Spin

Coluna Fernando Calmon — Desvalorização de elétricos usados impactam as vendas

Coluna Fernando Calmon nº 1.319 — 17/9/2024

Desvalorização de elétricos usados impactam
no crescimento de vendas

 

O comportamento do mercado quando uma nova tecnologia começa a se desenvolver, costuma enfrentar percalços que não podem ser previstos com facilidade em sua duração e alcance. Isso se repete agora no Brasil em relação aos carros 100% elétricos na comercialização de modelos usados. Comprar por impulso levou uma primeira leva de clientes a ter frustrações com a recarga de baterias em estradas e colocar o carro à venda sem encontrar interessados. O resultado foi uma forte desvalorização no preço de mercado.

Uma segunda onda ocorreu com a chegada dos elétricos chineses. Seus preços bem abaixo do mercado levaram a uma previsível e súbita desvalorização de veículos usados de todas as marcas. Para contornar a elevação do imposto de importação houve antecipação de importação e altos estoques destes veículos. Uma “invasão” de marcas chinesas com preços baixos levaram à atual onda de supertaxação tanto nos EUA quanto na Europa.

Em recente reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, o presidente do portal Webmotors, Eduardo Jucevic, informou que a desvalorização média ao longo deste ano de modelos elétricos atingiu 12% contra 2,2% de carros convencionais. E acrescentou que o tempo médio para venda é 26% maior em relação a modelos híbridos ou com motores só a combustão.

Também na Europa e nos EUA os compradores resolveram esperar os preços dos elétricos recuarem e isso também levou à demanda em baixa. Por fim, o interesse redobrou por outras soluções com a consequente mudança de rumo de vários fabricantes em direção a híbridos e híbridos plugáveis. Estes últimos atraem quem deseja viajar sem se preocupar com postos de recarga.

Porsche 911 Turbo: meio século de existência

Motor de combustão interna, ciclo Otto, superalimentado por turbocompressor não foi primazia da Porsche. Em 1962 o Chevrolet Corvair (não confundir com Corvette) apareceu com esta novidade, já utilizada bem antes em motores de ciclo Diesel. Era uma unidade motriz de seis cilindros horizontais, opostos três a três, arrefecida a ar, 2,4 litros e apenas 151 cv. No entanto, a iniciativa não deu certo. A GM insistiu e lançou o Oldsmobile Toronado, em 1966, com um V-8 turbo, logo abandonado. Também houve tentativa da BMW, em 1973, no sedã 2002 Turbo e retirado de linha dois anos depois.

Coube ao 911 em 1974, no Salão de Paris, insistir na solução. A Porsche costuma afirmar que foi o primeiro motor turbo em automóveis de rua que deu certo. Inspiração veio dos monstruosos (no bom sentido) modelos de competição 917/10 e 917/30 do início dos anos 1970. As versões mais potentes, de 12 cilindros horizontais opostos seis a seis e também arrefecidos a ar, entregavam inacreditáveis 1.085 cv para corridas curtas da Série Can-Am, disputadas no Canadá e EUA, entre 1966 e 1974.

O primeiro modelo batizado apenas de Porsche Turbo (930, no jargão interno) tinha um seis-cilindros horizontais opostos três a três, arrefecidos a ar, 3-litros, 260 cv, 35 kgf·m, arrancava de 0 a 100 km/h em espantosos (para a época) 5,2 s e velocidade máxima de 250 km/h.

Passou meio século de sua estreia e a maioria dos motores de ciclo Otto atuais utilizam a mesma solução Turbo, até em modelos de entrada de baixo preço. Só que o 911 Turbo continua a impressionar como poucos modelos superesportes no mundo, já com arrefecimento a líquido, desde 1996. O motor atual biturbo, também seis-cilindros horizontais, 3,7 litros, 650 cv e 81,6 kgf·m, acelera de 0 a 100 km/h em estonteantes 2,7 s e velocidade máxima de 330 km/h.

Preços competitivos para o Peugeot 208 2025

Reestilização para o ano modelo 2025 do hatch 208 marcou também o fim de linha para o motor EC5 de 1,6 L de aspiração natural da própria Peugeot. Não havia mesmo porque mantê-lo em razão das novas exigências de emissões e consumo, tendo à mão as unidades mais modernas da Fiat e tudo sob o mesmo chapéu da Stellantis. Os motores de 1 litro são de aspiração natural ou turbo, sem alteração de potência e torque, em relação aos aplicados nos Fiat.

O compacto francês, produzido apenas em El Palomar, Argentina, recebeu modesta atualização visual concentrada na parte dianteira: luzes DRL de LED em forma de “garra de leão” (antes eram “dentes de sabre”), mudanças sutis na grade e para-choque e o novo logotipo da marca que estreou no 2008. A versão básica com câmbio manual Fiat de cinco marchas parte de um preço competitivo de R$ 76.999 e não recebeu essas mudanças. Porém ficou R$ 15.000 mais em conta que o modelo 2024, igualando-se ao valor do C3 básico, fabricado no Brasil, embora este tenha apenas dois airbags e o 208, quatro.

Atrás as modificações são ainda mais sutis. As lanternas agora têm elementos horizontais, o que dá (apenas) sensação de maior largura, que permanece igual. No interior mudou somente a interface da central multimídia de 10 pol.

Entre as outras três versões volta a GT, idêntico mecanicamente à versão Allure, e os preços vão de R$ 88.999 a R$ 114.990.

Pirelli e Bosch integram pneus aos sistemas de segurança

Pela primeira vez um fabricante de pneus e de autopeças juntam-se para ampliar sinergias e desenvolver recursos eletrônicos de segurança ativa para automóveis. O objetivo é integrar sensores internos nos pneus desenvolvidos pela Pirelli aos dispositivos da Bosch. Estes, atualmente, já monitoram pressão dos pneus dentro de um escopo mais amplo que a empresa alemã chama de Sistemas Microeletromecânicos ou MEMS, na sigla em inglês

O objetivo é coletar, processar e transmitir outros dados sobre pneus em tempo real, não limitados somente à pressão interna. Para fornecer parâmetros ao sistema de controle eletrônico do veículo, utiliza-se o BLE (sigla em inglês para Baixa Energia via Bluetooth) já desenvolvido pela Bosch.

Por sua vez, a Pirelli já aplicou seus sensores internos de pneus em atuação conjunta com a fabricante de hipercarros Pagani, do argentino naturalizado italiano Horácio Pagani. Este fundou a empresa em 1992 na cidade italiana de Modena, a mesma onde são fabricados os Ferrari. O modelo escolhido foi roadster Utopia, de 860 cv e velocidade máxima de 380 km/h!

Spin tem visual melhorado, mas ainda falta potência

Praticamente o único monovolume que resistiu ao avanço do SUVs no mercado, o Spin apresenta agora um estilo mais atual e de acordo com o restante da linha Chevrolet. Capô alto, faróis divididos em dois níveis, grade em três seções, novas rodas de 16 pol. com pneus 205/60 e lanternas traseiras redesenhadas tornaram seu estilo mais atual desde seu lançamento em 2012.

A fim de se aproximar do figurino SUV recebeu arcos plásticos nas caixas de rodas e rack de teto, além de vão livre do solo elevado em 16 mm. Dimensões externas: comprimento, 4.420 mm; entre-eixos, 2.620 mm; largura, 1.768 mm e altura, 1.699 mm. A fabricante também teve o cuidado de alargar as bitolas dianteira (1.503 mm) e traseira (1.509 mm) para compensar a altura de rodagem que alterou o centro de gravidade e assim manter o equilíbrio do carro. Os aumentos de bitolas foram pelas rodas em vez de alterações na suspensão. Porta-malas destaca-se com 553 L e mesmo na versão de sete lugares ainda há 162 L.

Novo Spin Premier

Mudanças maiores foram no interior, que incluíram novo quadro de instrumentos digital, tela multimídia de 8 pol., acabamento geral melhorado e novos porta-objetos nas laterais de portas. Há saídas de ar-condicionado para o banco traseiro, onde três adultos têm bom espaço nas três dimensões e ainda contam com regulagem longitudinal. Também houve atualização nos itens de segurança ativa: frenagem autônoma de emergência, o sempre útil indicador de distância do carro da frente, câmera de ré e os alertas de colisão, ponto cego e de saída de faixa. São seis airbags. Para o celular há carregador por indução.

Alguns senões sobre ergonomia interna: posição de regulagem dos espelhos na coluna dianteira, botão de volume da multimídia, volante sem regulagem de distância e botões de destravamento das portas mal posicionados no console.

O motor 1,8 L flex de aspiração natural continua com 111 (E)/106 (G) cv e 17,7 (E)/16,8 (G) kgf·m, porém a fábrica indica diminuição de consumo de até 11%. A massa em ordem de marcha 1.292 kg limita o desempenho do Spin, especialmente em ultrapassagens na estrada, e mesmo no uso urbano ainda falta fôlego ao ser exigido.

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Em nosso comparativo, Citroën C3 Aircross vence a Chevrolet Spin

Aos longo de muitos anos, a Chevrolet Spin não tinha concorrentes na sua faixa de preço e demorou para a General Motors do Brasil fazer uma atualização do modelo.  A Spin ficou mais moderna e com mais equipamentos e as alterações mais significativas foram no interior e na frente. Porém, essas alterações chegaram após o modelo da Chevrolet ganhar um concorrente bem mais moderno e com melhor motorização. O Citroën C3 Aircross, também com sete lugares, desembarcou no mercado nacional, mais barato, motor turbo e com design mais agradável.

Fizemos o comparativo entre os dois modelos, que estão na faixa dos 150 mil reais. A Chevrolet Spin Premier custa R$ 145 mil e o Citroën C3 Aircross Shine 7 R$ 137 mil.

Família

Ambos os modelos têm o objetivo de acomodar famílias grandes e que precisam de espaço interno e porta-malas. Isso sem ter que desembolsar “muito”. O espaço interno, quase sempre, é determinado pela distância do entre-eixos. Aqui o modelo francês leva vantagem em cima da concorrente. A Spin, que ainda utiliza a plataforma do sedã Colbalt, tem 2,62 m, contra 2,67 do Aircross.

Na largura também a C3 Aircross leva vantagem: 1,79 m contra 1,76 m. Para os ocupantes dos bancos dianteiros, ambas oferecem um bom espaço e os bancos são confortáveis. Mas a Spin tem um vantagem no banco intermediário, já que o mesmo pode se deslocar para a frente ou para trás, aumentando o espaço para as pernas. Porém, se deslocado para trás, não pode levar ninguém na terceira fileira. E para entrar nos bancos da última fileira, o banco do meio precisa estar todo para a frente. No Aircross, também não é nada fácil o acesso, mas necessita menos “ginástica”. Em ambos os modelos, os dois bancos da terceira fileira são para um pequeno trajeto e para crianças.

Agora, se nos dois modelos as três fileiras estiverem na posição de uso, a minivan da Citroën leva vantagem. Uma coisa que assusta é a proximidade dos últimos bancos com a tampa traseira. E por falar em última fileira e tampa, o porta-malas, tão importante para quem vai escolher uma minivan, é maior na Spin. Com a terceira fileira no lugar, a Spin tem 162 litros de espaço, contra 42 da Aircross. E sem a terceira fileira, novamente a Spin tem uma pequena vantagem: 553 litros contra 493 litros. Mas um detalhe faz grande diferença na Citroën C3 Aircross. Os bancos podem ser removidos e recolhidos em uma bolsa especial.

Conforto

Em ambas, o acabamento não foi a maior atenção das fabricantes. Na Citroën C3 Aircross, até por ser mais moderna, alguns detalhes mereciam um estudo mais profundo. Os controles dos vidros elétricos traseiros estão no console central entre os bancos dianteiros, para serem utilizados pelos passageiros da frente e do banco intermediário.

Mas muito mal colocados, pois os passageiros têm que quase sair do banco para os acionar e os dos bancos dianteiros precisam “jogar” o braço para trás e ficar adivinhando onde eles estão. A mesma coisa com os botões dos ajustes dos espelhos retrovisores, travamento dos vidros traseiros e das portas e controle de velocidade, instalados à esquerda, encobertos pelo volante. Os demais controles, tanto os do volante como os do meio, são de fácil acesso.

A quantidade de espaços e porta-trecos é muito mais generosa no Aircross. Em ambos, muito plástico e bancos confortáveis.
Uma vantagem da Spin é dispor de seis airbags, contra quatro do Aircross.

Conectividade

Em ambos os modelos, a conectividade é bem interessante e aceita o uso do Android Auto ou Apple Car Play. A telas em ambas são grandes, na Spin mais retangular e C3 Aircross mais horizontal.

A Spin tem carregador sem necessidade de fio, mas o espelhamento das duas não precisa do cabo. Os painéis de instrumentos em ambas são digitais, mas no Aircross é de mais fácil utilização.

Motorização

Neste importante item, a Citroën C3 Aircross leva uma grande vantagem. O motor mais moderno do Aircross é de 1 litro turbo, que entrega 130 cavalos com etanol e 125 com gasolina. O torque é de 20,4 kgfm com qualquer dos combustíveis. Já na Spin, o motor apesar de ter sido atualizado, ainda é o velho motor muito utilizado na linha Chevrolet, um 1,8 litro que oferece ao motorista 106 cavalos com gasolina e 111 com etanol. E o torque é de 16,8 com gasolina e 17,7 kgfm com etanol.
A grande diferença é ressaltada no desempenho. De 0 a 100 quilômetros por hora,  o Citroën precisou de 10,2 segundos e a Spin 14,1 segundos. Quase quatro segundos a mais. Isso numa ultrapassagem ou carregado faz muita diferença.

Mais uma vez, na transmissão, o Aircross leva vantagem. Apesar de ter um câmbio verdadeiramente automático de seis velocidades, e o C3 um CVT que simula sete velocidades, o do Citroën é mais ágil.

No consumo houve quase um empate. Com gasolina, o C3 Aircross fez 10,6 quilômetros por litro no perímetro urbano contra 10,2 km/l da Spin. Já na estrada, a Spin fez 15,5 km/l, contra 14,6. Com etanol, na estrada, a Aircross fez 12,7 quilômetros por litro, contra 12,6 da Spin, e na cidade, com o mesmo combustível, 8,8 quilômetros por litro na Spin e no Aircross, 8,7 km/l. Ou seja, estão no que se esperava.

Nos dois modelos as rodas são de liga-leve, sendo na Spin de 16 polegadas e de 17 no concorrente. Isso deixa o modelo da marca francesa mais elevado e com maior facilidade de superar obstáculos e na utilização nas estradas de terra ou esburacadas.

Comparativo

Lógico que é muito pessoal a escolha. Porém, o Citroën C3 Aircross, até por ser mais moderno, ter mais espaço, ser mais barato e ter um motor mais moderno, leva uma pequena vantagem sobre a Chevrolet Spin.  Ambos são boas opções para famílias que necessitam de espaço e a eventual utilização de sete assentos.

Preço
Chevrolet Spin Premier 1,8 AT 7 lugares – R$ 144.990,00
Citroën C3 Aircross Shine CVT 7 lugares – R$ 136.590,00

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Coluna Fernando Calmon — Spin 2025 ganha atualização estética, itens de segurança e consome menos

Coluna Fernando Calmon nº 1.294 — 26/3/2024

Spin 2025 ganha atualização estética, itens de
segurança e consome menos

 

Único monovolume em produção no Brasil, o Spin recebeu o maior número de modificações desde seu lançamento em junho de 2012. Esse mercado tem encolhido em razão do avanço dos SUVs. No ano passado foram vendidas 20.316 unidades e a Chevrolet detectou que esse volume pode ser mantido ou até um pouco aumentado com as mudanças. Não será missão fácil porque o Citroën C3 Aircross também oferece versões de cinco e sete lugares, embora tenha proposta diferente.

A frente totalmente redesenhada deu uma boa rejuvenescida no conjunto (capô elevado chama atenção) e na parte traseira as lanternas estão maiores, além da nova tampa do porta-malas. Este, aliás, manteve-se imbatível: 162 litros (sete lugares) e 553 litros (5 lugares). Faróis e lanternas de LED são de série, algo impensável 10 anos atrás em carros de volume.

No interior o destaque é a central multimídia de 11 pol. (inclui Wi-Fi nativo e espelhamento sem fio dos aplicativos de navegação) com boa resolução e integrada ao quadro de instrumentos de 8 pol. Este tem um ícone que aponta a distância em segundos do carro à frente. Celular esquenta menos durante carregamento por indução graças a um pequeno fluxo de ar-condicionado.

Chevrolet Spin – 2025

Alerta de colisão frontal com detector de pedestre e a frenagem autônoma de emergência são opcionais, assim como o sistema OnStar de assistência remota em acidentes e outros serviços mediante assinatura.

Materiais de acabamento estão melhores. Nos dois descansa-braços dianteiros é possível encaixar telefones celulares. Agora são seis airbags e os de cortina alcançam a terceira fileira. No banco traseiro espaço para pernas, ombros e cabeças continua muito bom e o acesso à terceira fileira de bancos (rebatíveis) é razoável.

O motor de aspiração natural tem projeto antigo: nasceu no Corsa 1,6 L de 1995 como Família 1 e mais adiante passou para 1,8 L. Contudo recebeu agora central eletrônica de última geração. Manteve os mesmos números de potência e torque: 116(E)/106 (G) cv e 17,7 (E)/16,8 (G) kgf·m, respectivamente. Ficou até 11% mais econômico com os dois combustíveis para se enquadrar nas exigências da legislação. A versão de entrada tem câmbio manual de seis marchas, enquanto na intermediária e de topo o câmbio é o automático epicíclico de seis marchas.

Durante a primeira avaliação, entre São Paulo e Ibiúna (SP), notei que o desempenho não mudou. Quando totalmente carregado, o Spin certamente exigirá cautela maior nas ultrapassagens. O vão livre do solo aumentou para melhorar ângulos de entrada e saída. Porém, as bitolas foram alargadas mediante mudança no off-set das rodas e também aumento de tala de 6,5 pol. para 7 pol., boas soluções de compromisso para o comportamento em curvas.

Preços: R$ 119.990 (LT manual), R$ 126.990 (LT automático), R$ 137.990 (LTZ automático) e R$ 144.990 (Premier automático).

Mustang GT 2025 mais adequado ao mercado brasileiro

No ano em que comemora seis décadas de lançamento do icônico modelo americano, a Ford lança a versão GT Performance em substituição à Mach 1. O carro está em pré-venda e as primeiras unidades serão entregues em junho por R$ 529.000, cerca de 8% menos que a versão anterior.

Uma das características marcantes desta sétima geração continua sendo o vistoso aerofólio traseiro. Há mudanças nos faróis, no capô e nas clássicas lanternas traseiras. A grade do radiador ficou maior. Uma modificação feita na linha do teto facilita a entrada e a saída do cupê de quatro lugares, em especial quando o motorista estiver com capacete num autódromo. São novos os painéis externos da carroceria.

No interior, o quadro de instrumentos (12,4 pol.) e a tela multimídia (13,2 pol.) integram-se em uma única peça. Android Auto e Apple CarPlay podem ser espelhados sem fio e há carregador de celular por indução. São cinco modos de condução e quatro para o som do escapamento. De modo remoto é possível ligar o motor e até dar algumas aceleradas a distância.

Motor V-8 de aspiração natural, 5-litros, entrega 488 cv (mais 5 cv) e 58 kgf·m. Aceleração de 0 a 100 km/h permaneceu em 4,3 s. Suspensão adaptativa tem quatro opções de ajustes com sistema de detecção automática de buracos muito útil no Brasil para diminuir impactos sobre rodas e pneus (255/40 R19, na dianteira e 275/40 R19, na traseira). No Mach 1 só havia freios a disco Brembo nas rodas da frente (atrás, discos comuns) e no GT a marca italiana também está nas rodas traseiras.

Permanece o sistema exclusivo de travamento apenas nas rodas dianteiras, enquanto as traseiras “queimam” o asfalto para pré-aquecer os pneus. Não convém abusar, pois pneus são bem caros.

Trinta anos da Audi no Brasil

Ao comemorar três décadas no mercado a Audi relembrou a iniciativa do tricampeão mundial de F-1, Ayrton Senna, que importou as primeiras unidades antes da instalação oficial da marca alemã no Brasil 30 anos atrás. Em 1999 inaugurou a fábrica em São José dos Pinhais (PR), construída em parceria com a VW, onde produziu primeiramente o A3 até 2006, quando encerrou as atividades industriais.

Em 2015 voltou à atividade fabril com o A3 sedã e, no ano seguinte, o Q3. Em 2020, nova interrupção em razão do fim de incentivos do programa federal Inovar-Auto que, na verdade, não honrou os compromissos anteriores. Em 2022 decidiu montar kits CKD, no Paraná, do Q3 e Q3 Sportback.

Agora, no trigésimo aniversário de atuação no País, anunciou nova parceria com a Senna Brands, exibiu o F-1 que marcará sua volta às pistas em 2026 (já esteve nos anos 1930 como Auto Union), importará uma série específica de apenas 15 unidades da incrível station RS 6 Avant Legacy (4-litros, V-8 biturbo, 630 cv, 0 a 100 km/h em 3,4 s) e mostrou o protótipo do SUV elétrico Audi Q6 e-tron.

BYD ampliará sua rede de recarga de elétricos

A indústria automobilística ao redor do mundo continua a investir em carros elétricos. Porém, sabe que sem uma infraestrutura bastante robusta de recarga as dificuldades de aceitação do produto serão maiores. E em um país de dimensões continentais, como o Brasil, esse entrave torna-se ainda mais sensível.

Por isso, a BYD decidiu ampliar sua oferta de recarregadores em evento que reuniu em São Paulo (SP) empresas também interessadas em investir no segmento, como Raízen Gera, Shell Recharge e Tupinambá entre outras. A novidade apresentada pela marca chinesa é o modelo batizado de Grid Zero.

Este equipamento está acoplado a uma bateria de alta capacidade que armazena energia do grid (rede elétrica comum) e administra durante a recarga de um veículo o uso combinado dos dois sistemas. A BYD não informou o preço do Grid Zero, porém lançou um aplicativo grátis para localização de estações de recarga por todo o País.

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Chevrolet Spin ganha mudanças estétcas mas mantém motor antigo

Lançada em 2012, o monovolume Chevrolet Spin passa por mais uma leve reforma para tentar enfrentar a concorrência. Até então praticamente sozinha no mercado, o modelo familiar com até sete lugares ganhou a concorrência do Citroen C3 Aircross (veja teste).

A principal dificuldade para enfrentar seu mais novo rival é o velho motor 1,8 litro de 111 cavalos e 17,7 kgfm. O C3 Aircross conta com um moderno motor de um litro turbo de 130 cavalos torque de 20,4 m·kgf. Isso reflete na aceleração e na velocidade máxima, onde o Aircross é muito superior.

Segundo informações, a marca americana fez uma recalibração no motor para tentar dar agilidade ao monovolume e também diminuir o consumo em 11%.
A suspensão foi também recalibrada, pois aumentaram as bitolas dianteiras e traseiras para agregar as rodas mais largas e maiores (16 polegadas).

Design

O design, agradável e mais atual, tenta seguir as linhas adotas na picape Montana. Na frente é onde aconteceram as maiores mudanças. Com uma frente alta, o novo Spin tem uma nova grade e faróis full led. Já na traseira, uma nova tampa e novas lanternas em Led.

Por dentro, melhorou a tecnologia. O novo Spin tem duas telas digitais. Uma tela de 8 polegadas que é o quadro de instrumentos, e outra, ao centro, de 11 polegadas, que é a tela multimídia com o sistema Chevrolet MyLink, que foi atualizado.

O Spin 2025 chega em três versões: LT, LTZ e Premier e duas opções de câmbio: manual e automática. Aqui uma vantagem sobre o concorrente direto, que tem uma transmissão CVT – Transmissão Continuamente Variável, enquanto a Spin é uma transmissão automática de verdade, a GF6, com conversor de torque e seis velocidades.

Outra virtude do Spin de cinco lugares é possuir o maior porta-malas do segmento: 756 litros. O C3 Aircross é de 499 litros.

Preços
LT Manual – R$ 199.990,000
LT automática – R$ 126.990,00
LTZ Automática – R$ 137.990,00
Premier automática – R$ 144.990,00

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Coluna Fernando Calmon — GM anuncia investimentos, mas ainda não confirma HVs no Brasil

Coluna Fernando Calmon nº 1.285 — 23/1/2024

GM anuncia investimentos, mas ainda não confirma HVs no Brasil

Como parte de suas ações para marcar o centenário de quando iniciou atividades no País, em 26 de janeiro de 1925, a GM divulgou o investimento de R$ 7 bilhões no quinquênio 2024-2028. O presidente da empresa para o Brasil e América do Sul, Santiago Chamorro, deu pistas bem claras na entrevista em Brasília no dia 24 de janeiro, após se reunir com o presidente da República, sobre os planos da companhia: “Criamos um portfólio para atender os clientes até que eles se adaptem a um mundo mais eletrificado”, explicou.

Parece óbvio que a posição da empresa pioneira está alinhada aos outros dois maiores grupos instalados no Brasil, Stellantis e VW. Estes já anunciaram a escalada prudente que começará por assistência elétrica básica (os pseudo-híbridos), seguida pelos híbridos flex, talvez uma passagem por híbridos flex de plugar e, em algum momento, adiante os modelos 100% elétricos. Aliás, estes dois últimos só se viabilizarão devido à volta do imposto de importação iniciada este ano por etapas. Caso contrário, não haveria condições econômicas.

Chamorro adotou uma linguagem bastante pragmática: “A solução não será uma só tecnologia. O elétrico é melhor do que o híbrido que, por sua vez, tem mais benefícios do que o motor a combustão somente.” Confirmou também seis lançamentos este ano, começando pela nova geração do Spin, único monovolume com representatividade atualmente. Importará dos EUA os SUVs elétricos Equinox e Blazer. Dos outros três, nada adiantou. Consideram-se certas a atualização profunda da picape S10 e do SUV Trailblazer. O sexto produto, ainda desconhecido, pode ser outra versão de um modelo existente.

Vista aérea da fábrica da GM em Gravataí

Entre os futuros produtos as apostas começaram. O site Autossegredos considera certo um inédito SUV a partir do Onix hatch que seria opção mais em conta ao Tracker. Faz sentido para a fábrica de Gravataí (RS). Já Autoesporte espera que a Montana fabricada em São Caetano do Sul seria a base para um novo SUV capaz de rivalizar com o Compass que lidera a categoria dos SUVs médios-compactos. Teria assistência elétrica de 48 V, ou seja, não se trataria de um híbrido flex como o Corolla Cross que estreou essa solução até agora importada do Japão.

O presidente da GM International, Shilpan Amin, que veio ao País para dar mais peso ao anúncio de investimentos, foi assertivo: “Nossa estratégia é totalmente voltada àquilo que o consumidor demandar. Teremos da mesma forma modelos exclusivos para o Brasil”.

Ram Rampage R/T tem presença fora do comum

Mesmo quem não é grande fã de picapes talvez se renda à proposta da Rampage, em especial na versão R/T (R$ 277.490). Ela parte da construção monobloco da Toro e mantém praticamente a mesma distância entre eixos: 2.994 mm versus 2.990 mm. Significa, claro, nenhuma mudança interna em termos de espaço para cabeças, pernas e ombros dos quatro passageiros e do motorista.

As diferenças começam no desenho da carroceria com grade do radiador imponente, capô elevado, faróis afilados de LED e para-choque de desenho robusto que inclui faróis de neblina do mesmo modo de LED. De perfil o desenho é ainda mais chamativo pelo teto pintado de preto, mesma cor nas rodas de 19 pol. (pneus 235/55 R19), e o avantajado adesivo R/T nos extremos dos para-lamas traseiros. Atrás, as lanternas bem dimensionadas trazem uma bandeira americana estilizada, abertura da tampa com amortecimento e uma saída de escapamento em cada extremidade na cor preta.

Uma vantagem em relação à Toro é o volume da caçamba – 980 litros – em razão das laterais mais altas e o maior comprimento total (5.028 mm versus 4.945 mm). De série vem com protetor, porém sem divisórias internas, nem capota marítima. A capacidade de carga, incluídos os cinco ocupantes, é de 750 kg.

Diferença mais marcante aparece no desempenho. Motor da R/T, um turbo a gasolina de 2 litros, entrega 270 cv e 40,8 kgf·m, acoplado a um câmbio automático de nove marchas, tração 4×4 com distribuição de 50% para cada eixo, mas sem a reduzida tradicional. Para um veículo de 1.917 kg de massa total e deste porte a aceleração informada surpreende com 0 a 100 km/h em 6,9 s (consegui 6,8 s pelo velocímetro do Google Maps). Com pneus de série adequados a fábrica declara velocidade máxima de 220 km/h.

O motorista tem à disposição banco com regulagens elétricas (opcional para o passageiro). Mesmo sem carga as suspensões com molas helicoidais nas quatro rodas oferecem relativamente bom conforto de marcha. Fica a desejar o diâmetro de giro de 12 m, um pouco melhor que o da Toro (12,2 m), que dificulta manobras em geral e para estacionar por si só mais difíceis pelas dimensões da picape.

SUV médio Seres 3 atrai poucos olhares

A marca é chinesa, porém fundada nos EUA em 2016. Hoje a DFSK possui fábricas também na China de onde vem o Seres 3 de porte semelhante ao do Compass. Seu estilo quase não se destaca na grande oferta de SUVs no mercado e até o nome do modelo se inspira, sem elegância, no sedã da BMW. Preço inicial de R$ 239.990 baixou para R$ 199.990. Ainda não há previsão de aumento com a oneração do imposto de importação desde 1° de janeiro.

Apesar das linhas genéricas, oferece espaço interno compatível a outros modelos do segmento graças ao bom entre-eixos de 2.650 mm. Entretanto decepciona pelo volume útil do porta-malas com apenas 318 litros contra 373 litros do T-Cross e 410 litros do Compass.

Destaca-se nos materiais de acabamento, bancos confortáveis, quadro de instrumentos, tela multimídia de 10,25 pol. e pareamento sem fio para Apple CarPlay. Não consegui parear Android Auto mesmo com cabo. Celular pode ser carregado por indução no console, porém falta um anteparo para impedir que o telefone caia em curvas. Faz falta a regulagem em distância do volante.

O Seres 3 enfrenta bem o piso irregular e as suspensões estão calibradas mais para o conforto de marcha, sem dar impressão de fragilidade e nem excessiva inclinação em curvas. Motor dianteiro de 163 cv e 30,6 kgf·m permite acelerar de 0 a 100 km/h em 9,1 s (pelo Google Maps). O SUV Seres 3 oferece três modos de guiar: Eco, Normal e Sport. O Eco torna o carro tão lento que nem parece um elétrico (melhor usar apenas para poupar a bateria, em caso extremo). Entre os outros dois modos a diferença no desempenho é pequena e dentro do previsto.

Bateria de 52,7 kW·h garante alcance médio de 209 km (padrão Inmetro), porém consegui em cidade pouco mais de 300 km no modo Normal. Em trecho de autoestrada, a 120 km/h de média, o alcance caiu para 220 km.

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Chevrolet Spin vai ganhar uma nova geração

A General Motors do Brasil vai apresentar nos próximos meses, a nova geração da minivan Spin.

A única minivan nacional de sete lugares terá inovações no design, nos equipamentos e na motorização.

A Spin vai receber mudanças na parte dianteira, faróis Full LED e um capô mais elevado, deixando o modelo bem mais atual.

Por dentro, a Spin vai contar com uma nova central multimídia integrada ao quadro de instrumentos digital, seguindo o conceito de cockpit da linha de veículos globais da marca.

Atendendo á preferencia do consumidor, a minivan vai ganhar uma maior altura do solo, com os ajustes na suspensão, deixando mais próxima de um crossover.

“Mexemos inclusive na parte estrutural, mas mantendo as principais virtudes do crossover, como a versatilidade. O modelo continuará ofertado em versões de sete lugares e de cinco lugares, que se diferencia pelo maior porta-malas entre os veículos de passeio de produção nacional”, afirma  Paula Saiani, diretora de Marketing de Produto da GM América do Sul.

O modelo é o primeiro dos seis lançamentos que a Chevrolet promete para este ano.

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