidos em Minas Gerais e São Paulo foram embarcadas com destino à Alemanha.

“Operar esta carga depois de tantos anos em nosso Porto reafirma o nosso compromisso de trabalhar com os operadores portuários e propiciar condições para que novas cargas sejam captadas e consolidadas. Continuamos confiantes e trabalhando para manter a atratividade do Porto de São Sebastião”, disse o diretor-presidente da Docas de São Sebastião, Ernesto Sampaio.

O Brasil é o maior exportador de café do mundo. O país é responsável por quase 40% de toda a produção global e a expectativa para a safra 2023/2024 é de mais de 66 milhões de sacas.

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Coluna Histórias e Estórias – Por Chico lelis

Por que tanto acidente com ônibus?

Quando em “A Tribuna”, de Santos, onde comecei minha carreira em 1969, fiz uma reportagem sob o título “Câncer, uma questão de diagnóstico precoce”, com a colaboração do Oncologista Joaquim Pinho, que explicava a necessidade de se descobrir o quanto antes a doença, para que ela não conseguisse avançar.

Foi pensando nisso que, diante dos inúmeros acidentes de ônibus que ocorreram nos últimos dias, que pensei qual seria o diagnóstico precoce para se curar este mal que assola as nossas estradas.

Nestes casos, ao diagnóstico precoce poderia ser dado pelas autoridades, nos casos as policiais rodoviárias de todo o País, mediante rigor na fiscalização, evitando, por exemplo, o maior acidente já registrado no Brasil, quando perderam a vida 68 pessoas. Foi em julho de 1987, na BR 040 (que liga Belo Horizonte ao Rio de Janeiro), próximo a Belo Vale, em Minas Gerais.


Um ônibus urbano, que não pode ser usado em rodovia, chocou-se contra outro, este rodoviário. Além de não poder dirigir em rodovias, o motorista estava embriagado. Se houvesse uma fiscalização eficiente, o urbano teria sido parado e pessoas não teriam perdido a vida.

Nem sempre a embriaguez do motorista é a responsável pelos acidentes fatais, mas também as péssimas condições dos ônibus, com seus pneus “carecas” ou recauchutagem de 5ª categoria; freios deficientes, motores que falham. Sobre recauchutagem é preciso dizer que, quando feita dentro de rígidas normas técnicas, é utilizada até mesmo para aviões (é possível que em alguns casos, até 3 vezes ou mais).

E, por que acontecem tantos acidentes envolvendo ônibus no Brasil? Segundo o Atlas de Acidentalidade do Transporte Brasileiro, em 2021 a desobediência à sinalização e o motorista dormindo ao volante foram as causas mais frequentes. Em seguida, velocidade acima da permitida, ultrapassagem indevida, ingestão de álcool e falta de atenção.

Ainda falando de número, eles impressionam. Segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT), em 2022 aconteceram 64.446 acidentes no Brasil, sendo que 52.948 pessoas foram vítimas de acidentes envolvendo ônibus. É preciso ressaltar que estes números se referem apenas às rodovias federais.

Em 2023 foram 142 óbitos envolvidos com sinistros em micro-ônibus, 603 óbitos envolvidos com sinistros em ônibus, com o total de 745 vítimas fatais.

Palavra do especialista

Para o especialista no assunto segurança, Thyrso Guilarducci,  “o  que se observa no cenário brasileiro no espectro de trânsito é uma fragilidade imensa que beira a procrastinação. Não são apenas os ônibus que muitos deles estão em precárias condições. Caminhões em ruínas, verdadeiras sucatas sobre rodas, trafegando impunemente pelas cidades e rodovias. Se um veículo desses atingir um carro particular, além dos riscos de vítimas pessoais, há a responsabilidade civil: certamente o proprietário não possui recursos para indenizar seus atos”.

Por isso, ele recomenda que o ideal é ficar longe deles.

O especialista destaca que “a nossa legislação é suficiente, porém a efetiva fiscalização é como você comentou, Insuficiente mesmo. (Referindo-se à conversa que tivemos)

“Eu – continua ele com sua análise – viajei muito nos Estados Unidos e vejo como são rigorosas as inspeções nas rodovias. Os policiais usam macacões de mecânicos e entram sob as carretas examinando freios, rodas, pneus, mangueiras, parte elétrica, vazamentos, suspensão e direção com elevado grau de rigor. Qualquer anormalidade, além das multas, o veículo só sai do local após reparar as falhas ou guinchado.

Aqui ele menciona um dos maiores problemas. No Brasil ainda temos os fantasmas de ônibus clandestinos que fazem rotas de São Paulo para Teresina no PI (por exemplo) levando passageiros, que encontram nesses valores menores uma forma de poder viajar. É uma situação complicada, pois são coletivos inseguros de modo amplo. Revisões que faltam e muitos deles são os que causam tantos acidentes.

E concluiu “com fiscalização intensa é que isso pode ter um fim”.

Você deve estar pensando, mas por que a coluna só fala em números da Polícia Rodoviária Federal? Porque, em mesmo o especialista tem acesso a eles. Parece haver uma nuvem que encobre os acidentes ocorridos nas estaduais em todo o Brasil.

 

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Justiça de MG decide retomar o uso do livro “O Menino Marrom”

O juiz Espagner Wallyssen, da 1ª Vara Cível de Conselheiro Lafaiete, em Minas Gerais, derrubou a suspensão do uso do livro “O Menino Marrom” pelas escolas do município, localizado a cerca de 100 quilômetros de Belo Horizonte.

Os trabalhos com a obra do cartunista Ziraldo, que eram realizados no Ensino Fundamental, haviam sido suspensos pela Secretaria Municipal de Educação após pressão de um grupo de pais. Para o juiz que julgou o caso, tal suspensão configuraria ato de censura, além de violar a liberdade de cátedra dos professores municipais.

Na decisão, o magistrado escreveu que “mostra-se inadequada a suspensão de livro que retrata o racismo de maneira pertinente, pois, ao assim proceder, a Administração Pública está tolhendo dos estudantes ensinamentos importantes para o seu desenvolvimento como cidadãos de uma sociedade diversa e plural”.

Suspensão

O livro de Ziraldo, lançado em 1986, retrata a amizade entre um menino negro e um menino branco, bem como aborda situações de racismo. Após a suspensão da utilização do livro pela Secretaria, a Justiça foi acionada pela professora Érica Araújo Castro.

Em nota, a Secretaria reconheceu a importância da obra, mas se defendeu pela suspensão do uso do livro nas escolas municipais. O órgão afirmou que a retirada do livro se deu “respeitando as preocupações dos pais e da comunidade escolar”, ainda que tenha reconhecido que o livro “promove discussões essenciais sobre respeito às diferenças e igualdade”.

O juiz Espagner Wallyssen escreveu, contudo, que “a mera pressão exercida por supostos pais de alunos em relação a conteúdos educacionais veiculados para os estudantes não deve ser motivação idônea para que a Administração Pública, em detrimento do direito da educação, e em contrariedade a especialistas da área, censure, em contrariedade ao texto constitucional”. Ainda cabe recurso contra a decisão. (Agência Brasil)

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