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Quarenta e uma empresas em Portugal reduzem escala para 4×3

Com o livro Sexta-Feira é o Novo Sábado, o professor de economia da Universidade de Londres, o português Pedro Gomes, tem divulgado os casos de 41 empresas em Portugal que decidiram, por conta própria, reduzir a escala para quatro dias de trabalho por três de descanso (4×3).

O especialista da Escola de Negócios da universidade londrina sustenta que a redução da jornada não só é viável, como pode “salvar a economia”, sendo benéfica para o conjunto da economia e da sociedade.

Em relação ao Brasil, o especialista avalia que o país tem condições de reduzir a jornada para 40 horas semanais e acabar com a escala 6×1. A pesquisa de Gomes aponta que a mudança reduz as faltas ao trabalho, diminui a rotatividade nos empregos e incentiva a indústria do lazer e do entretenimento.

“Há muito alarmismo econômico contra a redução da jornada de trabalho. Qualquer redução, em qualquer país que eu vou, dizem exatamente o mesmo: que é impossível reduzir, que vai aumentar os custos para a empresa”, comentou.

À reportagem, o economista português disse que o aumento da produtividade – quando a empresa consegue produzir mais com menos tempo de trabalho –, pode compensar os custos da redução da jornada.

“O que, historicamente acontece, em todas as reduções do tempo de trabalho, é que há um aumento da produtividade por hora. Existem melhoras, na forma como estamos a produzir, que compensam em grande medida, do ponto de vista das empresas, essa redução do tempo de trabalho”, explicou.

Sexta é o novo sábado

O autor analisou a redução da jornada voluntária para 4×3 em 41 empresas portuguesas que somam mais de mil empregados, de diferentes setores e tamanhos.

Dessas companhias, 52% afirmam que vão manter a jornada reduzida para quatro dias de trabalho; 23% dizem que vão manter a jornada reduzida, mas em uma escala menor; e apenas 19% disseram que vão retomar a jornada de 5×2.

Para mais de 90% das empresas, a mudança não teve custos financeiros, com 86% informando que aumentaram as receitas em relação ao ano anterior, sendo que 14% tiveram receitas menores. Cerca de 70% delas ainda concordam que melhoraram os processos da companhia após a mudança.

“A semana de trabalho de quatro dias é uma prática de gestão legítima e viável, que proporciona benefícios operacionais às empresas, como melhor ambiente de trabalho, redução do absentismo [faltas] e aumento da atratividade no mercado de trabalho. No entanto, para ser bem-sucedida, a sua implementação requer uma reorganização profunda”, escreveu Gomes.

Entre as mudanças organizacionais realizadas pelas empresas portuguesas, a mais frequente foi a diminuição da duração das reuniões.

Indústria do lazer

O tempo que o empregado ganha com a redução da jornada tem também um valor econômico que incentiva as indústrias do lazer, do entretenimento, e que tem um efeito positivo para o conjunto da economia.

“Os trabalhadores também são consumidores. Eles também são inovadores, também são cidadãos, têm estudantes e, portanto, o que eles fazem no tempo livre tem um impacto econômico”, explicou.

Pedro Gomes cita o exemplo do industrial Henry Ford, dono da montadora Ford, nos Estados Unidos (EUA), que reduziu, em 1926, há 100 anos, a jornada de trabalho na sua empresa para 40 horas semanais, consolidando o final de semana de dois dias.

“Quando os EUA reduziram para 40 horas, 70% das pessoas passaram a ir ao cinema. Isso fez consolidar Hollywood como uma das principais indústrias americanas. Foi muito positivo para empresas ligadas aos esportes, à música, aos livros, à cultura, aos hotéis”, disse Pedro.

Ainda segundo o economista, “é um passo que já foi feito há 100 anos nos EUA e, portanto, está mais do que na hora do Brasil, e os outros países da América Latina, façam essa passagem para as 40 horas”.

O economista cita ainda o caso da China, que, em 1995, adotou o final de semana de dois dias para parte dos trabalhadores do país.

“Não foi para toda a gente, foi mais para uma classe média. Mas pouco depois, o mercado de turismo interno da China se tornou o maior do mundo porque eles tiveram tempo para viajar. E o Brasil tem um potencial enorme de turismo”, completou

Em Portugal, a jornada de trabalho foi reduzida de 44 horas para 40 horas em 1996.

Faltas e rotatividade

Outro efeito positivo da jornada menor é a redução das faltas ao serviço e a menor rotatividade no emprego, o que aumenta a capacidade de conciliar trabalho com família, sendo especialmente benéfico para as mulheres.

“A rotatividade de trabalhadores e altos níveis de absentismo (faltas) tem um custo enorme para as empresas. Com menos horas trabalhadas, eles vão faltar menos e vão querer sair menos do trabalho, reduzindo a rotatividade”, disse.

Comércio aos sábados

O pesquisador Pedro Gomes acrescentou que algumas das empresas que ele pesquisou não precisaram fechar o comércio no sábado, ou em outro dia, por causa da redução da jornada. Muitas companhias passaram a adotar escalas com menos trabalhadores nos dias de fluxo mais baixo.

“Se vê que tem menos fluxo de clientes nas terças e quartas, então dá mais dias livres aos trabalhadores naqueles dias de menor movimento. Ficam menos trabalhadores na loja, mas a loja fica aberta.”

Para Gomes, as empresas têm a tendência de rejeitar mudanças na extensão da jornada de trabalho, ainda que ela traga benefícios.

“Há muitas escolhas do lado das empresas, só que, muitas vezes, elas não querem pensar nisto. Vão pensar depois da legislação. Não conseguem perceber antes os benefícios que vão ter”, ponderou.

PIB

O economista rejeita a previsão de estudos que apontam para uma possível queda no Produto Interno Bruto (PIB) caso a redução da jornada e o fim da escala 6×1 seja aprovada no Brasil.

O autor Pedro Gomes verificou 250 casos de redução de jornada pela via legislativa que ocorreram no mundo a partir de 1910. Nos cinco anos antes da reforma, a média de crescimento do PIB foi de 3,2%, subindo para 3,9%, em média, após a redução da jornada de trabalho.

“Esses efeitos sobre a produtividade por hora foram muito significativos e compensaram amplamente a redução da jornada de trabalho. Além disso, todos esses outros efeitos macroeconômicos também tiveram impacto [no PIB]”, explicou.

Para o professor de economia, a grande quantidade de horas que o trabalhador brasileiro passa no deslocamento para o serviço também justifica a redução da jornada de trabalho no Brasil.

“É uma razão adicional. Os trabalhadores vão melhorar muito a qualidade de vida, vão valorizar muito, e os custos para as empresas são muito mais baixos do que eles costumam argumentar”, finalizou. (Agência Brasil)

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Iguatemi recebe experiência inédita inspirada em O Diabo Veste Prada 2

O Iguatemi Campinas entra no universo da moda e do cinema com uma ativação especial inspirada em O Diabo Veste Prada 2. Até o dia 21 de maio, o shopping recebe um photo opp inédito que promete encantar fãs do filme e apaixonados por estilo, oferecendo um cenário exclusivo e perfeito para fotos.

O espaço convida o público a se tornar protagonista de uma capa de revista, com um cenário interativo que simula editoriais de moda, permitindo que os visitantes vivenciem, na prática, o glamour e a estética marcante do filme.

A iniciativa antecipa a expectativa pela sequência de um dos filmes mais icônicos do universo fashion que marcou gerações. O espaço foi pensado para proporcionar uma experiência imersiva, conectando entretenimento e lifestyle em um ambiente envolvente.

Além do photo opp, os fãs já podem se preparar: a pré-venda dos ingressos para O Diabo Veste Prada 2 no Brasil tem início no dia 9 de abril, aumentando ainda mais a expectativa para a estreia do longa.

Como parte da programação especial, o shopping também prevê uma sessão exclusiva para convidados no dia 5 de maio. Já no dia 7 de maio, está previsto um talk com desfile inspirado no universo da produção.

 

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O Agente Secreto e Wagner Moura encerram Oscar 2026 sem prêmios

Apesar da enorme expectativa e de uma campanha internacional aclamada, o filme brasileiro O Agente Secreto encerrou sua participação na cerimônia do Oscar 2026, na noite deste domingo (15), sem estatuetas. O longa dirigido por Kleber Mendonça Filho concorria em quatro categorias: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator (Wagner Moura) e Melhor Direção de Elenco (categoria que estreou nesta edição).

Na categoria Melhor Filme Internacional, o representante brasileiro foi superado pelo norueguês Valor Sentimental, dirigido por Joachim Trier. Na categoria de Melhor Ator, Wagner Moura, que foi ovacionado pela crítica por seu papel como professor Marcelo, viu a estatueta ir para as mãos de Michael B. Jordan, pelo terror gótico Pecadores, de Ryan Coogler.

Já em Melhor Direção de Elenco, o troféu ficou com Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson, que também levou o prêmio principal de Melhor Filme. Antes da cerimônia do Oscar, O Agente Secreto já havia consolidado sua relevância internacional no Globo de Ouro. A produção brasileira venceu na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira, enquanto Wagner Moura conquistou o troféu de Melhor Ator em Filme de Drama.

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Ford Ranger Híbrida Plug-in será produzida e vendida na América do Sul

A Ford confirmou que vai produzir a Ranger Híbrida Plug-in na América do Sul a partir de 2027. Para a produção do novo modelo, a empresa está realizando um aporte adicional de US$ 170 milhões na fábrica de Pacheco, na Argentina.

O anúncio foi feito por Jim Farley, CEO da Ford, durante uma visita de revisão de negócios na Argentina.

“Estamos orgulhosos do nosso crescimento na América do Sul e entusiasmados em trazer esta nova tecnologia com a Ranger Híbrida Plug-in produzida na fábrica de Pacheco”, comentou o executivo.

Este ano, a picape Ranger está comemorando 30 anos no mercado sul-americano.

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Duas décadas depois, a picape Dakota volta ao mercado nacional

Depois de 24 anos, a picape Dakota volta ao mercado nacional. Antes Dodge e agora Ram, já está em produção no Polo Industrial de Córdoba – Argentina. A produção irá abastecer o mercado argentino e brasileiro e o seu lançamento está previsto para início de 2026.

A nova Ram Dakota se une à Rampage e se torna a segunda picape da marca produzida e desenvolvida fora da América do Norte. Seu visual único é repleto de elementos que atestam o DNA da marca Ram por qualquer ângulo que se olhe. Isso começa pelos faróis afilados com tecnologia totalmente de LED, atributo presente também nas lanternas e nos faróis de neblina. Ainda na dianteira, a grade larga recebe o logo RAM na altura dos faróis e o capô musculoso um badge com a escrita Ram Turbo, uma referência ao motor que equipa a picape.


O design externo ainda conta com rodas de liga-leve de 17 polegadas negras com bordas diamantadas e pneus de uso misto, estribos laterais para maior conforto, além de, claro, a marcante Rambar na caçamba que soma estilo e versatilidade para a fixação de cargas e acessórios no dia a dia.

Internamente, a Ram Dakota Warlock exibe a tecnologia e luxo. Duas telas dispostas lado a lado funcionam como quadro de instrumentos e central multimídia sendo esta segunda de 12,3” com Android Auto e Apple CarPlay sem fio e navegação embarcada.

Outro destaque do moderno interior da nova Ram Dakota é o console central elevado, com carregador por indução para celular, entradas USB incluindo do tipo C, de carregamento rápido, e porta- objetos na parte inferior e no apoia-braço. No quesito segurança, a Ram Dakota é equipada com seis airbags e vários equipamentos para condução semiautônoma.

A nova picape média será impulsionada pelo motor 2,2 Turbodiesel de 200 cavalos de potência e 450 Nm (45,9 kgfm) de torque. O câmbio automático é de oito marchas.

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Coluna Fernando Calmon — Anfavea mantém previsão de crescimento de 5%

Coluna Fernando Calmon nº 1.372 — 7/10/2025

Anfavea mantém previsão de crescimento de vendas em 5%

Associação dos fabricantes reconhece que o mercado de veículos leves e pesados esfriou em relação aos trimestres anteriores. Emplacamentos tiveram alta de 7,2%, no primeiro trimestre e de 2,9%, no segundo. Contudo, recuaram 0,4% de julho a setembro. No acumulado dos nove primeiros meses de 2025 as vendas cresceram apenas 2,8%. O último trimestre costuma ser o melhor do ano e a Anfavea ainda vê possibilidade de o ano terminar com avanço de 5% sobre 2024.

Este ano as altas taxas de juros, para controle da inflação fora da meta, continuam em patamar elevado, encarecendo as prestações. Entretanto, Igor Calvet, presidente da entidade, prefere ser mais otimista, embora não descarte dificuldades crescentes. “Reconheço o desafio de recuperação considerável de vendas no último trimestre, diante de uma base comparativa muito boa do final do ano passado”, avaliou.

Os estoques estão em níveis normais (26 dias) para veículos produzidos no Brasil. Modelos importados representam 136 dias estocados. Anfavea nada comentou, mas este volume atípico é, em sua maioria, de modelos da BYD para fugir do aumento escalonado do imposto de importação sobre elétricos e híbridos. Haja capital de giro chinês…

Já a Fenabrave foi mais contida. Indicou, agora em outubro, um avanço de 2,6% sobre o ano passado, no fechamento de 2025. Até junho ainda manteve a previsão de 5% de crescimento. Automóveis e comerciais leves devem ter desempenho um pouco melhor (mais 3% sobre 2024). Arcélio Santos Jr, presidente da entidade, avaliou que a interrupção de produção da Toyota (ler adiante) poderá ser absorvida por outras marcas, apesar de lamentar o desfortúnio ocorrido.

Fábrica destruída: Toyota importará motores

A filial brasileira da marca japonesa reagiu de forma rápida, apesar dos prejuízos materiais de grande monta em sua fábrica de motores de Porto Feliz (SP) destruída por vendaval com intensidade nunca vista na região. Vai importar do Japão e de outros países motores para retomar a produção parcial nas fábricas de Indaiatuba e Sorocaba, porém ainda não sabe quando poderá normalizar a comercialização (possivelmente em fevereiro). Os estoques do Corolla na rede de concessionárias chegaram ao fim e restará apenas a picape Hilux importada da Argentina.

As versões híbridas flex do Corolla, que representam vendas bem menores, voltarão já em novembro. Todavia, só a partir janeiro de 2026 haverá motores importados suficientes para atender toda a demanda interna. A Toyota, entretanto, sofrerá ainda mais. Foi obrigada a adiar sine die o lançamento do Yaris Cross, um SUV compacto inédito, sua grande aposta para ganhar participação de mercado no Brasil e América do Sul. Alguns componentes do motor do novo carro são específicos (a exemplo do cabeçote) e estão sem previsão de normalização.

Yaris Cross é um produto para o segmento de maior demanda do mercado brasileiro e enfrentará entre outros o novo Honda WR-V previsto para novembro.

Kwid E-Tech, elétrico menos caro do País

Por R$ 99.990, o novo Kwid E-Tech 2026, fabricado na China, oferece um produto bem mais evoluído do que na sua estreia em 2022. O crossover subcompacto da Renault mantém o estilo que lembra um SUV. Foram retiradas as barras longitudinais no teto, modismo praticamente inútil, pois aumenta massa, preço e piora o coeficiente aerodinâmico. Quantos carros você já viu carregando tralhas no teto?

Trata-se de um modelo inteiramente novo e dimensões pouco maiores do que as do Mobi, porém é homologado para quatro lugares. O interior evoluiu bastante: quadro de instrumentos digital de 7 pol., tela multimídia de 10 pol., conexão sem fio Android Auto e Apple CarPlay e volante regulável (só em altura). Destaque maior fica por conta de 11 sistemas avançados de assistência à condução (ADAS, em inglês) que inclui até análise de cansaço do motorista. Além de câmera de ré, agrega sensores de estacionamento traseiro e dianteiro.

Motor elétrico é o mesmo: 65 cv e 11,2 kgf·m. Acelera de 0 a 100 km/h em 14,6 s (equivalente ao Mobi com gasolina) e alcance, padrão Inmetro, de até 180 km.

Leapmotor confirma vendas em novembro

Para atuar no mercado internacional, Stellantis e Leapmotor formaram, em maio de 2024, uma joint venture, com 51% do capital da primeira e 49% da segunda. A empresa foi fundada na China em 2015 e já produziu mais de um milhão de unidades. No Brasil contará com 36 pontos de vendas e assistência técnica das marcas da Stellantis, a partir do próximo mês e inicialmente importará dois modelos. Ocuparão, no entanto, salões de exposição independentes.

O C10 é um SUV elétrico de alcance estendido (como o já descontinuado BMW i3, lançado em 2013) de grande conveniência para um país de dimensões continentais e uma rede de recarga limitada. A grande vantagem é poder viajar sem preocupações sobre recarga e alcance. Trata-se de um SUV médio-grande com bom espaço interno graças ao entre-eixos de 2.825 mm (pouco maior que um Commander) e porta-malas de 475 L.

Se a bateria está próxima a esgotar, basta abastecer com gasolina para o motor-gerador de 95 cv fornecer energia necessária para o motor elétrico traseiro de 215 cv e 32,6 kgf·m. Também pode ser recarregado em tomada como todo elétrico. Alcance declarado na China é de até 1.000 km, mas o Inmetro deve homologar uma distância menor. Haverá também uma versão elétrica convencional.

O segundo modelo, B10, é também SUV elétrico de dimensões menores, com porte de um Compass. Distância entre eixos é um pouco inferior: 2.735 mm. Há duas opções de baterias e provavelmente a maior de 67,1 kW·h deve ser a escolhida para o Brasil. Motor, na especificação europeia, entrega 218 cv e 24,5 kgf·m.

Maverick Tremor: espaçosa e bom preço

Mercado de picapes médias oferece tantas alternativas que classificá-las é tarefa difícil, se consideradas as dimensões da Maverick: comprimento, 5.096 mm; entre-eixos, 3.075 mm; largura, 1.844 mm; altura, 1.758 mm. O entre-eixos, por exemplo, referência de espaço para pernas no banco traseiro, é apenas 10 mm menor que a Hilux; largura (sem espelhos) só 11 mm menos que a japonesa líder de mercado. Apenas no comprimento e na altura o modelo da Toyota se impõe. Contra sua adversária mais direta, Rampage, a comparação é equilibrada em tamanho. Embora a Maverick perca nos ângulos central e de saída, ganha no ângulo de entrada. Caçamba de 943 litros da picape da Ford é apenas 6% menor que da Ram.

Motor a gasolina 2-L, turbo, 253 cv, 38,7 kgf·m e o câmbio automático de oito marchas vão muito bem na Tremor, que se destaca pelo silêncio de marcha e o bom desempenho, tanto em uso urbano quanto em estrada. Consumo de combustível, obviamente, foi alto durante a avaliação em asfalto e terra, porém dentro do previsível para veículos deste porte: 7,7 km/l (cidade) e 10,7 km/l (em autoestrada). Uma de suas boas características é o diâmetro de giro que, embora não informado pelo fabricante, facilita manobras de retorno e de estacionamento (com ajuda de câmeras em visão de 360°).

Na parte interna, a central multimídia tem tela maior de 13,2 pol.  Sensores de proximidade ajudam ao estacionar. Boa posição de guiar, mais parecida com a de automóvel do que de picape. Espaço para os passageiros no banco traseiro rivaliza com modelos de maior porte. Acabamento explora diferentes materiais e texturas.

Maiores destaques da versão Tremor: elevação da suspensão em 22 mm e vão livre ao solo de 226 mm. Melhora toda a geometria off-road com ângulos de 30,9º de entrada, 21,3º de saída e 20º, central. Há ainda bloqueio do diferencial traseiro, botão 4WD que indica tração 4×4 constante, pneus do tipo todo-terreno 235/65R17, controle de velocidade e modo de condução fora-de-estrada. Ganchos de reboque na cor laranja diferenciam esta versão.

Importada sem imposto do México, preço é competitivo: R$ 239.990,00.
www.fernandocalmon.com.br

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Audi vai produzir o novo Q3 na fábrica de São José dos Pinhais

No próximo ano a Audi do Brasil vai voltar a montar o Q3 na fábrica que divide com a Volkswagen, em São José dos Pinhais-PR, na região metropolitana de Curitiba. A unidade fabril já em uma fase de reforma de suas instalações para a inclusão de novos equipamentos e adaptação de sua infraestrutura para receber o novo modelo.

A fábrica da Audi no Brasil produzirá os novos modelos Audi Q3 e Audi Q3 Sportback. De 1999 até 2006, marca produziu a primeira geração do Audi A3. Em 2015 voltou a montar o A3 sedan e em 2016 os Q3 e o Q3 Sportback.

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Comédia de grande sucesso em SP terá apresentação única em Campinas

A comédia “Entre Irmãos” chega a Campinas neste final de semana com apresentação única no Teatro Castro Mendes, sábado, dia 16 de agosto, às 20h. Encenada por Fernando Pavão e Otávio Martins, ator e dramaturgo campineiro que também assina o texto, a produção, que fez muito sucesso em temporada paulistana e agora corre o interior do Estado,  narra o reencontro de dois irmãos, após 25 anos de rompimento,  provocando risadas e muita emoção da plateia.

Idealizada como uma celebração conjunta aos 30 anos de carreira dos principais envolvidos – os atores e o diretor Marcos Damigo –, a peça marca também a estreia de Otávio Martins como ator em Campinas, cidade em que nasceu e morou até o final da adolescência, quando se mudou para a Itália, onde fez diversos cursos de interpretação. De volta ao Brasil, instalou-se em São Paulo, iniciando lá sua carreira artística.

“Já comandei espetáculos em Campinas como autor e diretor, nunca como ator, então essa apresentação no Castro Mendes terá um sabor muito especial para mim, pois em três décadas  de profissão será a primeira vez que subirei ao palco na cidade em que nasci”, afirma.

Os ingressos, com valores a partir de R$ 50,00, podem ser adquiridos pela Internet, via Sympla, ou presencialmente na bilheteria do teatro.

O enredo de “Entre Irmãos” gira em torno desse reencontro, que acontece em um momento muito peculiar: o velório do pai. Inusitada, a situação enriquece a trama e desperta um misto de sensações, temperadas com muito humor. Afinal, “velório é onde se contam as melhores piadas”, como lembra uma das falas da peça.

Na trama, o irmão mais velho foi obrigado a sacrificar suas próprias ambições para cuidar da família, enquanto o mais novo se tornou um premiado fotojornalista e desbravou o mundo. Com tantos elementos, o encontro está longe de ser caloroso.

Carregada de mágoas, acusações e ressentimentos, o que parecia uma simples reunião de família transforma-se numa verdadeira montanha-russa emocional, com revelações do passado que mudam as perspectivas dos dois.

O texto aborda temas universais das relações familiares, como o confronto entre diferentes escolhas de vida e as complexas dinâmicas entre irmãos que tiveram a mesma criação, cujas personalidades entraram em rota de conflito.

A peça conta com dois premiados atores conhecidos do público por seus papéis em novelas e outros projetos teatrais e que já trabalharam juntos em diversas produções, incluindo a comédia Vamos, o drama Três Dias de Chuva e a tragédia Troilo e Cressida.  Recentemente, Fernando Pavão foi premiado como melhor ator pelo espetáculo Mary Stuart e Otávio Martins ganhou destaque em sua carreira como ator, diretor e escritor, com prêmios e reconhecimentos em teatro, cinema e televisão.

Fernando Pavão – Conhecido pelo grande público por novelas como Família é Tudo (Globo), Gênesis e Pecado Mortal (Record), Fernando Pavão tem uma imensa lista de personagens na televisão. Depois de três temporadas de Malhação (Globo), construiu uma sólida carreira em novelas na Record, como Poder Paralelo, Escrava Mãe e Conselho Tutelar. Em teatro, atuou em espetáculos como O Inimigo do Povo, de Henrik Ibsen, Três Dias de Chuva e Troilo e Cressida, ambos com direção de Jô Soares, Terremotos, com direção de Marco Pamio, Caros Ouvintes, com texto e direção de Otávio Martins, e Mary Stuart, com direção de Nelson Baskerville – papel que lhe rendeu o prêmio Bibi Ferreira de Melhor Ator.

Otávio Martins – Com uma carreira de 30 anos em teatro, Otávio Martins trabalhou em 48 espetáculos, atuou em 5 novelas, 3 séries e 9 longas metragens. Participou do longa Salve Geral, da novela Beleza Pura (Globo) e na série Mothern (GNT). Sua atuação em Sideman, de Warren Leight, lhe rendeu a escolha como melhor ator no prêmio Contigo!. Atuou no filme Malu de Bicicleta, na novela Amor Eterno Amor (Globo) e na série PSI (HBO). Em 2014, escreveu e dirigiu “Caros Ouvintes”, ganhando os prêmios de melhor direção e melhor espetáculo no Prêmio Qualidade Brasil. Foi colaborador de Walcyr Carrasco na novela Eta Mundo Bom. Atuou no filme Os Homens São de Marte, na série Toda Forma de Amor e no longa Nada A Perder. Foi o grande vilão Roger das novelas As Aventuras de Poliana e Poliana Moça, no SBT.

Vídeo da peça: https://drive.google.com/drive/folders/1m47Yr_a6IJV7HmnUJAl7I4uHDELpso6R

Serviço
Peça “Entre Irmãos” em Campinas
Elenco: Fernando Pavão e Otávio Martins
Direção: Marcos Damigo
Texto: Otávio Martins
Local: Teatro Municipal José de Castro Mendes (Praça Correa de Lemos, s/nº, Vila Industrial,  Campinas)
Data: dia 16 de agosto, sábado
Horário: 20h
Ingressos: a partir de R$ 50,00 (primeiro lote), à venda pela Internet, via Sympla, ou na bilheteria do teatro (de quarta a domingo, das 16h às 21h)
Duração: 75 minutos
Classificação etária: 16 anos
Gênero: Comédia Dramática
Capacidade: 760 Lugares
Ambiente acessível para PcD e climatizado

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Em dez anos, frota de motocicletas no Brasil cresce 42% no país

A frota nacional de motocicletas cresceu 42% no período de uma década, de 2015 a 2024, ano em que o total de veículos motorizados de duas rodas atingiu 35 milhões no país. Os dados são da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo).

Segundo os dados, o Brasil produz anualmente cerca de 1,8 milhão de unidades e é o sexto maior fabricante de motocicletas do mundo. Atualmente, mais de 40 milhões de pessoas estão aptas a conduzir motocicletas no país.

Nos últimos dez anos, os estados de Alagoas, do Amazonas e da Bahia foram os que registraram maior aumento no número de pessoas habilitadas para conduzir motos, com crescimento de 86,3%, 79,7% e 62,6%, respectivamente.

“O levantamento revela que esse avanço não se limita aos maiores centros urbanos nacionais: Alagoas, Amazonas, Bahia e Piauí lideram a lista, demonstrando que o uso da motocicleta tem se expandido por diversas regiões do país, especialmente fora dos principais polos econômicos”, destacou a Abraciclo, em nota.

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