Wrangler

A cada geração, o Jeep Wrangler fica mais valente e tecnológico

No ano que comemora os 80 anos do surgimento do primeiro modelo do Jeep, o CJ2A, decidimos avaliar a última geração do valente modelo.

Não existe no mercado mundial um modelo off-road do nível do Jeep Wrangler. Existem vários modelos com boa disposição para o off-road, mas nada se compara ao verdadeiro Jeep. Com a mesma desenvoltura que um veículo de passeio enfrenta o asfalto, o Wrangler enfrenta as vias mais difíceis e muitas vezes, que se calcula intransponíveis. Para ele não existe obstáculo que não possa, bem ou mal, ser superado. E com uma grande vantagem; não tão agradável como nas dificuldades do fora de estrada, ele vai muito bem no asfalto.

Porquê não tão agradável? Porque é um carro duro, grande (quase 5 metros) e pesado (mais de duas toneladas). Não se pode esquecer que é uma carroceria montada sobre chassi de longarinas, com eixo cardã, tração 4×4 de última geração, pneus enormes, super reforçado, etc.

Tradição

Com diversas evoluções, o Wrangler mantém o desenho base da primeira geração, principalmente na icônica grade dianteira com sete aberturas na vertical, os para-lamas salientes e faróis redondos. Até teve uma versão nos anos 80 com faróis retangulares, mas com as atualizações voltou ao tradicional. A geração testada começou a ser vendida nos EUA em 2024 e ganhou grade dianteira e rodas redesenhadas, novas saídas de ar e uma central multimídia maior, 12,3 polegadas com conexão sem fio via Android e Apple CarPlay.

Apesar da dificuldade de acessar o seu interior, principalmente os mais baixos, o espaço interno não é ruim. No banco traseiro dois adultos vão bem acomodados e graças ás quatro portas, não é difícil entrar. O acabamento em couro é excelente e tem ar condicionado de duas zonas, bancos com regulagem elétrica com aquecimento, assim como o volante. Por conta da possibilidade de uso em terrenos difíceis, os tapetes são de borracha e o assoalho tem um dreno para escoar a água que possa entrar e facilitar a lavagem.

Em termos de segurança, o modelo vem com santo antônio, estrutura de tubos de ferro que protege os passageiros num possível capotamento, já que é possível retirar toda a estrutura superior, (teto, portas,  abaixar o vidro dianteiro,  e transformar num modelo conversível, quatro airbags, e assistências à condução: alerta de colisão, frenagem automática de emergência, alerta de ponto cego, comutação automática do farol alto e controle de velocidade de cruzeiro adaptativo, monitoramento de pressão dos pneus, câmeras na traseira e na dianteira, e avisos sonoros durante o estacionamento.

Desempenho

O Jeep faz algum tempo abandonou os motorzões e usa um motor de dois litros, Hurricane somente a gasolina, que desenvolve 272 cavalos de potência máxima e torque de 40,8 kgfm a 3.000 rpm. Ou seja, tanto na cidade, na estrada ou no off-road, o motorista tem folego sobrando.

A transmissão é automática de oito velocidades e uma caixa de transferência com reduzida e bloqueio de diferencial. A barra estabilizadora dianteira pode ser desconectada eletronicamente.,

Mesmo não sendo essa a finalidade do modelo, o Wrangler Rubicon atinge a velocidade máxima de 156 quilômetros por hora e acelera de 0 a 100 km/h em 7,6 segundos. A nota ruim é para o consumo, apesar de ser compatível com a proposta e se levando em conta os pneus de uso misto, peso e tamanho: 7,15 km/l na cidade e 7,27 km/l na estrada.

Muito bem equipado, de série o jipão vem com: faróis full-LED com comutação automática da luz alta, lanternas traseiras com LEDs, desconexão eletrônica da barra estabilizadora dianteira, monitoramento da pressão dos pneus, freios a disco nas quatro rodas, rodas de liga leve de 17 polegadas com pneus de uso misto, chave presencial, partida do motor por botão, sistema de som Alpine com nove alto-falantes e subwoofer , controle de velocidade de cruzeiro adaptativo, alerta de colisão com frenagem automática de emergência e alerta de ponto cego

Preço
Jeep Wrangler Rubicon R$ 499.990,00

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Jeep comemora 80 anos da versão civil do valente CJ2A

Sem dúvida, o valente Jeep é o veículo civil é o modelo mais longevo da história automotiva mundial. Este mês ele completa 80 anos de produção. Mesmo gerando uma série de outros modelos, nenhum chega aos pés da sua tradição e da enorme legião de faz.

Derivado do modelo de 1941, destinado para o exército americano usar na Segunda Guerra Mundial o Jeep CJ-2A, versão não militar, foi lançado em 1945 e até hoje mantém a icônica grade com sete fendas, um elemento de design que atravessou décadas e ainda define a identidade visual do modelo. Ao longo dos anos, foi ganhando sofisticação e tecnologia e se tornou um dos mais importante e respeitados veículos para o off-road.

O CJ-2A foi fabricado até 1949 quando foi substituído pelo CJ-3A, que trouxe melhorias estruturais como para-brisas de peça única e eixo traseiro reforçado, mantendo o motor original, de quatro cilindros com cabeçote em L. O CJ-3A chegou com melhorias estruturais, seguido pelo CJ-3B em 1953, que passou a ser montado no Brasil, em São Bernardo do Campo, pela Willys-Overland do Brasil.

O CJ-5, fabricado de 1957 a 1982, e o CJ-6 introduzido em 1956 e produzido até 1975, vieram depois e receberam ainda eixos mais robustos, freios maiores e bitola mais larga.

A grande virada veio em 1986, com o lançamento do CJ-7, o primeiro Jeep a oferecer transmissão automática, teto rígido moldado e portas de aço como opcionais. Com entre-eixos maior e visual mais moderno, o CJ-7 foi um marco. Hoje, o Wrangler e a picape Gladiator mantêm viva a valentia off-road.

Ao longo de quatro décadas, mais de 1,5 milhão de veículos CJ foram produzidos.

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