Stock Car

Um brilhante jornalista foi decisivo para inauguração do Autódromo de Goiânia

Se hoje Goiânia pode se orgulhar por ter um autódromo internacional, que é exemplo de segurança e estrutura, muito desse legado se deve a apaixonados e entusiastas que há mais de meio século idealizaram a construção de um espaço dedicado às competições do automobilismo e motociclismo. Um dos principais personagens dessa história é o jornalista Fernando Campos, (diretor da primeira corrida disputada no circuito e  fundador de escola de kart)referência regional e nacional na profissão.

Atualmente, aos 84 anos de idade, ele se orgulha que o projeto que ajudou a acalentar tornou-se uma das principais praças esportivas do Brasil, já recebeu o Mundial de Motovelocidade em três oportunidades (de 1987 a 1989) e completa 50 anos de inauguração neste domingo, 28 de julho, na disputa do GP Chevrolet Stock Car, sexta etapa da temporada 2024.

Nascido em maio de 1940 em Coimbra, Portugal, Fernando Campos veio com sua família para o Brasil em 1953, desembarcando primeiramente em São Paulo, mas oito anos depois veio a mudança em definitivo para Goiânia. Jornalista por influência da mãe, Campos uniu a profissão à paixão e começou a escrever notas e colunas sobre automobilismo no jornal O Popular, convertendo-se rapidamente em importante tribuna e elemento fundamental na popularização do esporte a motor na capital e no estado de Goiás como um todo.

Fundador do programa Rodas&Motores, que está na televisão e no rádio há mais de três décadas, Fernando tem uma história de amor pelo esporte e por Goiânia. Com 54 anos dedicados ao jornalismo, Campos recorda com carinho o período que antecedeu a construção do autódromo no Planalto Central.

“Houve um crescimento decisivo dos esportes a motor regionais. Lembre-se que estávamos em 1974, e um pouco antes disso já havia um automobilismo desenvolvido e bem instituído em Brasília. Embora não tanto como em Brasília, também tínhamos um esporte a motor bom naquela época, não apenas no automobilismo, mas também no motociclismo: éramos muito fortes na preparação e nas corridas de lambretas. Então, com o esporte em franco desenvolvimento no Centro-Oeste e estando a 200 km de Brasília, faria todo o sentido ter um autódromo em Goiânia”, explica.

O jornalista destaca outro fator importante para incentivar Goiânia a ter um autódromo. “Sem dúvida, foram os títulos de Emerson Fittipaldi na Fórmula 1, em 1972 e 1974. Todos queriam ser Emerson Fittipaldi. Foi a mola propulsora que fez multiplicar o desejo das cidades em ter autódromos. E foi por conta disso que ele foi convidado para inaugurar a pedra fundamental do Autódromo de Goiânia, no início de 1972.”

Até antes da existência do autódromo goiano, as corridas na cidade aconteciam nas ruas, sobretudo em razão do aniversário da capital, em 24 de outubro, nas mais variedades modalidades, muito além dos karts e dos carros habituais. “Tinha corrida de tudo: até de triciclos, lambretas, motocicletas…”, relembra Campos. “E o interesse por um autódromo foi crescendo”.

Fernando Campos fala com reverência de alguém que considera fundamental para que o Autódromo de Goiânia saísse do papel para virar realidade. “Tudo aconteceu depois que o Leonino Caiado foi nomeado governador. Goiânia era uma cidade muito jovem e, naquele período, quase não havia diversão para a população. Leonino entendeu isso e resolveu construir três insumos esportivos: o Estádio Serra Dourada, o Ginásio Rio Vermelho — hoje centro de excelência dos esportes aqui em Goiás — e o Autódromo de Goiânia”, destaca.

Fernando se orgulha de também ter contribuído de forma importante para a concretização do sonho de muitos goianos. “A minha maior participação em meio a tudo isso foi justamente pelo meu jornalismo. Nunca deixei de fazer jornalismo. Em 2023, completei 54 anos de carreira, e isso significa alguma coisa, claro.  Tenho o orgulho de ajudar a tornar o automobilismo e o esporte a motor, de forma geral, mais popular graças ao jornalismo”, comenta.

Muito além do trabalho nas redações e nas pistas do Brasil, Fernando Campos se envolveu diretamente com o universo das competições. Com o aprendizado adquirido nas suas idas a Interlagos, fundou a primeira equipe de cronometragem de Goiânia e criou, ao lado do também jornalista e advogado Luiz Fernando Rocha Lima — presidente da Federação Goiana de Automobilismo à época — uma escola de kart. “Essa escola formou centenas de pilotos”, relembra Campos.

50 anos de história

Uma trajetória tão rica e importante como a do hoje batizado como Autódromo Internacional de Goiânia Ayrton Senna traz muitos momentos marcantes e inesquecíveis. Alguns deles foram considerados decisivos por Fernando Campos:

O começo de tudo

“Tenho de valorizar a própria inauguração do autódromo. O Luiz Fernando Rocha Lima defendia que a ocasião deveria ser um grande festival de corridas. E foi maravilhoso, lindo, com mais de 60 mil pessoas. A primeira corrida, as 12 Horas de Goiânia, teve a mim como diretor de prova, nomeado pelo L.uiz Fernando a apenas cinco dias da prova. Encarei de frente”.

Superação da crise

“Aquelas 12 Horas de Goiânia correram o risco de não acontecer por conta da crise do petróleo. Goiânia foi palco de todas as discussões a respeito do que seria o esporte a motor brasileiro em razão dos efeitos daquela situação. Acredito que todos os pilotos se recordam do drama que foi, do risco de estar tudo pronto para correr e não ter a largada. Foi dramático e, de certa forma, inesquecível. Mas largamos e seguimos adiante”.

“Explosão de liberdade” com Mundial

“Foi a primeira vez que percebemos o que é um evento tão grande como foi com o Mundial de Motociclismo, com as três categorias na pista. A população recebeu muito bem o evento e abraçou o Mundial. A Praça Tamandaré, que já era um ponto de reunião da moçada, virou um frenesi. Todo mundo foi lá para andar de motocicleta. Foi uma explosão de alegria e de liberdade em uma cidade realmente jovem”.

Renovar é preciso

“Na década de 2010, o governo da época percebeu a necessidade de modernizar e atualizar as estruturas do autódromo. Se essa reforma não tivesse acontecido, não haveria o padrão de qualidade em todos os níveis, tanto esportivo como o promocional. O esporte a motor mudou muito desde a inauguração do autódromo. E a Vicar se posicionou e alertou que, se os autódromos não se atualizassem, não receberiam mais corridas. O governo se mexeu e investiu muito para mudar a estrutura do autódromo, construir novos boxes, uma nova entrada para os boxes, bases importantes de cronometragem, restaurante e uma sala de imprensa grande, muito melhor, com toda a estrutura necessária. E tive a honra de ser homenageado e ter meu nome designado para batizar a sala de imprensa do autódromo. Sem essa tão importante reforma, não estaríamos falando do nosso autódromo como ele é hoje”.

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Daniel Serra vai tentar a 3ª vitória em Le Mans

Dos seis brasileiros inscritos para a edição de 2024 das 24 Horas de Le Mans, Daniel Serra é um dos mais experientes. Paulistano de 40 anos, o piloto já disputou a mais famosa corrida de resistência do automobilismo em sete oportunidades, de forma consecutiva entre 2017 e 2023, sempre inscrito em categorias do tipo GT. Daniel subiu ao topo do pódio da prova em duas oportunidades e venceu logo no seu ano de estreia, em 2017, com a Aston Martin Racing; e dois anos depois, com a Ferrari da equipe AF Corse, ambas na classe LMGTE-Pro. Ao lado de outros cinco brasileiros, o tricampeão da Stock Car será uma das atrações da Rolex 6 Horas de São Paulo. Com ingressos já à venda, a prova será disputada em Interlagos no dia 14 de julho, no Autódromo de Interlagos 

Em 2024, Serrinha vai em busca da sua terceira vitória em Le Mans. Piloto oficial da Ferrari em corridas de GT, o tricampeão da Stock Car Pro Series (2017, 2018 e 2019) vai acelerar o carro da mais famosa marca do esporte a motor pela sétima vez seguida, mas agora representará a equipe britânica GR Racing. Pela classe LMGT3, Daniel será o piloto de graduação platina no trio formado também pelo italiano Riccardo Pera (prata) e o inglês Michael Wainwright (bronze).

A tripulação vai competir com a Ferrari 296 LMGT3, carro que Daniel Serra conhece muito bem e com o qual triunfou nas 24 Horas de Daytona disputadas em janeiro deste ano.

“É muito legal poder estar a caminho da minha oitava participação em Le Mans. Venho fazendo todos os anos, desde 2017, e é uma das corridas que mais gosto de disputar, um dos maiores eventos do automobilismo. O evento é incrível, a semana toda é muito legal. Vencer em Le Mans é demais, inesquecível, então estou bem empolgado por poder disputar Le Mans mais uma vez”, ressaltou o piloto.

Desafio em Le Mans

Com oito participações em Le Mans, a GR Racing tem vasta experiência no Endurance como cliente da Porsche. Mas 2024 será é o primeiro ano com a Ferrari. Em 2024, a equipe finalizou as 24 Horas mais famosas do esporte a motor na terceira colocação pela antiga classe LMGTE-Am.

“Nunca corri com eles. Claro que conheço muito bem o carro, mas vou conhecer todos lá em Le Mans. Temos treino uma semana antes lá na pista, então vai ser quando vou poder ter um maior contato com todos”, disse o piloto, que será um dos tripulantes da Ferrari #86 pintada em preto e com detalhes em laranja.

“O meu time não faz o Mundial, corre o European Le Mans Series, que é o campeonato europeu, e vai fazer as 24 Horas de Le Mans novamente. Eles têm andado muito bem no ELMS, embora em 2024 seja o primeiro ano da equipe correndo de Ferrari. Sabemos que em uma corrida de 24 horas não é só a performance que conta: é importante ter desempenho, mas também é preciso ter consistência, não cometer erro nenhum, então tem de ter muita coisa alinhada e certinha. E eles já têm experiência em Le Mans, foram ao pódio no ano passado. Vamos fazer o máximo na nossa preparação, e estou muito ansioso para andar de GT3 novamente lá”, acrescentou Serrinha.

“Amo corrida de 24 horas”

Daniel enfatizou o apreço pelo ambiente único proporcionado pelo chamado “espírito de Le Mans” e as suas nuances que tornam todo o conjunto ainda mais especial para um piloto, sobretudo para quem teve a chance de vencer a corrida duas vezes.

“Tudo é muito legal: o evento é cheio de atrações, como o desfile na cidade, a apresentação para os fãs, os testes… A pista é sensacional para guiar, muito prazerosa. Amo corrida de 24 horas. O evento como um todo é muito bacana”, ressaltou.

Ao falar sobre o momento preferido para pilotar em Le Mans, Serra destacou. “Acelerar no amanhecer é a parte mais legal da corrida. É quando a pista está super rápida, já tem um pouquinho de luz e está mais fresquinho. É bom demais poder pilotar no começo da manhã”, concluiu o piloto. As 24 Horas de Le Mans serão disputadas nos dias 15 e 16 de junho.

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Nasce mais uma estrela campineira no esporte a motor

As mulheres estão cada vez mais encontrando espaço em esportes individuais e coletivos, inclusive em alguns tratados como ‘masculinos’ até o final do século passado. O que vemos ultimamente é a grande participação delas no futebol e no automobilismo.

Hoje temos uma constelação de pilotas em diversas categorias, inclusive com representatividade nos principais órgãos nacionais e internacionais do esporte a motor. É o caso de Bia Figueiredo, a primeira mulher a vencer uma corrida de Fórmula Renault no mundo, a primeira a correr na Stock Car, e que chegou até a Fórmula Indy. Hoje ela pilota nos grandes caminhões da Copa Truck, e ainda exerce um importante papel de conscientização e incentivo às mulheres que querem competir e trabalhar no automobilismo. 

“Nosso objetivo continua sendo fomentar a base para ampliar a presença de mulheres nos grids de corridas de todas as modalidades do automobilismo”, diz Bia Figueiredo, presidente da Comissão Feminina de Automobilismo da CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) e coordenadora do FIA Girls on Track Brasil.

Podemos citar muitas mulheres que exercem importante papel no automobilismo, como Aurélia Nobels, que corre na Europa apoiada pela Ferrari Driver Academy; Bruna Tomaselli, que já correu nos Estados Unidos, Europa e agora está na Stock Series, última categoria antes da Stock Car Pro; Débora Rodrigues, também pilota da Copa Truck; Cecília Rabelo, pole position na F4 na preliminar do GP São Paulo de Fórmula 1; Rafaela Ferreira, vice-líder do campeonato brasileiro de F4; a off-roader Helena Deyama, vencedora do Rally dos Sertões; e Suzane Carvalho, instrutora de pilotagem de moto, carro e kart, e que já foi campeã brasileira de kart, moto e Fórmula 3. 

Agora, surge mais uma estrelinha nesta formosa constelação de mulheres vencedoras no automobilismo. Estreando no kartismo nesta temporada, Manu Clauset (Praga/TSO/RaceVille Speed Club) participou de três etapas da V11 Aldeia Cup, subiu no pódio em todas elas, ocupa a terceira posição entre os Rookies da F4 Júnior, e no último encontro ainda estabeleceu a volta mais rápida.

“Estou aprendendo ainda, mas estou me aplicando bastante para alcançar resultados cada vez melhores. Sou apaixonada pelo kart”, comenta a jovem de 14 anos de idade. E todo o seu esforço neste início de carreira já rendeu frutos logo após a sua estreia, quando terminou em segundo lugar.

A fabricante de kart Praga resolveu apostar em seu talento, fornecendo para a sua equipe HRA Petrukio Racing Team um chassi Praga Dragon Evo 3 Blue, e agora Manu é pilota de fábrica. “É com muito prazer que anunciamos o apoio à piloto Manu Clauset. Acreditamos no seu potencial, determinação e carisma para seguirmos rumo ao degrau mais alto do pódio”, anunciou Fábio Santos, da Praga Kart Brasil. “Foi muito esforço para alcançar algo muito importante, e que não posso desperdiçar”, constata a filha do jornalista e empresário Cacá Clauset.

O que faz de Manu Clauset uma jovem diferenciada, é que ela também pensa no fomento ao kartismo, para trazer mais meninas para experimentarem o esporte. Ela e sua amiga Gabriela Manzato, também residente em Campinas, criaram o campeonato de rental kart Meninas na Pista, que tem suas provas realizadas no Kartódromo San Marino, em Paulínia. “Os pais incentivam, mas elas que tem que batalhar para deixar tudo em ordem. Isso é muito legal, pois além de gostar de correr, elas tem a preocupação e a vontade de trazer mais garotas para o kart. Afinal, lugar de mulher é onde ela quiser”, encerra Cacá que foi piloto de rally, inclusive, disputando o Paris-Dakar e os Sertões.

Manu Clauset compete com o apoio de Praga Kart Brasil, TSO Brasil e RaceVille Speed Club.

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Felipe Massa vence na Stock Car e lidera campeonato

A TMG Racing segue invicta nas corridas Sprint da Stock Car Pro Series nesta temporada 2024. Depois de Rafael Suzuki triunfar na primeira prova do ano, há três semanas, em Goiânia (GO), neste sábado (23) foi a vez de Felipe Massa terminar no topo do pódio a disputa que abre a segunda etapa do campeonato, no Autódromo Velocitta, em Mogi Guaçu (SP). A conquista veio na esteira de um duro revés sofrido por Allam Khodair, que liderou boa parte da corrida, mas enfrentou problemas no carro e teve de abandonar. Massa, que vinha logo atrás, assumiu a liderança para não mais perder o primeiro lugar.

O feito consolida uma grande fase de Felipe na Stock Car. Desde a etapa do Velocitta, a antepenúltima do ano passado, o paulista marcou pódios em todas as rodadas da categoria, colecionando agora sua terceira vitória. De quebra, Massa subiu para a liderança do campeonato (resultados extraoficiais), com 137 pontos.

Foto Gerson Borini 
Foto Divulgação
“Foi maravilhoso”, comemorou o grande vencedor do dia. “Sequência máxima! Fiquei cuidando dos pneus e tentando não usar muito o push. Usei um pouco no fim, nessa batalha e durante a janela também, para conseguirmos ultrapassar no momento certo. Então hoje a corrida foi perfeita, e a experiência e a paciência me trouxeram a vitória. Muito feliz pelo trabalho em equipe e com a estratégia que estamos fazendo, que vêm trazendo muito sucesso”, adicionou.

O sábado foi de festa também para Ricardo Zonta (RCM Motorsport). No dia em que completou 48 anos, o curitibano terminou a prova Sprint na segunda colocação, enquanto Felipe Fraga (Blau Motorsport) foi o terceiro. Companheiro de equipe de Zonta, Bruno Baptista terminou em quarto, em dia bastante competitivo para o time liderado por Marcel Campos, enquanto Rafael Suzuki colocou mais um carro da TMG Racing no top-5.

Ricardo Maurício (Eurofarma RC) foi o sexto, seguido por Felipe Baptista (Crown Racing). Entretanto, o vencedor da corrida principal de Goiânia foi punido em 20s por conta de incidente com Rubens Barrichello e caiu para 20º. Daniel Serra (Eurofarma RC), que largará da pole position neste domingo, Arthur Leist (Full Time Sports), Thiago Camilo (Ipiranga Racing) e Átila Abreu (Pole Motorsport) completaram a relação dos dez melhores colocados.

Foto Gerson Borini

A Stock Car agora se prepara para a corrida principal da etapa do Velocitta, neste domingo, a partir de 12h30.

Corrida

Com muita expectativa, ventos fortes e uma fina chuva que tornou tudo ainda mais imprevisível, a Stock Car acelerou para a sua segunda corrida Sprint da temporada. Allam Khodair puxou uma primeira fila toda formada por carros da Blau, com Felipe Fraga em segundo, em posicionamento mantido após a largada. Felipe Massa subiu para terceiro na primeira volta após passar Dudu Barrichello, enquanto Bruno Baptista completou o top-5 no giro inicial.

Em ritmo de corrida bastante forte, Khodair e Fraga travaram um duelo caseiro pela liderança nas voltas iniciais ao mesmo tempo em que vários carros lutavam intensamente pelas primeiras posições. Em contrapartida, Dudu Barrichello teve de recolher com problemas na direção hidráulica do carro.

A dupla da Blau manteve a dianteira com propriedade: Khodair sustentou a liderança, mas não conseguiu desgarrar muito em relação a Fraga, enquanto Felipe Massa acompanhava tudo à distância no terceiro lugar.

Foto Gerson Borini

O momento capital da corrida foi logo depois na janela de pit-stops obrigatórios. Os carros da Blau foram os últimos a realizarem as respectivas paradas. Khodair foi p primeiro dos dois a ir aos boxes, e Fraga fez a troca de pneus logo em seguida.

No fim das contas, a estratégia foi favorável ao piloto do carro #18, que retomou a liderança. Felipe Massa e Ricardo Zonta também superaram Fraga na sequência.
Mas tudo mudou depois que Khodair enfrentou problemas e ficou bastante lento na pista, o que permitiu a Massa assumir a liderança da corrida, seguido pelo aniversariante Zonta e Fraga em terceiro. Ao ‘Japonês Voador’, restou abandonar a
prova depois de ter ficado bem perto da vitória.

Massa confirmou o triunfo no Velocitta depois de resistir à pressão de Zonta nas voltas finais e Felipe Fraga cruzou a linha de chegada em terceiro.

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Stock Car suspende corrida principal após temporal

Tendo como prioridade a segurança e integridade física de pilotos, membros das equipes e todos os envolvidos no evento, a Stock Car Pro Series e a Confederação Brasileira de Automobilismo decidiram pela suspensão da corrida principal da segunda etapa da temporada 2024, que aconteceria neste domingo (24/03), no Autódromo Velocitta. A prova não foi realizada em razão da forte e insistente chuva que atingiu a região de Mogi Guaçu, no interior de São Paulo, desde as primeiras horas do dia.

“Aguardamos uma melhoria das condições climáticas, mas isso não aconteceu. A previsão era de que a chuva continuaria até o final do dia. Então, foi uma suspensão causada por um caso fortuito e força maior”, disse Fernando Julianelli, CEO da Vicar, promotora da Stock Car. “A segurança dos pilotos está em primeiro lugar. E também o respeito ao público e patrocinadores que vieram hoje ao Velocitta, que não poderiam esperar indefinidamente”.

“Realizamos várias voltas de inspeção, e a pista continuava sem condições técnicas e de segurança”, disse Fabio Greco, presidente do Conselho Técnico Desportivo Nacional da CBA. “Os pilotos nos pediram para que tomássemos uma atitude visando a manutenção da segurança de todos. Estamos sempre atentos a isso. E, na situação de hoje, a suspensão da prova era a melhor solução”, concluiu.

Com a suspensão, uma data e local, integrantes do calendário 2024 da categoria, serão anunciados em breve para a realização da corrida. No campo esportivo, o adiamento fez com que Felipe Massa, vencedor da corrida sprint disputada no sábado, saísse do Velocitta na liderança da Stock Car – fato inédito na carreira do piloto. Massa soma 137 pontos, contra 131 de Julio Campos.

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Tricampeão Daniel Serra vai chegar a 300 largadas na Stock Car

Tricampeão da Stock Car Pro Series (2017, 2018 e 2019), Daniel Serra vai chegar a uma marca emblemática em sua carreira. Neste domingo (24 de março), quando for dada a largada para a corrida principal da etapa 2 da temporada 2024, no Autódromo Velocitta, em Mogi Guaçu (SP), o piloto da Eurofarma RC vai chegar a 300 corridas na principal categoria do automobilismo brasileiro.

Depois deste fim de semana, portanto, Serra passará a frequentar o ‘Clube dos 300’ da Stock Car, do qual já fazem parte nomes de muito peso e história no automobilismo nacional como Cacá Bueno (358 corridas), Thiago Camilo (345), Ingo Hoffmann (332), Allam Khodair (322) e Ricardo Maurício (319).

“É até estranho olhar para trás e ver que estou perto de completar 300 corridas aqui na Stock Car. É bastante coisa, e fico muito feliz de chegar a essa marca. Gosto muito de competir na Stock Car: onde me profissionalizei muito novo, percorri muitas temporadas, é muito especial para mim e a minha família, com meu pai também tricampeão. Feliz por vivenciar esse momento, e espero que ainda tenha muito mais pela frente”, declarou Daniel.

Chico e Daniel Serra – Duda Bairros/Vicar

Filho do ex-piloto de Fórmula 1 e igualmente tricampeão da Stock Car, Chico Serra, Daniel recentemente completou 40 anos, em 27 de fevereiro. Serrinha estreou na Pro Series de forma impressionante: em 22 de abril de 2007, no Autódromo de Interlagos. No dia anterior, então com apenas 23 anos, o competidor conquistou a pole position correndo de Volkswagen Bora da equipe Red Bull Racing, então chefiada por Amir Nasr.

Na corrida, além de ter feito a volta mais rápida, finalizou em terceiro lugar, na prova que teve como vencedor seu futuro companheiro de equipe, Ricardo Maurício.

Foi o início de uma das carreiras mais vitoriosas da Stock Car nos últimos anos. Serrinha seguiu com a Red Bull, que em 2009 passou a ser chefiada por Andreas Mattheis. Naquele ano, aliás, veio a primeira vitória de Daniel, em outro palco lendário do automobilismo brasileiro, Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, em 20 de setembro. A parceria com os taurinos seguiu até 2016, quando a marca encerrou sua operação como equipe na categoria.

União vitoriosa

O ano seguinte marcou o início de um dos ‘casamentos’ mais bem-sucedidos da Pro Series em sua história recente. Daniel assinou com a Eurofarma RC, liderada por Rosinei Campos, o ‘Meinha’. Pelo time baseado em Pinhais (PR), o piloto do carro #29 conseguiu uma incrível série de três títulos conquistados e se firmou como um dos mais vitoriosos nomes em atividade no Brasil.

Além do tricampeonato com a Eurofarma RC, Daniel foi finalista em todas as temporadas, de 2017 para cá, terminando sempre entre os três primeiros: Serra foi terceiro colocado em 2020 e vice-campeão em 2021, 2022 e 2023. Paralelamente, nos últimos anos o paulista se consolidou no cenário mundial do Endurance com vitórias nas 24 Horas de Le Mans em 2017 e 2019 na classe LMGTE-Pro, tornou-se piloto oficial da Ferrari nas corridas de GT e triunfou em janeiro de 2024 nas 24 Horas de Daytona (GTD Pro).

Na Stock Car, Daniel Serra reúne outras marcas notáveis: 24 vitórias (sétimo maior vencedor da história da categoria), 81 pódios, 13 poles e 26 voltas mais rápidas. Um currículo de enorme respeito.

Números impressionantes

Será a primeira vez na história da Stock Car que uma equipe terá em sua dupla de pilotos uma soma superior a 600 corridas na categoria. A Eurofarma RC tem um conjunto vencedor com a presença de dois tricampeões da Pro Series nos boxes.

Dono dos títulos de 2008, 2013 e 2020, Ricardo Maurício completou 300 corridas em junho de 2023, durante a etapa disputada em Cascavel (PR). Agora, é a vez do companheiro de equipe Daniel Serra chegar ao número tricentenário justamente na pista onde venceu pela última vez até o momento na Stock Car, no Velocitta, em outubro do ano passado.

Além de Serrinha, outros três pilotos devem alcançar o número de 300 corridas na categoria em 2024: Átila Abreu (287 provas até o momento), Julio Campos e Ricardo Zonta (ambos com 280).

Daniel Gargano Serra
Data de nascimento: 24/02/1984 (40 anos)
Local de nascimento: São Paulo (SP)
Títulos na Stock Car: 3 (2017, 2018, 2019)
Vitórias: 24
Pódios: 81
Poles: 13
Voltas mais rápidas: 26
Número: 29
Carro: Chevrolet Cruze
Equipe: Eurofarma RC

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Wilsinho e De Ferran são homenageados pelos pilotos da Stock Car

O domingo (03/03) que marcou a 80ª corrida da história da Stock Car Pro Series em Goiânia (GO) foi de emoção e muitas merecidas homenagens a duas lendas do esporte a motor brasileiro: Wilson Fittipaldi Júnior e Gil de Ferran, que nos deixaram há pouco tempo. Antes da largada no Autódromo Internacional Ayrton Senna, ambos foram lembrados com um minuto de silêncio e uma longa salva de aplausos, em reconhecimento ao legado de ambos no automobilismo.

Muito emocionado e em lágrimas, Christian Fittipaldi — filho de Wilsinho — trouxe o histórico capacete da primeira corrida do pai na Fórmula 1, enquanto Rubens Barrichello correu em Goiânia com o design de capacete que foi uma das muitas marcas deixadas pelo igualmente inesquecível Gil, que deixou muitos amigos no grid da Stock Car.

Wilsinho entrou para a eternidade do esporte a motor por muitos feitos, como o de ter sido o empreendedor responsável por construir a primeira e única equipe brasileira do Mundial de Fórmula 1, a Copersucar Fittipaldi. Gil de Ferran também elevou o Brasil com seus feitos nas pistas ao redor do mundo, sobretudo dos Estados Unidos, onde se consagrou como bicampeão da Fórmula Indy (2000 e 2001) e vencedor das 500 Milhas de Indianápolis, em 2003. Sua última função foi como consultor da McLaren na Fórmula 1.

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Felipe Baptista vence prova principal da Stock Car

A etapa de abertura da temporada 2024 da Stock Car Pro Series foi concluída neste especial domingo (03/03) com atuação impecável de Felipe Baptista no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia (GO). O jovem de apenas 20 anos construiu ainda o sábado uma vitória maiúscula, quando garantiu a pole position da corrida principal. Nesta quente tarde, o novo piloto da Crown Racing liderou praticamente de ponta a ponta a bordo do Toyota Corolla #121, não deu chances aos adversários e conquistou seu segundo triunfo na Stock Car, voltando ao topo do pódio depois de terminar na primeira posição em dezembro de 2022, em Interlagos.


Felipe Massa também começou muito bem a temporada e finalizou o domingo no pódio, na segunda colocação com a TMG Racing, coirmã da Crown Racing. Gabriel Casagrande (A.Mattheis Vogel) consolidou um fim de semana muito forte e, depois do top-5 na corrida Sprint, de sábado, cruzou a linha de chegada na prova principal na terceira colocação, em posição que coloca o atual campeão na liderança da tabela, com 111 pontos.

Em excepcional recuperação após ter largado em 20º, Rubens Barrichello (Mobil Ale Full Time) finalizou o domingo em quarto lugar pouco depois de viver outro grande momento e receber o título de Cidadão Honorário de Goiás, em razão dos seus feitos e do seu amor pelo Estado. Lucas Foresti (A.Mattheis Vogel) foi o quinto melhor colocado, com Julio Campos (Pole Motorsport) em sexto, concluindo um grande fim de semana. Nelson Piquet Jr. (Cavaleiro Sports), Bruno Baptista (RCM Motorsport), Átila Abreu (Pole) e Dudu Barrichello (Mobil Ale) completaram a relação dos dez primeiros colocados.

O domingo que marcou a 80ª corrida da história da Stock Car em Goiânia foi de muitas e merecidas homenagens a duas lendas do esporte a motor brasileiro: Wilson Fittipaldi Júnior — que levou o nome da etapa deste fim de semana — e Gil de Ferran, que nos deixaram há tão pouco tempo. Muito emocionado e em lágrimas, o filho de Wilsinho, Christian Fittipaldi, trouxe o histórico capacete da primeira corrida do pai na Fórmula 1, enquanto Rubens Barrichello correu em Goiânia com o design de capacete que foi uma das muitas marcas deixadas pelo igualmente inesquecível Gil.

Como foi a corrida

Em novo formato, a Stock Car partiu para a principal corrida do fim de semana, com 50 minutos mais uma volta de duração. Felipe Baptista largou da pole position e sustentou a liderança, tendo em seu encalço os experientes Felipe Massa, Ricardo Maurício e Daniel Serra.

Mesmo sendo uma prova mais longa, os pilotos não economizaram nas muitas batalhas por posição, várias trazendo três carros andando lado a lado. Alheio às disputas, Felipe Baptista impôs forte ritmo e abriu uma vantagem considerável, que foi mantida mesmo depois das paradas para troca de pneus. Antes da abertura da janela, o safety car interveio após princípio de incêndio no carro de Gaetano Di Mauro.

Felipe Massa ratificou a boa performance na classificação e na corrida e segurou a segunda colocação. O mesmo, contudo, não aconteceu com Ricardo Maurício, que depois do pit-stop teve a roda traseira direita solta, perdendo a chance de marcar seu 90º pódio na Stock Car. Em fim de semana extremamente sólido, Gabriel Casagrande subiu para terceiro e apontou para a liderança geral do campeonato.

Na grande escalada da etapa, Rubens Barrichello conquistou 16 posições e pulou de 20º para quarto lugar na pista onde já venceu oito vezes, e Lucas Foresti, companheiro de equipe de Casagrande, concluiu o top-5.

Começo positivo

Vencedor neste domingo, Felipe Baptista ressaltou a estreia muito boa com o Toyota Corolla da Crown Racing, abrindo assim de forma muito forte e sólida a temporada 2024. “Foi um fim de semana maravilhoso em minha nova casa. E só quero agradecer a todos eles, que entregaram um carro incrível. Administrei muito os pneus, tinha todos os 44 pushes guardados para hoje e ainda sobraram 11 no carro. Consegui um ritmo legal na largada e relargadas. É o início de uma temporada no que, com certeza, vamos estar lá na frente até o fim brigando pelo título”, comemorou.

Quem também abriu da melhor forma 2024 foi o atual campeão. Na defesa do título, Gabriel Casagrande manteve a consistência de todo o fim de semana e concluiu a jornada em Goiânia como o maior pontuador e, consequentemente, na liderança da tabela. “Foi do jeito que a gente queria, começamos muito bem. Faltam 11 etapas. Vamos construindo o campeonato e, tenho certeza, estaremos brigando lá no fim. O regulamento, para mim, ficou muito bom, agradou muito. Valoriza a performance e a equipe que está melhor preparada, e torna ainda mais importante a classificação”, analisou.

Felipe Massa foi outro piloto que iniciou o ano em grande forma. O piloto da TMG Racing conquistou seu quarto pódio seguido em etapas da Stock Car e, depois do segundo lugar, projeta um 2024 vencedor. “É um resultado maravilhoso. Fim de semana muito bom, com segundo lugar na classificação e hoje, na corrida principal. Estamos muito bem no campeonato. É uma outra história começar tão bem. Vamos lutar por mais um pódio na próxima corrida”, concluiu.

A classificação extraoficial do campeonato mostra Gabriel Casagrande em primeiro, com 111 pontos, enquanto Julio Campos aparece em segundo lugar, com 105. Felipe Baptista fecha o fim de semana em terceiro, com 94. Lucas Foresti vem em quarto, com 91, e Bruno Baptista vem em quinto, com 83, somente um a menos que Rubens Barrichello e Felipe Massa, empatados com 82. Rafael Suzuki soma 74, com Nelson Piquet Jr. em nono, com 73 tentos. E o estreante Zezinho Muggiati completa a relação dos dez primeiros no seu primeiro fim de semana como piloto titular da Stock Car. O curitibano marcou 68 pontos.

A Stock Car Pro volta a acelerar dentro de três semanas para a disputa da segunda etapa da temporada, entre 22 e 24 de março, no mesmo fim de semana de abertura da temporada 2024 do BRB Fórmula 4 Brasil, tendo como palco o Autódromo Velocitta, em Mogi Guaçu, no interior de São Paulo.

Classificação do campeonato após duas corridas (top-10)
1º – Gabriel Casagrande, 111 pontos
2º – Julio Campos, 105
3º – Felipe Baptista, 94
4º – Lucas Foresti, 91
5º – Bruno Baptista, 83
6º – Rubens Barrichello, 82
7º – Felipe Massa, 82
8º – Rafael Suzuki, 74
9º – Nelson Piquet Jr., 73
10º – Zezinho Muggiati, 68
*pontuação extraoficial

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Morre aos 80 anos o ex-piloto de F1 Wilson Fittipaldi Jr.

Morreu hoje pela manhã, aos 80 anos, o ex-piloto de Fórmula 1 Wilson Fittipaldi Jr.. Internado desde o dia 25 de dezembro no Hospital Prevent Sênior, em São Paulo, faleceu por múltipla falência dos órgãos.

Wilsinho ou Tigrão, como era conhecido, se engasgou no almoço quando comemorava o seu aniversário no dia de Natal.
Após vários procedimentos médicos e uma parada cardíaca, Wilsinho ficou vários dias na UTI.

O ex-piloto era irmão mais velho do bicampeão mundial de F1, Emerson Fittipaldi e pai do também piloto Christian Fittipaldi. Tigrão começou junto com o irmão no automobilismo nacional na década de 60, colecionando várias vitórias.

Chegou á Fórmula 1 em 1972, onde ficou por duas temporadas como piloto, com o melhor resultado GP da Alemanha em 73, onde foi quito colocado. Após o abandono da Formula 1, Wilson montou a injustiçada equipe Fittipaldi F1. Wilson deixa a mulher Rita e dois filhos. (Antônio Fraga/fotos reprodução)

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Gabriel Casagrande é o novo bicampeão da Stock Car

Em um domingo quente e de muitas emoções, Gabriel Casagrande confirmou a conquista do bicampeonato na Stock Car Pro Series. Pela segunda vez em três temporadas, o paranaense nascido em Francisco Beltrão atinge o Olimpo do esporte a motor nacional e novamente com uma trajetória que aliou grande performance e muita regularidade.

Em casamento muito bem-sucedido com a equipe liderada por Mauro Vogel e Andreas Mattheis, o piloto de 28 anos agora é o mais novo integrante de um clube formado também por Giuliano Losacco e Rubens Barrichello, todos bicampeões da Stock Car.

Casagrande saiu do carro bastante exausto em razão do natural cansaço e do forte calor que fez na Zona Sul de São Paulo. A última etapa do campeonato para o agora bicampeão foi marcada por uma disputa bastante aguerrida com Rafael Suzuki (Pole Motorsport) na última volta da Corrida 1, para terminar em terceiro, enquanto seu principal concorrente, Daniel Serra, foi o quinto.

Na segunda prova, foi conservador ao extremo para fugir das confusões, terminou em 21º, enquanto Daniel ficou longe do resultado necessário para ser campeão — era preciso vencer a prova — e terminou em 12º.

“Estou morto [risos]”, disse o novo bicampeão. “Tenho de agradecer a Deus pelo dom da vida e por ter me dado oportunidade e a capacidade de estar aqui mais uma vez fazendo isso. Amo minha família, que sempre me aguenta quando estou bravo em casa sem corridas… Agradeço aos meus patrocinadores, que fazem isso acontecer, a todos os que estão torcendo em casa. Toda a energia é muito bem-vinda. Somos bicampeões e vamos por mais”, vibrou Casagrande.

“Tentei definir na primeira corrida, cheguei até a assumir a liderança, mas o carro não aguentou até o fim. E na segunda prova sabia que tinha de marcar o Daniel. Ele teria de fazer 21 pontos. No fim das contas, é um alívio muito grande conquistar o título depois do que aconteceu ano passado. Agradeço demais ao ‘seu Mauro [Vogel], a todo o time de engenheiros e mecânicos, a todos os meus parceiros. Se estou aqui é por eles, que acreditam no nosso projeto e no nosso trabalho. Graças a Deus, deu tudo certo”, complementou.

“Estava muito mais nervoso [no primeiro título]. Dessa vez fiquei nervoso, óbvio, mas consegui controlar muito bem. Tenho de agradecer a todo mundo que trabalha comigo no preparo físico e mental. Sempre há uma cobrança interna, é natural, mas dessa vez consegui disfarçar bem o nervosismo, não afetou em nada a pilotagem. E a sensação, ah, essa é maravilhosa. O primeiro é muito especial, o segundo é uma continuação desse sucesso que atingimos. E não vamos parar por aqui”, acrescentou Gabriel.

O caminho rumo ao título de Casagrande em 2023 foi construído por três vitórias, duas poles, sete pódios, duas voltas mais rápidas e 14 presenças no grupo dos dez primeiros em uma temporada extremamente competitiva e equilibrada. Gabriel marcou um total de 308 pontos, enquanto o vice-campeão Daniel Serra (Eurofarma RC) terminou a temporada com 296.

Ricardo Zonta (RCM Motorsport), vencedor da Corrida 1 deste domingo, fechou o ano em terceiro, com 280, mesma pontuação que Thiago Camilo (Ipiranga Racing), mas na frente pelo critério de desempate (maior número de vitórias). Felipe Fraga, da Blau Motorsport, concluiu o campeonato em quinto, com 265.

Ter um vice-campeão como Daniel Serra, um dos pilotos mais completos do Brasil, acaba por valorizar ainda mais a conquista de Casagrande. O tricampeão Serra ressaltou a união com a Eurofarma RC, lembrando as conquistas alcançadas de 2017 em diante.

“Estamos há sete anos juntos: sete anos lutando pelo campeonato. Fomos três vezes vice-campeões, três vezes campeões e uma vez terceiros colocados. Não perdemos o campeonato hoje, mas sim durante a temporada. Chegou um momento em que achamos que nem iríamos brigar mais pelo título, então, por esse motivo, temos de comemorar esse vice-campeonato”, afirmou o paulista de 39 anos.

E ainda que Serrinha tenha adiado o sonho do tetracampeonato para 2024, a Eurofarma RC teve muitos motivos para comemorar. A equipe liderada por Rosinei Campos, o ‘Meinha’, conquistou o título de campeã da Stock Car por equipes pela 12ª vez graças aos 497 pontos somados pela dupla de tricampeões Serra e Ricardo Maurício. A Ipiranga Racing, representada na pista por Thiago Camilo e César Ramos, foi a vice-campeã, com 470.

Quem também teve motivos para comemorar foi Felipe Massa, que venceu uma prova da rodada dupla pela segunda etapa consecutiva. O piloto da Lubrax Podium Stock Car Team liderou um top-3 da Corrida 2 que teve dois campeões na sequência: Marcos Gomes, em segundo, e Rubens Barrichello, na terceira posição.

As corridas

A corrida que abriu a Super Final BRB foi bastante técnica e decidida nos detalhes. Porém mesmo com vantagem confortável de 16 pontos para o vice-líder do campeonato, Gabriel Casagrande não fugiu das boas disputas, como as que travou com Rafael Suzuki na última volta e lhe valeu a terceira posição e o sétimo pódio do ano.

A vitória ficou com Ricardo Zonta, a terceira dele na temporada — segunda em Interlagos — e a 11ª na Stock Car, enquanto o conterrâneo e amigo Julio Campos terminou logo atrás, marcando seu primeiro pódio no ano. Serrinha cruzou a linha de chegada em quinto, o que significaria que o tricampeão teria de vencer e ainda torcer para Casagrande não pontuar para buscar seu quarto título.

Última disputa da temporada, a segunda prova deste domingo em Interlagos foi bastante mexida em razão de incidentes, como na primeira volta. Mas foi um acidente sofrido por Sergio Ramalho nas voltas finais mexeu com os rumos da corrida. O safety-car foi benéfico para Felipe Massa, que fez seu pit-stop obrigatório pouco antes do acionamento da bandeira amarela.

O ex-piloto da Ferrari na Fórmula 1 venceu em Interlagos depois de 15 anos, marcou seu segundo triunfo na Stock Car, e viu Marcos Gomes (Cavaleiro Sports) finalizar em segundo. O também ex-Ferrari Rubens Barrichello (Mobil Ale Full Time) concluiu em terceiro.
Casagrande nem precisou pontuar para comemorar seu segundo título na Stock Car.

O paranaense terminou em 21º e viu Serrinha concluir a Corrida 2 em 12º, resultado insuficiente para o piloto da Eurofarma RC buscar o tetra. Hoje foi o dia de Gabriel comemorar.

Muito equilíbrio

A Stock Car se notabilizou novamente pelo enorme equilíbrio de forças ao longo de toda a temporada. Uma dessas marcas está no empate sacramentado entre as montadoras Toyota e Chevrolet, que somaram 12 vitórias cada uma em 2023.

Outro número impressionante está na quantidade de pilotos que subiram ao pódio pelo menos uma vez no campeonato. Com os segundos lugares de Julio Campos e do campeão de 2015 Marcos Gomes nas corridas 1 e 2 deste domingo, respectivamente, foram 24 competidores que conseguiram se colocar no top-3 em uma das 22 provas da temporada. E 12 deles terminaram no alto do pódio pelo menos uma vez.

Depois do domingo de campeões, a Stock Car já vislumbra o futuro. A temporada 2024 começa em 3 de maio no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia (GO).

Stock Car corrida etapa 1:
1º – Ricardo Zonta (RCM Motorsport/Toyota Corolla), 19 voltas em 33min04s890
2º – Julio Campos (Lubrax Podium/Chevrolet Cruze), a 2s370
3º – Gabriel Casagrande (A.Mattheis Vogel/Chevrolet Cruze), a 3s636
4º – Rafael Suzuki (Pole Motorsport/Chevrolet Cruze), a 4s041
5º – Daniel Serra (Eurofarma RC/Chevrolet Cruze), a 8s520
6º – Thiago Camilo (Ipiranga Racing/Toyota Corolla), a 16s746
7º – Bruno Baptista (RCM Motorsport/Toyota Corolla), a 18s806
8º – Felipe Baptista (KTF Racing/Chevrolet Cruze), a 21s280
9º – Cesar Ramos (Ipiranga Racing/Toyota Corolla), a 22s172
10º – Átila Abreu (Pole Motorsport/Chevrolet Cruze), a 23s515
11º – Enzo Elias (Crown Racing/Toyota Corolla), a 26s168
12º – Lucas Foresti (A.Mattheis Vogel/Chevrolet Cruze), a 31s086
13º – Sergio Ramalho (Hot Car Competições/Chevrolet Cruze), a 32s869
14º – Felipe Massa (Lubrax Podium/Chevrolet Cruze), a 36s394
15º – Ricardo Maurício (Eurofarma RC/Chevrolet Cruze), a 40s875
16º – Lucas Kohl (Hot Car Competições/Chevrolet Cruze), a 42s549
17º – Dudu Barrichello (Mobil Ale/Toyota Corolla), a 43s598
18º – Rubens Barrichello (Mobil Ale/Toyota Corolla), a 44s387
19º – Allam Khodair (Blau Motorsport/Chevrolet Cruze), a 46s882
20º – Rodrigo Baptista (KTF Sports/Chevrolet Cruze), a 53s820
21º – Cacá Bueno (KTF Sports/Chevrolet Cruze), a 57s917
22º – Gianluca Petecof (Full Time Sports/Toyota Corolla), a 58s665
23º – Guilherme Salas (KTF Racing/Chevrolet Cruze), a 1min09s538
24º – Matías Rossi (Full Time Sports/Toyota Corolla), a 1min19s503
25º – Denis Navarro (Cavaleiro Sports/Chevrolet Cruze), a 1min43s084
26º – Tony Kanaan (Texaco Racing/Toyota Corolla), a 1 volta
27º – Nelson Piquet Jr. (Crown Racing/Toyota Corolla), a 2 voltas
28º – Sergio Jimenez (Scuderia Chiarelli/Toyota Corolla), a 5 voltas

Corrida 2, resultado final:

1º – Felipe Massa (Lubrax Podium/Chevrolet Cruze), 17 voltas em 32min03s043
2º – Marcos Gomes (Cavaleiro Sports/Chevrolet Cruze), a 0s491
3º – Rubens Barrichello (Mobil Ale/Toyota Corolla), a 1s524
4º – Ricardo Maurício (Eurofarma RC/Chevrolet Cruze), a 2s267
5º – Bruno Baptista (RCM Motorsport/Toyota Corolla), a 3s613
6º – Thiago Camilo (Ipiranga Racing/Toyota Corolla), a 5s935
7º – Átila Abreu (Pole Motorsport/Chevrolet Cruze), a 6s335
8º – Nelson Piquet Jr. (Crown Racing/Toyota Corolla), a 7s070
9º – Felipe Fraga (Blau Motorsport/Chevrolet Cruze), a 7s578
10º – Ricardo Zonta (RCM Motorsport/Toyota Corolla), a 7s948
11º – Matías Rossi (Full Time Sports/Toyota Corolla), a 12s193
12º – Daniel Serra (Eurofarma RC/Chevrolet Cruze), a 12s840
13º – Felipe Baptista (KTF Racing/Chevrolet Cruze), a 15s285
14º – Cesar Ramos (Ipiranga Racing/Toyota Corolla), a 15s433
15º – Denis Navarro (Cavaleiro Sports/Chevrolet Cruze), a 16s998
16º – Rodrigo Baptista (KTF Sports/Chevrolet Cruze), a 18s091
17º – Felipe Lapenna (Scuderia Chiarelli/Toyota Corolla), a 18s710
18º – Enzo Elias (Crown Racing/Toyota Corolla), a 19s815
19º – Julio Campos (Lubrax Podium/Chevrolet Cruze), a 20s283
20º – Rafael Suzuki (Pole Motorsport/Chevrolet Cruze), a 22s322
21º – Gabriel Casagrande (A.Mattheis Vogel/Chevrolet Cruze), a 22s778
22º – Lucas Kohl (Hot Car Competições/Chevrolet Cruze), a 23s889
23º – Allam Khodair (Blau Motorsport/Chevrolet Cruze), a 26s312
24º – Sergio Ramalho (Hot Car Competições/Chevrolet Cruze), a 5 voltas

Classificação final do campeonato
1º – Gabriel Casagrande, 308 pontos
2º – Daniel Serra, 296
3º – Ricardo Zonta, 280
4º – Thiago Camilo, 280
5º – Felipe Fraga, 265
6º – Rafael Suzuki, 263
7º – Rubens Barrichello, 260
8º – Ricardo Maurício, 231
9º – Felipe Baptista, 229
10º – Felipe Massa, 224

Classificação final do campeonato por equipes

1º – Eurofarma RC, 497
2º – Ipiranga Racing, 470
3º – RCM Motorsport, 459
4º – A.Mattheis Vogel, 458
5º – Pole Motorsport, 427
6º – KTF Racing, 407
7º – Lubrax Podium Stock Car Team, 400
8º – Blau Motorsport, 387
9º – Full Time Sports, 379
10º – Mobil Ale Full Time Sports, 367
11º – Crown Racing, 278
12º – Cavaleiro Sports, 206
13º – Hot Car Competições, 203
14º – KTF Sports, 184
15º – Scuderia Chiarelli, 85
16º – Texaco Racing, 37

Todos os campeões da Stock Car
1979 – Paulo Gomes
1980 – Ingo Hoffmann
1981 – Affonso Giaffone
1982 – Alencar Junior
1983 – Paulo Gomes
1984 – Paulo Gomes
1985 – Ingo Hoffmann
1986 – Marcos Gracia
1987 – Zeca Giaffone
1988 – Fábio Sotto Mayor
1989 – Ingo Hoffmann
1990 – Ingo Hoffmann
1991 – Ingo Hoffmann/Ângelo Giombelli
1992 – Ingo Hoffmann/Ângelo Giombelli
1993 – Ingo Hoffmann/Ângelo Giombelli
1994 – Ingo Hoffmann
1995 – Paulo Gomes
1996 – Ingo Hoffmann
1997 – Ingo Hoffmann
1998 – Ingo Hoffmann
1999 – Chico Serra
2000 – Chico Serra
2002 – Chico Serra
2022 – Ingo Hoffmann
2003 – David Muffato
2004 – Giuliano Losacco
2005 – Giuliano Losacco
2006 – Cacá Bueno
2007 – Cacá Bueno
2008 – Ricardo Maurício
2009 – Cacá Bueno
2010 – Max Wilson
2011 – Cacá Bueno
2012 – Cacá Bueno
2013 – Ricardo Maurício
2014 – Rubens Barrichello
2015 – Marcos Gomes
2016 – Felipe Fraga
2017 – Daniel Serra
2018 – Daniel Serra
2019 – Daniel Serra
2020 – Ricardo Maurício
2021 – Gabriel Casagrande
2022 – Rubens Barrichello
2023 – Gabriel Casagrande

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